Título: Estou a ser demasiado rígida por não querer fotos do meu filho nas redes sociais?

Eu, Fem(44), preciso mesmo de uma opinião de fora porque isto tomou umas proporções completamente absurdas e eu já nem sei se estou a ver as coisas de forma demasiado emocional. Sou mãe de um rapaz menor (Mas,14) e tenho uma relação complicada com o pai. Eu tenho bastante cuidado com a exposição do meu filho na Internet. Publico uma fotografia dele muito de longe a longe, normalmente em stories, e quando ele aparece claramente costumo perguntar-lhe se está de acordo. Ele próprio sempre me disse que detesta fotografias dele online. Há uns dias apareceu-me nas sugestões de amigos do Facebook o perfil público da companheira do pai. Fui ver e deparei-me com fotografias do meu filho em pelo menos dois posts públicos. Eu nem fazia ideia de que aquelas fotografias estavam publicadas. Falei com o pai e pedi-lhe que falasse com ela e que retirassem as fotografias dos posts públicos. Não lhe disse para não terem fotografias dele, nem para não as partilharem com família ou amigos. O que pedi foi simplesmente que não publicassem fotografias do meu filho em perfis públicos. Sobretudo porque ele próprio não gosta. A resposta inicial foi mais ou menos tentar perceber que fotografias eram, dizer que algumas nem mostravam a cara e perguntar se eu andava a vasculhar o perfil dela. Expliquei que me apareceram nas sugestões e que eram posts públicos. Entretanto deixei de conseguir encontrar o perfil dela e achei que me tinha bloqueado. Como queria apenas confirmar se as fotografias tinham sido retiradas, consegui vê-las através de outra conta e continuavam lá. Entretanto disse ao pai que, se as fotografias continuassem online, iria procurar orientação junto da CNPD. Não como ameaça, mas porque se não conseguimos resolver uma coisa destas entre adultos, então procuro saber quais são os meus direitos enquanto mãe. Depois disso, encaminhei-lhe os prints atualizados das publicações e disse-lhe que os tinha enviado para a CNPD. No minuto seguinte, o meu filho ligou-me. Começou a dizer que afinal não se importava com as fotografias. Depois passou o telefone ao pai, que colocou a chamada em alta voz. Eu disse que queria falar apenas com o pai, mas começaram os dois (pai e companheira) aos berros comigo. Estavam lá o meu filho e mais duas crianças a assistir/ouvir toda aquela discussão. Foi um barraco mesmo. Eu também perdi a cabeça e, no meio daquilo, disse ao pai fogo, foste arranjar alguém como tu?. Não me orgulho da frase, mas sinceramente estava a levar com os dois aos berros e acabei por responder. E é aqui que estou realmente mal. O meu filho sempre me disse que detesta fotografias dele online e, imediatamente depois de receberem a informação de que eu tinha encaminhado o caso para a CNPD, passou a dizer que afinal não se importava. Eu não sei se mudou genuinamente de opinião ou se simplesmente foi colocado numa situação em que sentiu que tinha de tomar uma posição. O que sei é que não queria que ele fosse metido no meio de uma discussão entre adultos. Tenho medo de que o façam sentir que tem de escolher entre mim e o pai ou que acabem por virar a situação contra mim. A minha questão é: estou a ser demasiado rígida por não querer que uma pessoa que não é mãe nem pai dele publique fotografias dele em perfis públicos sem a minha autorização? Eu não quero controlar o que ela publica, não quero impedir que tenha fotografias dele, nem quero impedir a relação dela com ele. Se ela quiser publicar fotografias da vida dela, por mim tudo bem. O meu limite é não publicar o meu filho em perfis públicos. E eu própria faço exactamente isso. Tenho fotografias dele, obviamente, mas publico muito poucas, normalmente em stories, e tenho cuidado com quem pode vê-las. Se for uma fotografia mais explícita dele, pergunto-lhe primeiro. Agora estou dividida entre achar que estou simplesmente a defender um limite básico de privacidade do meu filho e sentir que deixei isto escalar para uma guerra de adultos que pode acabar por prejudicá-lo. Como é que vocês veriam isto de fora? Estou a ser razoável ou estou a exagerar?

PS, o meu filho está à minha guarda, está com o pai de 15 em 15 dias, excepto verões que passam mais tempo, e para além da pensão não divide nem mais uma despesa comigo, apesar de no acordo parental estar que as despesas extra pensão devem ser dividas também (honestamente foi uma batalha de que desisti para ter paz).

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 3 days ago
▲ 2 r/AITA_Relationships+1 crossposts

AITA for not wanting photos of my son on social media?

