Como se tornar um CASCA GROSSA no BJJ?

Como se tornar um CASCA GROSSA no BJJ?

Eu trabalho como desenvolvedor, então basicamente passo o dia inteiro sentado em frente ao PC. Quando vou treinar à noite, me sinto muito fraco. Normalmente treino com colegas de equipe que são muito mais fortes e grandes, e acabo apanhando a maior parte do tempo. Na verdade, eu costumava apanhar ainda mais antes, mas estou melhorando. Sou faixa azul com uma faixa haha, então estou no começo da jornada. No entanto, sinto que rolo com medo de machucar meu oponente, enquanto eles geralmente vão com tudo e usam toda a força. O que eu deveria fazer? Levantamento de peso? Melhorar minha dieta? Ou simplesmente aplicar mais força? Alguma dica?

u/CrazyMoose8155 — 12 days ago

Primeira vez que faço: carne assada com batatas e cebola.

fraldinha

molho de shoyu, erva doce, páprica defumada, alho em pó, alecrim seco, sal, pimenta do reino, orégano.

nota: 9/10
afinal coloquei muita erva doce e shoyu, ficou um pouco salgado demais, mas bem pouco, fora isso ficou divino

90 minutos no forno, sem papel alumínio

u/CrazyMoose8155 — 1 month ago

É possível virar dev do Google/Meta/Stripe?

Pergunta ingênua/infantil, mas beleza: hoje trabalho de dev, algo nos primeiros níveis de pleno, há 3 anos trabalhando/estudando desenvolvimento, mas minha pergunta é: é humanamente possível ou posso esquecer essas metas, de: virar algum dia desenvolvedor de grandes/enormes empresas? (Meta, rockstar, Stripe, Databricks, etc). Precisa ser um super gênio totalmente fora da curva, absurdamente bizarro?

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u/CrazyMoose8155 — 2 months ago
▲ 6 r/devBR

É possível virar dev do Google/Meta/Stripe?

Pergunta ingênua/infantil, mas beleza: hoje trabalho de dev, algo nos primeiros níveis de pleno, há 3 anos trabalhando/estudando desenvolvimento, mas minha pergunta é: é humanamente possível ou posso esquecer essas metas, de: virar algum dia desenvolvedor de grandes/enormes empresas? (Meta, rockstar, Stripe, Databricks, etc). Precisa ser um super gênio totalmente fora da curva, absurdamente bizarro?

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u/CrazyMoose8155 — 2 months ago
▲ 10 r/FilosofiaBAR+1 crossposts

Memento vivere? Bom, eu não queria ter que morrer nunca. Pra mim a vida é perfeita, já passei por momentos ruins, na verdade boa parte da minha foi ruim, na pobreza, desgraça, decisões erradas... e a conclusão que tenho é que nunca quero morrer. Viver é muito bom.

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u/CrazyMoose8155 — 2 months ago

Propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030 e liberdade individual: paranoia ou tendência real de centralização?

Queria levantar uma discussão sem partir do pressuposto de que estou certo. Pelo contrário: quero ouvir críticas, contra-argumentos e outras leituras.

Tenho pensado bastante sobre uma possível tendência global de centralização de poder, redução da propriedade individual e aumento da dependência de sistemas digitais permissionados. Não estou dizendo que existe necessariamente uma “sala secreta” onde tudo é coordenado de forma caricata, mas me parece que muitos movimentos diferentes apontam para uma mesma direção: menos posse real, mais acesso condicionado; menos autonomia individual, mais intermediação por plataformas, governos e grandes instituições.

Um exemplo simples é a migração de produtos físicos para licenças digitais. Jogos, filmes, músicas, softwares e vários serviços antes eram bens que você comprava e possuía. Hoje, cada vez mais, você apenas acessa mediante conta, assinatura, licença, termos de uso e autorização da plataforma. Quando uma empresa decide mudar as regras, encerrar servidores, remover conteúdo ou bloquear uma conta, a “propriedade” do usuário se mostra muito mais frágil do que parecia.

Isso me lembra a frase associada ao Fórum Econômico Mundial: “Você não terá nada e será feliz”. Sei que muita gente trata isso como meme ou exagero conspiratório, mas, ao mesmo tempo, a tendência de mercado parece caminhar justamente para esse modelo: aluguel, assinatura, streaming, nuvem, licença, acesso temporário, economia compartilhada e dependência de plataformas.

