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After The Nukes
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After The Nukes

Estou desenvolvendo um universo fictício de ficção científica contado em um formato semi-verbal/experimental, usando artes de IA contextualizadas, música e narrativa inferencial. Resolvi compartilhar aqui caso alguém tenha interesse.

O projeto funciona quase como uma mistura de literatura visual, curta cinematográfico e worldbuilding audiovisual. A história é contada principalmente através de imagens, ambientação, textos dentro do universo e montagem, em vez de diálogos tradicionais.

O universo se passa em uma Terra invadida por uma civilização alienígena extremamente superior. Mas não é uma história sobre heróis salvando o mundo ou aliens caricatos. É uma narrativa de colapso, desgaste e sobrevivência, focada em como os seres humanos continuam lutando mesmo quando a lógica aponta que não existe mais esperança de vitória.

A série aborda temas como:

  • existencialismo;
  • horror cósmico;
  • sacrifício coletivo;
  • sobrevivência da identidade humana;
  • o que resta da civilização quando tudo entra em colapso.

Os episódios são curtos e acompanhados por música, mas fazem parte de uma cronologia não linear, onde cada vídeo funciona como uma peça de um quebra-cabeça maior.

Por enquanto só lancei o episódio 1 (“Prólogo”) e a lore inicial do universo, mas tenho muitos outros episódios planejados.

Espero que gostem.

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u/Gold_Ad3045 — 1 day ago
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Books that left you thinking, “goddamn that was a good story.”

I’m not talking about “oh I liked this character” or “wow, interesting plot twist.” I’m talking where you couldn’t put the book down and finished thinking “goddamn that was a good story.” Any genre!

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u/dawson6197 — 3 days ago
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PAREM DE FALAR MAL DA GRANDE OBRA LITERÁRIA "BOI LEITEIRO E FAZENDEIRA VIRGEM"

Na moral, eu preciso falar disso porque não dá mais. Eu sei que a galera adora usar a capa de O Boi Leiteiro e a Fazendeira Virgem pra fazer meme e rir no Twitter, mas a verdade é que esse livro humilha qualquer porcaria que vocês chamam de alta literatura. Sem meme, é a maior parada que a humanidade já produziu. Colocar esse livro no mesmo nível de qualquer outro é passar atestado de burrice, a autora literalmente inventou a escrita de verdade e o resto é só rascunho de quem não tem talento.

O que a autora fez com o Borus é um negócio de outro mundo. Desculpa, mas Machado de Assis, Shakespeare, essa galera aí parece um bando de analfabetos perto dela. Nenhum escritor que já pisou na Terra teria a capacidade mental de criar um personagem tão gigante e complexo. Se você acha os clássicos profundos, é porque seu cérebro é minúsculo e você não tem capacidade de entender a densidade de um homem touro.

Esse livro mudou a minha vida de um jeito que nem sei explicar, me sinto até um ser humano superior depois de ler. O romance do Borus e da Natália redefiniu tudo o que eu pensava sobre amor e arte. É o topo do mundo. Ver a galera pagando pau pra livro cult hypado enquanto ignora a maior revolução da literatura atual só prova o quanto o leitor médio é burro e raso.

Quem fala mal ou acha que é só uma bizarrice é porque tem inveja que uma autora nacional entregou a maior obra-prima de todos os tempos. Aceitem que o topo é dela e que nada do que vocês lerem na vida vai chegar perto desse milagre. Se chorou com o meu post, vai ler o livro de novo até seu cérebro conseguir processar o que é genialidade de verdade.

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u/JESSIE_DIVA — 3 days ago
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O que é mais viável, publicar no Wattpad ou na Amazon?

Terminei o primeiro volume do meu livro há umas semanas atrás, ele já está publicado no Wattpad porque faço parte de um grupo de troca de leitura, então tem pessoas lendo. Porém tô pensando em dar uma revisada nele pra trazer uma versão ainda melhor. Vocês que tem experiência, acha mais fácil tentar atrair um público pra ele no Wattpad, ou colocando na Amazon?