I really need an outside opinion because this situation has escalated way beyond what I ever expected, and at this point I don't even know if I'm looking at it too emotionally. I'm the mother of a minor boy and I have a complicated relationship with his father. I'm quite careful about my son's exposure online. I post a photo of him very occasionally, usually on Stories, and when he's clearly visible I normally ask him if he's okay with it. He has always told me that he hates having photos of himself online. A few days ago, Facebook suggested his father's partner's public profile to me. I looked at it and found photos of my son in at least two public posts. I had no idea those photos had been posted. I spoke to his father and asked him to talk to her and have the photos removed from the public posts. I didn't tell him they couldn't have photos of him or share them with family or friends. All I asked was that they not post photos of my son on public profiles. Especially because he himself doesn't like it. The initial response was basically trying to figure out which photos I meant, saying that in some of them you couldn't even see his face, and asking if I had been snooping through her profile. I explained that the posts had appeared in my Facebook suggestions and that they were public posts. At some point I could no longer find her profile and assumed she had blocked me. Since I only wanted to check whether the photos had been removed, I managed to see them through another account and they were still there. I then told his father that if the photos remained online, I would seek guidance from the CNPD, the Portuguese Data Protection Authority. Not as a threat, but because if we can't resolve something this simple between adults, then I need to find out what my rights are as his mother. After that, I sent him updated screenshots of the posts and told him that I had forwarded them to the CNPD. Within a minute, my son called me. He started saying that he actually didn't mind the photos. Then he handed the phone to his father, who put the call on speaker. I said I only wanted to speak to his father, but the two of them started shouting at me. My son and two other children were there listening to the whole argument. It was a complete shitshow. I lost my temper too and, in the middle of it, I said to his father, "Jesus, did you really have to find someone just like you?" I'm not proud of saying it, but honestly, I had two people shouting at me at the same time and I snapped. And this is the part that is really upsetting me. My son had always told me that he hates having photos of himself online and, immediately after they were told that I had forwarded the case to the CNPD, he suddenly started saying that he didn't mind anymore. I don't know whether he genuinely changed his mind or whether he was put in a situation where he felt he had to take a side. What I do know is that I never wanted him to be dragged into an argument between adults. I'm afraid they will make him feel like he has to choose between me and his father, or that they will somehow turn this situation against me. So my question is: am I being too strict for not wanting someone who is neither his mother nor his father to post photos of him on public profiles without my permission? I don't want to control what she posts, I don't want to stop her from having photos of him, and I don't want to interfere with their relationship. If she wants to post photos of her own life, that's completely fine with me. My boundary is simply that my son should not be posted on public profiles. And I do exactly the same myself. Obviously I have photos of him, but I post very few, usually on Stories, and I'm careful about who can see them. If it's a more explicit photo of him, I ask him first. Now I'm torn between thinking that I'm simply defending a basic privacy boundary for my son and feeling that I've allowed this to turn into an adult war that could end up hurting him. How would you see this from the outside? Am I being reasonable, or am I overreacting?

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 3 days ago

Negociações com a entidade patronal arrastadas durante meses. Alguém já passou por isto?

O CASO ESTÁ ENCAMINHADO!

Muito obrigada a quem ajudou e deu palavras de apoio, aos restantes, que nunca vos calhe esta fava. Podem fechar.

Olá a todos.

Gostava de perceber se alguém já passou por uma situação semelhante.

Trabalho na mesma empresa há quase 9 anos. Há vários meses, a direção anterior propôs-me, verbalmente, uma saída por acordo, juntamente com mais três colegas. Na altura senti bastante pressão para decidir rapidamente e, como não aceitei de imediato, a proposta acabou por ser retirada algumas semanas depois.

Entretanto entrei em burnout e estou de baixa médica há cerca de 7 meses. Houve mudança de direção e reuni com o novo diretor, que demonstrou abertura para voltar a encontrar uma solução por mútuo acordo. Mais tarde, a empresa confirmou também por escrito que o assunto continuava em análise e sem decisão final.

Desde então passaram-se vários meses sem qualquer evolução. Pelo meio estive vários meses sem rendimento, surgiu a possibilidade de frequentar um curso do IEFP em setembro e esta indefinição também me impediu de avançar para três oportunidades de emprego, por receio de perder a possibilidade de um acordo e dos direitos que dele pudessem resultar.

Entretanto recorri a um advogado, que falou informalmente com a direção e voltou a ouvir que existe abertura para um acordo. No entanto, continuam a passar semanas e reuniões sem qualquer posição definitiva.

A minha pergunta não é tanto jurídica, porque já estou a ser acompanhado por um advogado.

Gostava antes de saber se alguém já viveu uma situação semelhante, em que uma empresa mantém negociações durante tantos meses sem fechar uma posição, e como acabou por se resolver.