O ponto é: mesmo que isso seja explicado por lucro, eficiência e otimização empresarial, o resultado prático pode ser uma sociedade onde o indivíduo possui cada vez menos controle direto sobre aquilo que usa.

Outro ponto é o dinheiro digital. Não estou dizendo que todo dinheiro digital é ruim. Pix, bancos digitais e pagamentos instantâneos são extremamente convenientes. Mas a possibilidade técnica de dinheiro programável me parece muito sensível. Se um sistema financeiro digital permite rastrear, condicionar, bloquear, limitar ou direcionar o uso do dinheiro, então existe uma diferença enorme entre “dinheiro como propriedade do indivíduo” e “dinheiro como permissão de gasto dentro de regras definidas por terceiros”.

Em tese, um governo poderia justificar isso com argumentos nobres: combater crime, evasão fiscal, corrupção, terrorismo, lavagem de dinheiro, consumo nocivo ou degradação ambiental. O problema é que, quando a infraestrutura de controle existe, ela pode ser expandida. Hoje pode ser usada contra criminosos; amanhã pode ser usada contra opositores políticos, minorias impopulares, pessoas com “score social” ruim ou simplesmente contra quem descumpre normas administrativas.

A preocupação não é apenas “o Estado vai roubar meu dinheiro”. A preocupação é mais ampla: e se a liberdade continuar existindo no papel, mas na prática tudo depender de contas, permissões, compliance, identidade digital, bancos, plataformas e sistemas programáveis?

Também penso na Agenda 2030 e na ideia de governança global. Sei que os objetivos oficiais falam de sustentabilidade, redução da pobreza, preservação ambiental, cooperação internacional e desenvolvimento. Esses temas não são ruins em si. Cuidar do planeta, reduzir desmatamento e pensar no futuro da humanidade são preocupações legítimas. O problema está em quem define os meios, quem fiscaliza os fiscalizadores e até onde se aceita reduzir a liberdade individual em nome de um suposto bem coletivo.

Existe uma tensão real entre liberdade individual e otimização coletiva. Em teoria, um sistema mais centralizado poderia parecer mais eficiente: menos desperdício, menos conflito, menos competição predatória, melhor uso dos recursos e decisões pensadas para a humanidade como um todo. Mas isso exige autoridades extremamente imparciais, honestas e incorruptíveis. E esse é justamente o ponto em que tenho dificuldade de acreditar. Seres humanos no poder continuam sendo seres humanos, com interesses, vaidades, ideologias, medos, incentivos e desejos pessoais.

Até eventos culturais e esportivos me fazem pensar nisso. Por exemplo, Copas do Mundo cada vez mais distribuídas entre vários países podem ser explicadas por logística, custo, infraestrutura e expansão comercial. Isso faz sentido. Mas também podem ser vistas como parte de uma normalização simbólica de eventos transnacionais, governança compartilhada e identidade global acima das nações. É aqui que entra a ideia popularmente chamada de “Nova Ordem Mundial” ou “governo global”: não necessariamente como uma conspiração caricata, mas como uma hipótese de centralização progressiva de decisões políticas, econômicas, ambientais e sociais em organismos supranacionais, fóruns internacionais, bancos centrais, grandes corporações e instituições globais.

Esse ponto também se conecta com a ideia do “Grande Reset”. Crises financeiras, sanitárias, ambientais ou geopolíticas frequentemente são usadas como justificativa para mudanças estruturais profundas. Algumas mudanças podem ser necessárias, mas a pergunta crítica é: até que ponto uma crise real pode ser usada para acelerar medidas que, em períodos normais, enfrentariam mais resistência da população? Em momentos de instabilidade, as pessoas tendem a aceitar mais controle em troca de segurança, estabilidade e previsibilidade. O risco é que soluções temporárias se tornem permanentes, e que cada nova crise aproxime a sociedade de um modelo mais centralizado, digitalizado, rastreável e dependente de permissões.

Não estou dizendo que toda crise é fabricada ou que todo evento global prova uma conspiração. Isso seria uma conclusão fraca. O que me preocupa é a convergência dos incentivos: governos querem mais capacidade de gestão e arrecadação; bancos querem mais controle sobre fluxos financeiros; empresas querem transformar propriedade em assinatura; organismos internacionais defendem coordenação global; e a população, diante de crises sucessivas, pode acabar aceitando menos liberdade em troca de uma promessa de ordem, eficiência e segurança.