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u/brubsth — 4 days ago
▲ 13 r/literatura+8 crossposts

Faltam dias de chuva

Achei um recibo
na minha capa de chuva

os valores já estavam borrados
só sobrou o dia

tinha aquela sua torta
de chocolate meio amargo

pra mim, um banoffee
e um café gelado

lembro de planejarmos ir
conhecer o lugar inteiro

e, justo naquele dia,

São Pedro fez cair
o céu inteiro

chegando lá, era:
caro
feio
barulhento

mesmo assim, você riu
e eu já não ouvi
o barulho do lugar

hoje, este recibo molhado
é tudo o que sobrou

daquele dia

que a chuva não molhou

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u/0_monomania_0 — 4 days ago

Qual inferno prefere ?

Qual inferno você escolheria?

O de I Have No Mouth, and I Must Scream (sofrimento consciente eterno) ou o da Bíblia, na interpretação aniquilacionista (deixar de existir)? E por quê?

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u/allDark_429 — 6 days ago

Indicação de livro sobre ditados populares.

Fala galera!

Sempre gostei muito dos ditados populares e acho íncrivel a historia e a genialidade de alguns deles.
Sou de Minas Gerais e esses ditados são muito utilizados pelo povo da roça, principalmente os mais velhos, e acho isso interessantíssimo, ainda mais porque raramente os entendo de primeira. Observo que, por eles se passarem principalmente pela oralidade, eles estão se perdendo com o tempo, e acho isso muito triste.

Gostaria de alguma remendação de livro ou artigo relativo ao tema.

Agradeço desde já. Valeu pessoal!

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u/Crafty_Tackle9693 — 6 days ago
▲ 4 r/literatura+1 crossposts

Reescribí un fanfic de Dante (DMC) ambientado en la URSS durante la Segunda Guerra Mundial

Tal como leen, de chica escribía mucho fanfic muy esquizofrénico, pero así muy mal pero no me arrepiento era muy feliz pasándome horas escribiendo capítulos todos malos.

Hace poco recuperé mi cuenta de wattpad y me puse a leer todos mis pecados y uno me llamo la atención porque estaba en borradores y estaba finalizado. Tema que lo leí en tres días y señores, llore y llore mal.

Tan mal me dejo que me motivo a publicarlo pero no tan cutre, mejore todo lo que se podía mejorar y hoy lo publiqué.

Quienes quieran leerlo agradecería su opinión o si les gusta, intenté escribir lo mejor posible he incluso se lo mostré a una amiga y me ayudo a mejorar ortografía y gramática 🥲

Aceptaré cualquier insulto o amenaza.

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u/Creepy_Current4266 — 8 days ago
▲ 11 r/literatura+2 crossposts

Opiniões sobre meu textooo :)

Oieeeee, escrevi um textinho e gostaria de saber a opinião de vocês sobree! Obrigadinhaa ;)

...

Ao compartilhar comigo seu medo da mutabilidade do tempo, da incerteza da mudança, a metamorfose das escolhas, um experimento penoso sendo observado, guiado inconscientemente a cada soluço.

Como era só na sua dor e agonia, como subitamente queria gritar, correr, exaurir qualquer energia que alimenta esse miserável corpo, que descrevia como sua maior e mais angustiante gaiola, até sobrar apenas você em sua forma primária, porque segundo suas palavras nada além do cansaço o fazia aparecer.

Sentia-me, de fato observador de um evento singular, inalcançável à minha coletânea rasa de informações sobre os conceitos do mundo e no que nele há para compreender-te.

Sentia-me, diante da esfinge de Gizé que lançava sobre mim seus enigmas e cobria-me com olhos expectantes, esperando as respostas que lhe agradasse os ouvidos, mas, diferente da esfinge os enigmas que lançava, lançava para o ar, para além de mim. Tinha a sensação de que aquela era sua maneira de rezar, apenas tive a casualidade de interceptá-los antes de seguirem seu percurso.

Diferente da esfinge, você também não possuía as respostas, logo, não esperava nada de mim, o que nos colocava em pé de igualdade, no caso, me colocava em pé de igualdade da sua sombra.

Às vezes o tocava, mapeava seus traços com delicadeza e em outras o apertava com brutalidade, já disse que para mim era inatingível em sua totalidade, fluido para o manter na concha das minhas mão por muito tempo sem que me escapasse entre os dedos, mas ainda queria o absorver de qualquer forma, tirava proveito da gaiola que o prendia, me esgueirava por sua pele procurando o que havia por baixo. Ocasionalmente quando o olhava de canto sentia vontade de o engolir, desejava o sorver. A essa altura já havia aceitado que era abstrato para minha razão, então o que me restava era meus sentidos, queria o sentir em minha língua, decifrar de que material foi formado, o que o tornara o que é.