Também agradeço recomendações de bons advogados de Direito do Trabalho em Braga ou na zona Norte para uma eventual segunda opinião.

Obrigado!

Obrigado pelos comentários. Sou a pessoa a quem a situação diz respeito. O tópico foi publicado pela minha namorada porque eu ainda não tinha karma suficiente para criar um post.

A situação é um pouco mais complexa do que parece.

Quando a empresa me propôs inicialmente a rescisão por mútuo acordo, subsídio de desemprego, direitos, e indemnização a acordar entre ambas as partes eu recusei porque precisava do trabalho para fazer face às minhas despesas, mas pediram para ainda assim pensar na proposta e no caso de mudar de ideias voltar a falar com eles. Na altura, a minha decisão foi tentar manter o emprego.

O problema é que, depois dessa recusa, o ambiente de trabalho alterou-se. Comecei a sentir pressão, acusações e um clima que acabou por me levar a um estado de burnout e por isso, mais tarde, procurei novamente a possibilidade de um acordo. Não porque tivesse mudado de ideias sem motivo, mas porque a realidade no trabalho também tinha mudado.

Entretanto entrei de baixa precisamente para me proteger desse ambiente e durante esse período reuni presencialmente com o atual diretor executivo (em Abril). Expliquei-lhe toda a situação, desde a proposta inicial até ao que aconteceu depois e confirmou com o antigo director executivo (em funções noutro posto) que de facto houve tentativa de acordo e posteriormente retirado. A abertura demonstrada por ele nessa reunião presencial foi na abertura de encontrar um acordo: a cooperativa estaria disponível para assegurar o acesso ao subsídio de desemprego e pagar os meus direitos laborais. A única reserva colocada foi relativamente à indemnização pelos anos de casa, devido às dificuldades financeiras da cooperativa, ficando essa parte dependente de decisão da direção.

Essa reunião foi em abril. Desde então mantive a baixa porque, face ao que vivi anteriormente, tenho receio de regressar ao mesmo ambiente antes de existir uma decisão. Nas conversas seguintes, o diretor executivo foi transmitindo que o assunto estava a ser analisado pela direção, pelo que fui confiando que seria uma questão de tempo.

Por isso, quando digo que espero uma posição da empresa, refiro-me precisamente a uma resposta sobre uma negociação que eles próprios aceitaram analisar, e não a tentar obrigá-los a celebrar um acordo que nunca quiseram discutir.

Depois de tudo o que aconteceu, deixei de estar mentalmente ligado à empresa. O que pretendo é fechar este capítulo e seguir a minha vida por outro caminho. Como o atual diretor executivo demonstrou abertura para encontrar uma solução, fui aguardando pacientemente que a direção tomasse uma decisão, na expectativa de terminar a relação laboral de forma tranquila.

Ao mesmo tempo, também acho que é compreensível não querer sair de mãos a abanar depois de 9 anos de trabalho, sempre com dedicação à empresa. Não estou à procura de tirar proveito da situação; apenas quero uma solução justa que me permita encerrar este capítulo e recomeçar a minha vida com alguma estabilidade. Depois do que aconteceu não tenho vontade de regressar para trabalhar naquele ambiente e com aquelas pessoas.

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 13 days ago

Negociações com a entidade patronal arrastadas durante meses. Alguém já passou por isto?

Olá a todos.

Gostava de perceber se alguém já passou por uma situação semelhante.

Trabalho na mesma empresa há quase 9 anos. Há vários meses, a direção anterior propôs-me, verbalmente, uma saída por acordo, juntamente com mais três colegas. Na altura senti bastante pressão para decidir rapidamente e, como não aceitei de imediato, a proposta acabou por ser retirada algumas semanas depois.

Entretanto entrei em burnout e estou de baixa médica há cerca de 7 meses. Houve mudança de direção e reuni com o novo diretor, que demonstrou abertura para voltar a encontrar uma solução por mútuo acordo. Mais tarde, a empresa confirmou também por escrito que o assunto continuava em análise e sem decisão final.

Desde então passaram-se vários meses sem qualquer evolução. Pelo meio estive vários meses sem rendimento, surgiu a possibilidade de frequentar um curso do IEFP em setembro e esta indefinição também me impediu de avançar para três oportunidades de emprego, por receio de perder a possibilidade de um acordo e dos direitos que dele pudessem resultar.

Entretanto recorri a um advogado, que falou informalmente com a direção e voltou a ouvir que existe abertura para um acordo. No entanto, continuam a passar semanas e reuniões sem qualquer posição definitiva.

A minha pergunta não é tanto jurídica, porque já estou a ser acompanhado por um advogado.