Minha preocupação central é esta: talvez não estejamos caminhando para um “comunismo” clássico, mas para uma sociedade permissionada, onde grandes empresas e governos não precisam abolir formalmente a propriedade privada, porque podem substituí-la por licenças, acessos, contas, assinaturas, crédito, score, identidade digital e dinheiro rastreável.

Você ainda “é livre”, mas sua liberdade depende de intermediários.

Você ainda “compra”, mas não possui de verdade.

Você ainda “tem dinheiro”, mas talvez só possa usá-lo dentro de regras configuráveis.

Você ainda “tem opinião”, mas pode ser desmonetizado, banido, bloqueado ou excluído de sistemas essenciais.

Eu não quero transformar isso em paranoia. Também não quero ignorar os benefícios reais de tecnologia, eficiência, sustentabilidade e cooperação internacional. Mas acho ingênuo assumir que toda centralização será usada apenas para o bem.

Minha pergunta é:

Isso é uma leitura razoável de tendências reais ou é apenas uma interpretação conspiratória exagerada?

Como vocês enxergam a relação entre propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030, governança global e liberdade individual?

E, principalmente: como uma pessoa comum pode se proteger sem virar paranoica?

Na minha visão, algumas proteções mínimas seriam: depender menos de uma única plataforma, ter reserva fora de um único banco, manter backups locais, preservar alguma propriedade física quando fizer sentido, estudar Bitcoin/autocustódia com cautela, organizar a vida fiscal e evitar depender totalmente de sistemas digitais centralizados.

Mas quero ouvir outras opiniões, principalmente de quem discorda.

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u/CrazyMoose8155 — 3 months ago

Propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030 e liberdade individual: paranoia ou tendência real de centralização?

Queria levantar uma discussão sem partir do pressuposto de que estou certo. Pelo contrário: quero ouvir críticas, contra-argumentos e outras leituras.

Tenho pensado bastante sobre uma possível tendência global de centralização de poder, redução da propriedade individual e aumento da dependência de sistemas digitais permissionados. Não estou dizendo que existe necessariamente uma “sala secreta” onde tudo é coordenado de forma caricata, mas me parece que muitos movimentos diferentes apontam para uma mesma direção: menos posse real, mais acesso condicionado; menos autonomia individual, mais intermediação por plataformas, governos e grandes instituições.

Um exemplo simples é a migração de produtos físicos para licenças digitais. Jogos, filmes, músicas, softwares e vários serviços antes eram bens que você comprava e possuía. Hoje, cada vez mais, você apenas acessa mediante conta, assinatura, licença, termos de uso e autorização da plataforma. Quando uma empresa decide mudar as regras, encerrar servidores, remover conteúdo ou bloquear uma conta, a “propriedade” do usuário se mostra muito mais frágil do que parecia.

Isso me lembra a frase associada ao Fórum Econômico Mundial: “Você não terá nada e será feliz”. Sei que muita gente trata isso como meme ou exagero conspiratório, mas, ao mesmo tempo, a tendência de mercado parece caminhar justamente para esse modelo: aluguel, assinatura, streaming, nuvem, licença, acesso temporário, economia compartilhada e dependência de plataformas.

O ponto é: mesmo que isso seja explicado por lucro, eficiência e otimização empresarial, o resultado prático pode ser uma sociedade onde o indivíduo possui cada vez menos controle direto sobre aquilo que usa.

Outro ponto é o dinheiro digital. Não estou dizendo que todo dinheiro digital é ruim. Pix, bancos digitais e pagamentos instantâneos são extremamente convenientes. Mas a possibilidade técnica de dinheiro programável me parece muito sensível. Se um sistema financeiro digital permite rastrear, condicionar, bloquear, limitar ou direcionar o uso do dinheiro, então existe uma diferença enorme entre “dinheiro como propriedade do indivíduo” e “dinheiro como permissão de gasto dentro de regras definidas por terceiros”.

Em tese, um governo poderia justificar isso com argumentos nobres: combater crime, evasão fiscal, corrupção, terrorismo, lavagem de dinheiro, consumo nocivo ou degradação ambiental. O problema é que, quando a infraestrutura de controle existe, ela pode ser expandida. Hoje pode ser usada contra criminosos; amanhã pode ser usada contra opositores políticos, minorias impopulares, pessoas com “score social” ruim ou simplesmente contra quem descumpre normas administrativas.

A preocupação não é apenas “o Estado vai roubar meu dinheiro”. A preocupação é mais ampla: e se a liberdade continuar existindo no papel, mas na prática tudo depender de contas, permissões, compliance, identidade digital, bancos, plataformas e sistemas programáveis?