Você poderia muito bem ser o efeito de uma doença psíquica, quem sabe a ilusão de um psicodélico despertando uma área inutilizada do meu cérebro

A palavra que mais saia da sua boca era “liberdade”, dizia que foi preso, que ainda menino foi quando tomaste consciência da sua prisão e quando na tentativa errônea de o acompanhar perguntei quem o prendeu e o que fizera, pousou as janelas da sua angustia em mim e dizia como quem conta um segredo, que foi lançado nu e cego no deserto, que era sísifo carregando a pedra pela montanha íngreme, repetidas vezes.

No segundo momento pude ver que já não falava para mim “eu sei que respiro, sei quando ando, quando como, sei das batidas do meu coração, de quando meus olhos fecham e quando abrem”, por fim disse que não sabia o que havia feito, apenas que havia sido condenado.

Podia notar que não falava tudo, que omitia um montante de informação, estava me poupando? Ou apenas concluiu que não entenderia, então não havia porque desgastar ambos? Poderia ser que nem mesmo você sabia o que lhe ocorria, tão pouco conseguiria explicar.

Se em um dia qualquer, em um momento inesperado dissesse que de fato era um deus, quem, devido a um pecado foi expulso, condenado depois de acostumar-se aos parâmetros dos deuses a ser um mero humano ou dissesse que na verdade, é um ET, que ja visitou inúmeros planetas, interagiu com diversas espécies de vida, sabe o que a dentro de um buraco negro e que seu povo detém verdade que nem em nosso ápice de consciência distinguiríamos.

Sem hesitar, acreditaria em suas palavras, abandonaria meu ateísmo e tomaria com devoção as suas histórias como verdades absolutas e tudo passaria a fazer sentido. Entenderia a dor que cultiva, talvez gerada da falta de pertencimento, poderia ser da saudade de casa e dos seus.

Entenderia a agonia o corroendo ao ser aprisionado a um corpo frágil que o impõe necessidades básicas, fome, sede, frio, dor, tudo tão restritivo. O tédio apoderando-se dos seus sentidos que antes eram tão superestimulados pela grandeza.

E então entenderia que diferente do restante de nós, o seu primeiro choro ao o separarem do cordão umbilical e arrancado da inércia do líquido amniótico era de tristeza, desespero por receber sua punição, cativo das banalidades que nós ansiamos e lutamos para conquistar no fim de uma vida cansativa.

Mas não, nasceu tão humano quanto eu, sem recordação de uma vida passada, sem nada para que houvesse o desejo de nivelar, o que o torna ainda mais incomum a minha vista, talvez tenha enlouquecido, quem sabe nascerá já louco, porém isso também me parece uma conclusão errada, já que, com frequência tenho a impressão de que você está mais lúcido que eu.

Gostaria de apenas por um momento - e apenas por um momento porque é somente isso que eu aguentaria- de ver por trás dos seus olhos, se não poderia ter acesso a você, ao menos a forma que via o mundo, o nosso mundo.

Aos poucos desisti, aceitei a parte pequena que podia ter, aprendi a contar apenas com seu desejo de ficar.

Entretanto, em uma das vezes em que se amostrava com a habilidade de captar meus pensamentos disse:

“Você sabe meu nome e ele soa especialmente único no seu tom, basta que me chame e eu sem exitar viria. Em uma sala com outras 1000 pessoas com esse nome, se escutasse sua voz o dizendo vagamente, e apenas sua voz, teria certeza de que sou eu e de quem sou, certamente você me tem”

Ali estava a prova da diferença da nossa natureza, mas apesar de tudo, você continuava tão humano e enquanto não transcendia - Mais uma de minhas impressões que ao compartilhar o faziam rir, entretanto, as guardei com seriedade, pressentia que em algum instante encontraria seu corpo vazio, mas funcionando, enquanto sua alma vagava procurando a substância que lhe faltava - isso bastava.