Gostava antes de saber se alguém já viveu uma situação semelhante, em que uma empresa mantém negociações durante tantos meses sem fechar uma posição, e como acabou por se resolver.

Também agradeço recomendações de bons advogados de Direito do Trabalho em Braga ou na zona Norte para uma eventual segunda opinião.

Obrigado!

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 13 days ago

Negociações com a entidade patronal arrastadas durante meses. Alguém já passou por isto?

Olá a todos.

Gostava de perceber se alguém já passou por uma situação semelhante.

Trabalho na mesma empresa há quase 9 anos. Há vários meses, a direção anterior propôs-me, verbalmente, uma saída por acordo, juntamente com mais três colegas. Na altura senti bastante pressão para decidir rapidamente e, como não aceitei de imediato, a proposta acabou por ser retirada algumas semanas depois.

Entretanto entrei em burnout e estou de baixa médica há cerca de 7 meses. Houve mudança de direção e reuni com o novo diretor, que demonstrou abertura para voltar a encontrar uma solução por mútuo acordo. Mais tarde, a empresa confirmou também por escrito que o assunto continuava em análise e sem decisão final.

Desde então passaram-se vários meses sem qualquer evolução. Pelo meio estive vários meses sem rendimento, surgiu a possibilidade de frequentar um curso do IEFP em setembro e esta indefinição também me impediu de avançar para três oportunidades de emprego, por receio de perder a possibilidade de um acordo e dos direitos que dele pudessem resultar.

Entretanto recorri a um advogado, que falou informalmente com a direção e voltou a ouvir que existe abertura para um acordo. No entanto, continuam a passar semanas e reuniões sem qualquer posição definitiva.

A minha pergunta não é tanto jurídica, porque já estou a ser acompanhado por um advogado.

Gostava antes de saber se alguém já viveu uma situação semelhante, em que uma empresa mantém negociações durante tantos meses sem fechar uma posição, e como acabou por se resolver.

Também agradeço recomendações de bons advogados de Direito do Trabalho em Braga ou na zona Norte para uma eventual segunda opinião.

Obrigado!

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 13 days ago
▲ 2 r/braga

Situação laboral arrastada há meses - aconselhamento e advogado de Direito do Trabalho em Braga?

Situação encaminhada, muito obrigada a quem ajudou e compreendeu. E aos restantes, que nunca vos calhe esta fava.

(a pedido, precisa mesmo de ajuda)

Olá a todos. Trabalho na mesma empresa há quase 9 anos. Há vários meses, a direção anterior propôs-me verbalmente, bem como a mais três colegas, uma saída por extinção de posto de trabalho com indemnização. Na altura senti uma grande pressão para decidir rapidamente e, como não aceitei de imediato, fiquei com a sensação de que isso foi mal recebido. Algumas semanas depois, essa possibilidade foi retirada, dizendo apenas que iria passar a ter mais tarefas, o que nunca chegou a acontecer. Entretanto entrei em burnout e estou de baixa médica há cerca de 7 meses. Houve mudança de direção e reuni com o novo diretor, que foi muito acessível e manifestou abertura para encontrar uma solução por mútuo acordo, tendo referido que iria analisar a questão e levá-la à Direção. Desde então tenho aguardado. A empresa respondeu por escrito que o assunto continua em análise e que ainda não existe uma decisão final. Entretanto os meses passaram, continuo sem qualquer definição e, pelo meio, estive vários meses sem qualquer rendimento. Surgiu agora a possibilidade de frequentar um curso técnico do IEFP em setembro, que me poderá permitir mudar de área profissional, mas preciso de resolver esta situação para conseguir reorganizar a minha vida. Entretanto recorri a um advogado que conhece bem a empresa e que, inclusivamente, já foi presidente da cooperativa. Ele falou informalmente com o diretor, que lhe confirmou que continua a existir abertura para um acordo e mostrou-se surpreendido ao saber que eu estive meses sem qualquer rendimento. No entanto, apesar disso, passaram mais reuniões da Direção e continuo exatamente na mesma, sem qualquer resposta ou evolução. A minha dúvida é: alguém já passou por uma situação semelhante, em que uma negociação com a entidade patronal fica "em aberto" durante tantos meses? Do ponto de vista jurídico, existe algum mecanismo para obrigar a empresa a assumir uma posição ou este tipo de situação pode prolongar-se indefinidamente? E, caso conheçam, recomendam algum advogado de Direito do Trabalho em Braga ou na zona Norte com experiência neste tipo de processos? Se forem advogados, juristas ou preferirem responder por mensagem privada, agradeço igualmente qualquer orientação.

Muito obrigado a todos

reddit.com
u/Adventurous-Fruit205 — 13 days ago