Também penso na Agenda 2030 e na ideia de governança global. Sei que os objetivos oficiais falam de sustentabilidade, redução da pobreza, preservação ambiental, cooperação internacional e desenvolvimento. Esses temas não são ruins em si. Cuidar do planeta, reduzir desmatamento e pensar no futuro da humanidade são preocupações legítimas. O problema está em quem define os meios, quem fiscaliza os fiscalizadores e até onde se aceita reduzir a liberdade individual em nome de um suposto bem coletivo.

Existe uma tensão real entre liberdade individual e otimização coletiva. Em teoria, um sistema mais centralizado poderia parecer mais eficiente: menos desperdício, menos conflito, menos competição predatória, melhor uso dos recursos e decisões pensadas para a humanidade como um todo. Mas isso exige autoridades extremamente imparciais, honestas e incorruptíveis. E esse é justamente o ponto em que tenho dificuldade de acreditar. Seres humanos no poder continuam sendo seres humanos, com interesses, vaidades, ideologias, medos, incentivos e desejos pessoais.

Até eventos culturais e esportivos me fazem pensar nisso. Por exemplo, Copas do Mundo cada vez mais distribuídas entre vários países podem ser explicadas por logística, custo, infraestrutura e expansão comercial. Isso faz sentido. Mas também podem ser vistas como parte de uma normalização simbólica de eventos transnacionais, governança compartilhada e identidade global acima das nações. É aqui que entra a ideia popularmente chamada de “Nova Ordem Mundial” ou “governo global”: não necessariamente como uma conspiração caricata, mas como uma hipótese de centralização progressiva de decisões políticas, econômicas, ambientais e sociais em organismos supranacionais, fóruns internacionais, bancos centrais, grandes corporações e instituições globais.

Esse ponto também se conecta com a ideia do “Grande Reset”. Crises financeiras, sanitárias, ambientais ou geopolíticas frequentemente são usadas como justificativa para mudanças estruturais profundas. Algumas mudanças podem ser necessárias, mas a pergunta crítica é: até que ponto uma crise real pode ser usada para acelerar medidas que, em períodos normais, enfrentariam mais resistência da população? Em momentos de instabilidade, as pessoas tendem a aceitar mais controle em troca de segurança, estabilidade e previsibilidade. O risco é que soluções temporárias se tornem permanentes, e que cada nova crise aproxime a sociedade de um modelo mais centralizado, digitalizado, rastreável e dependente de permissões.

Não estou dizendo que toda crise é fabricada ou que todo evento global prova uma conspiração. Isso seria uma conclusão fraca. O que me preocupa é a convergência dos incentivos: governos querem mais capacidade de gestão e arrecadação; bancos querem mais controle sobre fluxos financeiros; empresas querem transformar propriedade em assinatura; organismos internacionais defendem coordenação global; e a população, diante de crises sucessivas, pode acabar aceitando menos liberdade em troca de uma promessa de ordem, eficiência e segurança.

Minha preocupação central é esta: talvez não estejamos caminhando para um “comunismo” clássico, mas para uma sociedade permissionada, onde grandes empresas e governos não precisam abolir formalmente a propriedade privada, porque podem substituí-la por licenças, acessos, contas, assinaturas, crédito, score, identidade digital e dinheiro rastreável.

Você ainda “é livre”, mas sua liberdade depende de intermediários.

Você ainda “compra”, mas não possui de verdade.

Você ainda “tem dinheiro”, mas talvez só possa usá-lo dentro de regras configuráveis.

Você ainda “tem opinião”, mas pode ser desmonetizado, banido, bloqueado ou excluído de sistemas essenciais.

Eu não quero transformar isso em paranoia. Também não quero ignorar os benefícios reais de tecnologia, eficiência, sustentabilidade e cooperação internacional. Mas acho ingênuo assumir que toda centralização será usada apenas para o bem.

Minha pergunta é:

Isso é uma leitura razoável de tendências reais ou é apenas uma interpretação conspiratória exagerada?

Como vocês enxergam a relação entre propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030, governança global e liberdade individual?

E, principalmente: como uma pessoa comum pode se proteger sem virar paranoica?

Na minha visão, algumas proteções mínimas seriam: depender menos de uma única plataforma, ter reserva fora de um único banco, manter backups locais, preservar alguma propriedade física quando fizer sentido, estudar Bitcoin/autocustódia com cautela, organizar a vida fiscal e evitar depender totalmente de sistemas digitais centralizados.