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u/aborboletaescritoraa — 8 days ago
▲ 23 r/literatura+1 crossposts

A historia do demonio feliz

A história do demónio da felicidade Uma vez, eu questionei a minha mãe: "Como saberei que sou feliz?" Então, ela me contou a história do demónio da felicidade... — Era uma vez um menino loiro, com olhos azuis. Ele tinha um sonho: encontrar o amor da sua vida e morrer sem arrependimentos. Então, ele viajou o mundo inteiro em busca da felicidade. Ele abraçou, beijou e se apaixonou muitas vezes, mas nunca amou. Então, ele pediu a um demónio chamado (Feliz) que lhe desse a felicidade eterna ao lado do amor de sua vida. Então, o demónio sorriu, lhe deu uma uva vermelha, e o garoto a comeu e foi dormir. Quando acordou, ele tinha seus 6 anos e viveu toda a sua vida de novo, do mesmo jeito, sem mudar nada. Ele vagou e vagou, mas nunca encontrou o amor da sua vida. Então, ele convocou o demónio Feliz de novo e fez o mesmo desejo, mas o demónio respondeu: — Sempre que chegar o dia de sua morte, você voltará aos seus 6 anos de idade e viverá a sua vida do mesmo jeito, de novo e de novo, até a eternidade, como você pediu... Então, o garoto perguntou: — Por quê? E o demónio respondeu: — Porque você pediu para viver ao lado do amor da sua vida para sempre, então eu dei isso a você!... Eu não entendi quando ela me contou; também, eu era só uma criança! Kkkk. Mas, quando eu perguntei de novo à minha mãe, uns anos atrás, ela me disse: — Que o garoto viveria sua vida eternamente, pois o amor da vida dele é ele mesmo, e ele mesmo não sabia... Triste fim, né?... Ou melhor... triste eternidade...

Obrigado para quem ele até aqui.

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u/allDark_429 — 12 days ago
▲ 7 r/literatura+1 crossposts

Publiquei meu primeiro livro filosofia - Fragmentos de uma Consciência

Já faz um tempo que ando anotando varias reflexões e pensamentos que tenho durante meus dias e resolvi fazer uma compilação dessas anotações de forma a produzir um livro que seja legível e possa transmitir um pouco de mim para quem o lê, como digo pra minha esposa: posso ser doido, mas sou um doido generoso, pois não quero guardar essa doidera comigo, mas também compartilhar com o mundo.

A minha intenção com esse livro é apenas de compartilhar minhas experiencias vividas e pensamentos retirados de uma rotina comum de uma pessoa que trabalha e tem suas responsabilidades, mas se vê na necessidade de tirar um tempo para refletir ou é apenas tomado por pensamentos e reflexões em momentos inoportunos e se de alguma forma puder somar a existência de alguém ou destruir algo para que outro novo possa nascer o livro já cumpriu seu papel.

https://preview.redd.it/dq39thx9se9h1.png?width=1024&format=png&auto=webp&s=2b8604623fa2da475684d406f0bc5c2e40c6ef59

O livro está gratuito na amazon e google books:

https://www.amazon.com.br/dp/B0H6K5R634

https://play.google.com/store/books/details?id=pW7tEQAAQBAJ

Quem quiser versão física, paga somente impressão e frete nesse link:

https://loja.uiclap.com/titulo/ua174405

Se puderem avaliar o livro ficarei grato, ou acrescenta-lo a sua lista de leitura.

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u/biru98 — 11 days ago
▲ 6 r/literatura+1 crossposts

Clube do livro autoras mulheres (BH)

Idealização e busca de participantes para um clube de leitura focado em autoras mulheres, em Belo Horizonte.

Oi, gente!
Estou organizando um clube do livro presencial em Belo Horizonte voltado para a leitura de autoras mulheres e discussões sobre história das mulheres, gênero, saúde mental, sociedade e literatura.
Sou estudante de História na UFMG e pesquisadora na área de História das Mulheres desde 2020. Atualmente, minha pesquisa tem foco na história da saúde mental das mulheres, então gosto de pensar a literatura também como uma forma de compreender experiências femininas ao longo do tempo.
Como sugestão e desejo próprio, Nossa primeira leitura seria A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath.
A ideia é fazermos:
• um cronograma de leitura acessível;
• encontros presenciais (provavelmente mensais ou quinzenais, dependendo da disponibilidade do grupo);
• discussões mediadas por mim, inicialmente, mas sempre de forma horizontal e aberta às interpretações de todos, com contribuição uniforme de todos os membros;
• após esse primeiro livro, escolhermos coletivamente as próximas leituras, priorizando autoras mulheres de diferentes épocas, países e perspectivas.
Não é preciso ter formação em História ou Literatura. Basta gostar de ler (ou querer criar esse hábito) e ter interesse em conversar sobre livros em um ambiente respeitoso e acolhedor.
Se você mora em Belo Horizonte e gostaria de participar, comenta aqui ou me manda uma mensagem. Se conhecem alguém que possa se interessar, fiquem à vontade para compartilhar!
Priorizo que as integrantes do clube sejam mulheres, mas todos e todas são bem vindos!
Espero que esse seja o início de um grupo duradouro de leitura, troca e amizade. Amo esse tema há anos e gostaria de realizar esse desejo!

