▲ 11 r/Corrida

Brasileiro desenvolve programa capaz de identificar quem corta caminho nas maratonas

Brasileiro desenvolve programa capaz de identificar quem corta caminho nas maratonas

O engenheiro da computação Roberto Abrahão já divulgou os dados de 14 provas ao redor do mundo - todas com trapaceiros

Nunca duvidei da criatividade dos brasileiros. E um maratonista amador, que é engenheiro da computação, vem chamando a atenção nas redes sociais, e por um motivo louvável. Ele não criou nenhuma nova caneta emagrecedora ou coisa do gênero, mas desenvolveu um programa capaz de identificar corredores amadores que cortam caminho nas maratona. Para algumas provas, até os amadores precisam comprovar os tempos para participar - e essa conduta irregular acaba por prejudicar quem realmente merece. O criador do programa é Roberto Abrahão, que mora em Nova Jersey (EUA). Na prática, o programa já está dando resultado, alguns corredores começam a ser desclassificados pelos organizadoras. Roberto posta vídeos de suas análises, com base no seu programa, no perfil UmGolpePorMilha.

Vale destacar que esse tipo de fraude acontece no mundo todo. E a intensão de Roberto é que os organizadores tratem os casos de trapaça com mais seriedade. E essa trapaça não é exclusiva do Brasil. Em suas análises, Roberto tem identificado corredores cortando caminho de todas as nacionalidades nas maratonas ao redor do mundo. Aliás, o primeiro vídeo analisa a Maratona de Tóquio, e mostra 22 casos suspeitos. Foi postado em 24 de março de 2026. Depois mostrou a análise de Los Angeles, Roma, Paris, Boston, Londres, Madri, Praga, Copenhagen, Rio, Barcelona, Milão, Porto Alegre e Lima.

O perfil é o segundo que Roberto faz. O primeiro é UmGolpePorDia no qual ele alerta sobre golpes digitais. Esse ele criou há quatro anos, depois da mãe dele ter caído em um. "Não que eu seja o melhor especialista do mundo no assunto, mas assim, eu podia ajudar, dar algumas dicas para beneficiar a população em geral, o pessoal mais leigo". Esse perfil foi o zero a 200 mil seguidores em quatro meses. "Não esperava por isso. É um negócio que fazia quando dava tempo."

Roberto começou a correr inspirado por um tio, que já tinha corrido a São Silvestre. Ele lembra que correu três minutos na esteira e quase morreu. "Fiz minha primeira São Silvestre em 2002, só que eu nunca levei a sério a corrida. Até que me mudei para Boston, em 2018, e vi a maratona. E decidi treinar para fazer minha primeira maratona. Eu nem sabia que era preciso ter índice para se inscrever nessa prova. Chequei, era um tempo absurdo. Fui atrás de um treinador, mas optei por correr minha primeira maratona na Filadélfia, que não tinha índice. Isso, foi em 2021 um pouco antes de ter criado aquele primeiro perfil no Instagram. E agora peguei firme nos treinos."

E respirando corrida, e sentido cheiro de trapaça nos tempos dos amadores que aplicam para correr em Boston, desenvolveu seu sistema. E começou a postar. "Fiquei animado com esse perfil novo, e surgiu da mesma maneira do outro - com tanto golpe rolando nas cronometragens das corridas, pessoal perdendo os tapetes, como não tem ninguém falando nisso? Todo mundo sabe que tem alguém que corta caminho. E e os dados estão lá disponíveis para qualquer um ver. E fiz um vídeo no perfil dos golpes digitais mesmo. "

Como o resultado foi melhor do que Roberto esperava, resolveu investir na ideia este ano. "Está sendo excelente, porque apesar de ser uma comunidade bem menor do que eu tenho no outro canal, é infinitamente mais engajada. Vejo a importância que as pessoas dão para o esporte e acabaram valorizando esse trabalho."

E os organizadores das corridas começaram a procurar Roberto. Com base na cronometragem das parciais, o sistema desenvolvido por Roberto, calcula a velocidade entre os diversos pontos da maratona, e verifica os dados, de quem acelera muito mesmo, entre esses pontos - com uma velocidade para quebrar o recorde mundial, quem perde os tapetes. Analisa tudo.

Nos vídeos, Roberto mostra os dados sem expor as pessoas, mantendo o anonimato dos infratores. "O meu foco é as organizações levarem mais a sério esses possíveis casos de fraude na corrida, e desclassificar esses pessoas. "

E ele já esta pesando em outras análises de dados que dá para fazer, como identificar homens que correm com número de peito de mulheres; jovens que correm com número de peito de idosos; corredores que correm com dois números de peito - e a lista de "golpes" é longa.