Mas quero ouvir outras opiniões, principalmente de quem discorda.

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u/CrazyMoose8155 — 3 months ago

Propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030 e liberdade individual: paranoia ou tendência real de centralização?

Queria levantar uma discussão sem partir do pressuposto de que estou certo. Pelo contrário: quero ouvir críticas, contra-argumentos e outras leituras.

Tenho pensado bastante sobre uma possível tendência global de centralização de poder, redução da propriedade individual e aumento da dependência de sistemas digitais permissionados. Não estou dizendo que existe necessariamente uma “sala secreta” onde tudo é coordenado de forma caricata, mas me parece que muitos movimentos diferentes apontam para uma mesma direção: menos posse real, mais acesso condicionado; menos autonomia individual, mais intermediação por plataformas, governos e grandes instituições.

Um exemplo simples é a migração de produtos físicos para licenças digitais. Jogos, filmes, músicas, softwares e vários serviços antes eram bens que você comprava e possuía. Hoje, cada vez mais, você apenas acessa mediante conta, assinatura, licença, termos de uso e autorização da plataforma. Quando uma empresa decide mudar as regras, encerrar servidores, remover conteúdo ou bloquear uma conta, a “propriedade” do usuário se mostra muito mais frágil do que parecia.

Isso me lembra a frase associada ao Fórum Econômico Mundial: “Você não terá nada e será feliz”. Sei que muita gente trata isso como meme ou exagero conspiratório, mas, ao mesmo tempo, a tendência de mercado parece caminhar justamente para esse modelo: aluguel, assinatura, streaming, nuvem, licença, acesso temporário, economia compartilhada e dependência de plataformas.

O ponto é: mesmo que isso seja explicado por lucro, eficiência e otimização empresarial, o resultado prático pode ser uma sociedade onde o indivíduo possui cada vez menos controle direto sobre aquilo que usa.

Outro ponto é o dinheiro digital. Não estou dizendo que todo dinheiro digital é ruim. Pix, bancos digitais e pagamentos instantâneos são extremamente convenientes. Mas a possibilidade técnica de dinheiro programável me parece muito sensível. Se um sistema financeiro digital permite rastrear, condicionar, bloquear, limitar ou direcionar o uso do dinheiro, então existe uma diferença enorme entre “dinheiro como propriedade do indivíduo” e “dinheiro como permissão de gasto dentro de regras definidas por terceiros”.

Em tese, um governo poderia justificar isso com argumentos nobres: combater crime, evasão fiscal, corrupção, terrorismo, lavagem de dinheiro, consumo nocivo ou degradação ambiental. O problema é que, quando a infraestrutura de controle existe, ela pode ser expandida. Hoje pode ser usada contra criminosos; amanhã pode ser usada contra opositores políticos, minorias impopulares, pessoas com “score social” ruim ou simplesmente contra quem descumpre normas administrativas.

A preocupação não é apenas “o Estado vai roubar meu dinheiro”. A preocupação é mais ampla: e se a liberdade continuar existindo no papel, mas na prática tudo depender de contas, permissões, compliance, identidade digital, bancos, plataformas e sistemas programáveis?

Também penso na Agenda 2030 e na ideia de governança global. Sei que os objetivos oficiais falam de sustentabilidade, redução da pobreza, preservação ambiental, cooperação internacional e desenvolvimento. Esses temas não são ruins em si. Cuidar do planeta, reduzir desmatamento e pensar no futuro da humanidade são preocupações legítimas. O problema está em quem define os meios, quem fiscaliza os fiscalizadores e até onde se aceita reduzir a liberdade individual em nome de um suposto bem coletivo.

Existe uma tensão real entre liberdade individual e otimização coletiva. Em teoria, um sistema mais centralizado poderia parecer mais eficiente: menos desperdício, menos conflito, menos competição predatória, melhor uso dos recursos e decisões pensadas para a humanidade como um todo. Mas isso exige autoridades extremamente imparciais, honestas e incorruptíveis. E esse é justamente o ponto em que tenho dificuldade de acreditar. Seres humanos no poder continuam sendo seres humanos, com interesses, vaidades, ideologias, medos, incentivos e desejos pessoais.