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u/juliamariav — 9 days ago

Hola me gustaría compartir con ustedes un pequeño cuento es mío

El jardín nunca fue realmente verde.

Algunas zonas amanecían oscuras, otras rojas de una furia silenciosa. Las flores no crecían: persistían. Los árboles no daban sombra; daban tiempo.

Él caminaba convencido de que avanzaba, aunque el paisaje se repitiera con una exactitud inquietante. El suelo siempre era el mismo, pero algo en su interior insistía en llamarlo camino.

Había una flor distinta.

No advertía, no exigía, no dudaba. Le hablaba con una dulzura constante, como si conociera exactamente las palabras que necesitaba oír para no moverse. Cuando estaba cerca de ella, el jardín dejaba de ser confuso. Todo parecía tener sentido en ese punto reducido donde pensar ya no dolía.

Las demás flores no eran crueles.

Algunas se tornaban negras de preocupación, otras se agrietaban en tonos secos, como si cargaran palabras que nadie quería escuchar. Los árboles murmuraban cosas incómodas, no reproches, sino advertencias suaves, cansadas.

Él empezó a arrancarlas.

No con odio, sino con cansancio.

Quedarse con una sola voz era más fácil que aceptar el ruido de todas.

El jardín fue quedando vacío sin que él lo notara del todo.

Las flores desaparecían una a una, no de golpe, sino como se van las cosas que dejan de mirarse. Los árboles dejaron de susurrar. No porque no les importara, sino porque entendieron algo simple y definitivo:

nadie puede salvar a quien aún no quiere ser salvado.

La flor permanecía.

Seguía hablándole igual, incluso cuando su color empezó a quebrarse. Incluso cuando su fragilidad se volvió evidente. Él no sintió miedo. Sintió descanso. Si ella se marchitaba, también lo hacía la necesidad de elegir.

Hasta que un día la vio distinta.

No triste.

Cansada.

Los pétalos caían sin dramatismo, como si ya no hubiera nada que sostener. Por primera vez, la flor no habló.

Él se inclinó frente a ella y, sin suavidad, sin ternura, dijo:

—No eres verdad.

Nunca lo fuiste.

Solo me decías lo que necesitaba oír para no enfrentar nada.

La flor no respondió.

—Te amé —continuó— porque no me pedías cambiar,

porque me dejabas quedarme aquí,

porque no me mirabas cuando me estaba hundiendo.

El silencio se hizo más denso.

—No eras paz —susurró—.

Eras negación.

La flor terminó de marchitarse.

No hubo sonido.

No hubo ruptura.

Solo ausencia.

El jardín quedó vacío sin ceremonia alguna.

No había flores, ni árboles, ni voces. Solo espacio. Solo aire. Solo la repetición exacta de un lugar que ya no prometía nada.

Él se quedó allí.

Por primera vez, el vacío no era refugio.

No explicaba, no justificaba, no calmaba.

Solo existía.

Intentó recordar en qué momento había dejado de arrancar cosas y había empezado a quedarse. Buscó una causa, una herida inicial, una razón que pudiera nombrar sin temblar. No encontró ninguna que sobreviviera al silencio.

El jardín no lo castigó.

Eso fue lo más inquietante.

Simplemente siguió siendo lo que siempre había sido:

un lugar donde nada se mueve,

un lugar donde quedarse también es una forma de desaparecer.

Y él permaneció ahí,

sin certeza de haber llegado,

sin certeza de querer irse,

observando un paisaje que ya no pedía nada

y preguntándose —sin esperanza ni urgencia

si alguna vez hubo algo más

que esta quietud aprendida

a la que había llamado hogar.

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u/Timely-Inspector-609 — 12 days ago