"Agora, o meu sistema está mais rápido, mais prático. Pego os dados no domingo e na segunda já consigo postar o vídeo." Antes de fazer os vídeos do Instagram, Roberto entrava em contato com os organizadores e era totalmente ignorado. Agora já acontece o oposto, ele posta os vídeos e os organizadores estão entrando em contato com ele. E para manter sua independência editorial, Roberto não pensa em criar um serviço para oferecer aos organizadores. "Acho que estou fazendo algo bom para o esporte, e ver os primeiros resultados positivos e a resposta tão boa das pessoas, isso já está me deixando bastante contente."

estadao.com.br
u/Steve_Magal — 8 days ago

Aos que já perderam ou simplesmente lesionaram unhas dos dedos dos pés com a corrida, a unha de qual dedo* foi?

Aos que já perderam/lesionaram a unha de mais de um dedo, marquem o dedo onde isso acontece(u) com mais frequência ou, se foi tudo a mesma quantidade, com mais gravidade.

View Poll

reddit.com
u/Steve_Magal — 16 days ago

O sonho dos profissionais da enfermagem - hoje fui doar sangue e tomei até um susto quando garrotearam meu braço. Não deu pra não tirar uma foto.

u/Steve_Magal — 27 days ago
▲ 10 r/Corrida

Aos garminzeiros de plantão, hoje tem medalha do Dia Mundial da Corrida (e também da Bicicleta) - basta gravar uma atividade de corrida (ou de ciclismo, cada uma pra sua medalha) hoje (03/06/2026).

u/Steve_Magal — 1 month ago

Aos garminzeiros de plantão, hoje tem medalha do Dia Mundial da Bicicleta (e também da Corrida) - basta gravar uma atividade de ciclismo (ou de corrida, cada uma pra sua medalha) hoje (03/06/2026).

u/Steve_Magal — 1 month ago

Qual vocês diriam que é o meu percentual de gordura corporal (BF)? E se quiserem aproveitar pra julgar, também, fiquem à vontade.

[Texto só pra contextualizar; não precisa ler se não quiser. O importante mesmo é o que tá no título.]

Tenho 1,73 m, sou (era?) o famoso “falso magro” e desde o fim do ano passado venho num processo pra perder a pochete. Em novembro eu estava com uns 65 kg. Hoje estou pouco acima dos 57 kg. Tenho uma balança de bioimpedância Xiaomi Mi Body Composition Scale 2. Acho legal ir acompanhando a evolução nela, mas simplesmente não consigo confiar na acurácia dela (na real mesmo para evolução acho que as métricas de bioimpedância têm que ser tratadas muito mais como uma curiosidade do que como um fato ou algo a ser seguido cegamente).

Pois bem, logo antes de começar o déficit calórico eu estava com 65,10 kg e a balancinha estava me dando um BF de 17,7%. Acabei nem fazendo qualquer outro tipo de medição/estimativa nesse meio tempo. Hoje estou com 56.85 kg (na real deve estar ligeiramente acima, porque nos últimos dias estava em 57,05, 57,15, e ontem corri bastante, então os estoques de glicogênio devem ter dado uma reduzida; amanhã provavelmente vai dar uns 57,00) e a mesma balancinha está me dando um BF de 12,1%. Entretanto, agora de vez em quando eu faço também as medições com fita métrica para usar calculadoras nesse sentido e percebo que os resultados muitas vezes são bastante divergentes entre si – esse fim de semana resolvi fazer e enquanto a balança estava dando 12.3% (57,45 kg totais), o cálculo usando a fórmula da U.S. Navy (sexo, idade, altura, peso e circunferência do pescoço e da barriga na linha do umbigo) deu 10,1% e usando a fórmula de Covert Bailey (sexo, idade, altura, peso e circunferência da barriga no maior ponto [que pra mim ficou ligeiramente abaixo do umbigo], do quadril passando pelo maior ponto das nádegas, do antebraço também no maior ponto, e do punho) deu 13.5%.

A pochete já sumiu e sobrou essa leve capinha de gordura que ainda impede de ver os músculos mais de baixo do abdome. Vi que o limite inferior saudável para homens seria na faixa dos 8% de gordura corporal, então queria tentar chegar nele só pra ver como fica e então começar um superávit bem leve, pra ganhar um pouquinho de músculo e dar uma definida (mas pouca coisa - faço endurance e não quero ficar grande); sei que invariavelmente vou ganhar um pouquinho de gordura junto, mas apesar de parecer que estou noiado com isso, realmente não vejo problema – o objetivo dos 8% é realmente só pra ver como vai ficar, pra aproveitar que já tô no embalo do déficit, mas pra manutenção não tenho nenhum “número mágico”, não.

Obs.: tirei essas fotos hoje de manhã logo depois de acordar pra evitar maiores interferências (seja de estômago cheio de comida, seja do "pump" pós-treino).

u/Steve_Magal — 1 month ago