Até eventos culturais e esportivos me fazem pensar nisso. Por exemplo, Copas do Mundo cada vez mais distribuídas entre vários países podem ser explicadas por logística, custo, infraestrutura e expansão comercial. Isso faz sentido. Mas também podem ser vistas como parte de uma normalização simbólica de eventos transnacionais, governança compartilhada e identidade global acima das nações. É aqui que entra a ideia popularmente chamada de “Nova Ordem Mundial” ou “governo global”: não necessariamente como uma conspiração caricata, mas como uma hipótese de centralização progressiva de decisões políticas, econômicas, ambientais e sociais em organismos supranacionais, fóruns internacionais, bancos centrais, grandes corporações e instituições globais.

Esse ponto também se conecta com a ideia do “Grande Reset”. Crises financeiras, sanitárias, ambientais ou geopolíticas frequentemente são usadas como justificativa para mudanças estruturais profundas. Algumas mudanças podem ser necessárias, mas a pergunta crítica é: até que ponto uma crise real pode ser usada para acelerar medidas que, em períodos normais, enfrentariam mais resistência da população? Em momentos de instabilidade, as pessoas tendem a aceitar mais controle em troca de segurança, estabilidade e previsibilidade. O risco é que soluções temporárias se tornem permanentes, e que cada nova crise aproxime a sociedade de um modelo mais centralizado, digitalizado, rastreável e dependente de permissões.

Não estou dizendo que toda crise é fabricada ou que todo evento global prova uma conspiração. Isso seria uma conclusão fraca. O que me preocupa é a convergência dos incentivos: governos querem mais capacidade de gestão e arrecadação; bancos querem mais controle sobre fluxos financeiros; empresas querem transformar propriedade em assinatura; organismos internacionais defendem coordenação global; e a população, diante de crises sucessivas, pode acabar aceitando menos liberdade em troca de uma promessa de ordem, eficiência e segurança.

Minha preocupação central é esta: talvez não estejamos caminhando para um “comunismo” clássico, mas para uma sociedade permissionada, onde grandes empresas e governos não precisam abolir formalmente a propriedade privada, porque podem substituí-la por licenças, acessos, contas, assinaturas, crédito, score, identidade digital e dinheiro rastreável.

Você ainda “é livre”, mas sua liberdade depende de intermediários.

Você ainda “compra”, mas não possui de verdade.

Você ainda “tem dinheiro”, mas talvez só possa usá-lo dentro de regras configuráveis.

Você ainda “tem opinião”, mas pode ser desmonetizado, banido, bloqueado ou excluído de sistemas essenciais.

Eu não quero transformar isso em paranoia. Também não quero ignorar os benefícios reais de tecnologia, eficiência, sustentabilidade e cooperação internacional. Mas acho ingênuo assumir que toda centralização será usada apenas para o bem.

Minha pergunta é:

Isso é uma leitura razoável de tendências reais ou é apenas uma interpretação conspiratória exagerada?

Como vocês enxergam a relação entre propriedade digital, dinheiro programável, Agenda 2030, governança global e liberdade individual?

E, principalmente: como uma pessoa comum pode se proteger sem virar paranoica?

Na minha visão, algumas proteções mínimas seriam: depender menos de uma única plataforma, ter reserva fora de um único banco, manter backups locais, preservar alguma propriedade física quando fizer sentido, estudar Bitcoin/autocustódia com cautela, organizar a vida fiscal e evitar depender totalmente de sistemas digitais centralizados.

Mas quero ouvir outras opiniões, principalmente de quem discorda.

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u/CrazyMoose8155 — 3 months ago
▲ 114 r/ComidasBR

ta isso aqui é loucura, mas - hamburguer + pão de alho c farofa + doritos c guacamole

u/CrazyMoose8155 — 5 months ago

Como parar uma crise existencial ou lidar com isso da melhor forma com filosofia?

tô nessa de pensar sobre a vida sem parar a 1 trilhão por segundo pensamentos de que o tempo tá passando queria ter nascido em outro país (não por que o br é ruim (não que não seja)) mas sabe? tipo não experimentei outras culturas, será se vou poder? vai existir outra vida além dessa? pra onde vamos? por que estamos aqui?! existe um criador? como lidar com o fato de que vamos morrer? etc etc etc.

u/CrazyMoose8155 — 5 months ago

Esse cara é MUITO bom. O que você gosta de acompanhar de filosofia no Youtube?

Eu maratono Clóvis de Barros Filho e me deu outras visões de vida, o cara é uma metralhadora de palavras certeiras.

u/CrazyMoose8155 — 5 months ago