Minha psicóloga está terminando comigo e meu coração está partido.

Eu comecei a terapia com minha atual psicóloga faz cerca de sete a oito meses.

Ela foi incrível desde o primeiro dia.

Minha vida está mudando, tenho descoberto muito sobre quem sou e senti uma evolução verdadeira, coisa que nenhuma das minhas experiências anteriores me proporcionou.

Poucas vezes fui tão feliz como estou sendo nessa nova fase da minha vida e ela é parte importante de todo esse processo, mas tanto eu quanto ela concordamos que não é ainda o momento de uma alta.

O problema é que ela recebeu uma nova oportunidade de trabalho na especialidade que sempre estudou, e por isso decidiu parar com a clínica.

Já conversamos sobre uma profissional para a qual ela vai me encaminhar. Já também estamos com as consultas contadas, e vez ou outra eu até faço piadinhas sobre o fim dessa relação que me foi tão importante.

Mas piadinhas são tudo que consigo fazer.

Hoje, encerrada a sessão, chorei.

Eu não sei se consigo continuar sem ela. Eu não sei se qualquer outra profissional vai me entender como ela. Eu não sei se consigo continuar minha vida sem que ela esteja ali, ao meu lado.

Isso me machuca.

Por um lado eu fico feliz demais por ela, porque eu sinto que ela merece um mundo inteiro de oportunidades.

Por outro eu começo a me perguntar se, quem sabe, tudo não é uma mentira que ela inventou só para não me magoar enquanto me encaminha a outro profissional por ela não me suportar.

Também me pego imaginando se não a magoei, se ao fim ela vai lembrar de mim como eu lembrarei dela, porque, embora eu saiba da importância de encarar o processo terapêutico com neutralidade, também sou prestador de serviços e sei da dedicação necessária para prestar um atendimento técnico de qualidade, e por isso sempre serei grato a ela por tudo que fez na minha vida.

E imaginando isso tudo, eu me pego pensando se devo ou não falar isso para ela.

Eu não quero parecer egoísta. Ela merece todas as oportunidades possíveis, de verdade, e eu me sentiria péssimo se desse a entender qualquer coisa negativa.

Mas eu também sinto que não posso perdê-la, não ainda…

E isso fica qual prego cravado no meu coração, martelando vez ou outra enquanto eu fico pensando se devo e como devo abordar isso, ou se é preferível aguardar o encerramento e falar com a psicóloga que dará continuidade ao meu processo terapêutico depois dela.

O que também é péssimo porque, né, imagina que chato para a próxima ter que ouvir: "tô com você porque ela não tá me atendendo mais, senão eu estaria lá com ela".

Por isso vim perguntar a vocês: acham que devo levar esses sentimentos para ela nas sessões que ainda restam, ou é melhor esperar e trabalhar isso com a próxima psicóloga? E, se for falar com ela, como abordar sem parecer que não estou feliz pela nova fase dela?

Alguma sugestão?

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u/TackyGorilla — 11 days ago

Meu problema com as expressões "neurotípico" e "neurodivergente".

Recentemente estive passando por uma série de sessões para confirmar meu diagnóstico de TDAH e estudar um diagnóstico de autismo.

 

Independentemente do resultado, quero comentar sobre algo que me incomodou MUITO nesse processo: As expressões “neurotípico” e “neurodivergente” parecem, linguisticamente, incompatíveis entre si.

 

Quando me falaram, pela primeira vez, que as pessoas com autismo, TDAH, Dislexia, Discalculia e Tourette eram chamadas de neurodivergentes, eu assumi, então, que aqueles sem esses diagnósticos se chamariam neuroconvergentes.

 

Isso porque uma vez excluído o prefixo “neuro”, a palavra com significado antagônicos à expressão “divergente” é “convergente”, principalmente sob a ótica etimológica, conforme literatura especializada:

 

“DIVERGIR - Do lat. divergere, dobrar para diversos lados. [...] DIVERSO - Do lat. diversu, voltado para vários lados.” (NASCENTES, Antenor. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Segunda tiragem do I Tomo. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica. 1995, p. 162)

“CONVERGIR - do lat. *convergere, ir para o mesmo lado*”* (NASCENTES, Antenor. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Segunda tiragem do I Tomo. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica. 1995, p. 134).

 

Em fontes virtuais os significados se mantém e com um grau de profundidade que chama atenção, pois, permitem identificar melhor como as expressões parecem compatíveis contextualmente entre si, servindo para explicar coisas diferentes dentro de um mesmo cenário linguístico:

 

“Significado de Divergente

Adjetivo. Que se afasta progressivamente de; que não é paralelo. Que diverge; que não se combina; diferente. Que não concorda com facilidade; discordante.

[Botânica] Cuja forma se apresenta em ângulo aberto; divaricado.

[Linguística] Cujas formas se apresentam de modo distinto, embora pertençam à mesma língua, e tenham origem em uma mesma palavra: vocábulos divergentes.” (cfe. https://www.dicio.com.br/divergente/).

 

“Significado de Convergente

Adjetivo. Que converge; que caminha para a mesma direção ou lugar: estradas convergentes. Que possui ideias, comportamentos, atitudes comuns com outrem: pensamentos convergentes. Que segue para o mesmo objetivo ou propósito que outro; que obtém ou apresenta os mesmos resultados: mecanismos convergentes; desenvolvimentos convergentes.

[Biologia] Diz-se de ou espécie que demonstra convergência tendo em conta sua adaptação: espécies convergentes.

Lente convergente. Lente que faz convergir os raios paralelos.” (cfe. https://www.dicio.com.br/convergente/).

 

Associa-se a isso que ambas as palavras utilizam do sufixo “ente”, que, assim como o sufixo “ento”, serve para formar adjetivos de tendência e estado. Veja:

 

“ento – forma adjetivos; indica tendência, estado: barulhento, bexiguento, ferrugento, friorento, lamacento, rabugento, sonolento” (ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática metódica da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Ed. CDB, 2024, p. 434).

 

Dito isso, considerando que a prefixação neuro serve para compor vocábulos que indiquem um significado correlato a nervos, neurônios ou sistema nervoso, pode-se concluir que um sujeito que recebe o adjetivo de neurodivergente é uma pessoa que “possui tendência a (cfe. sufixo -ente) afastar-se progressivamente ou diferir (cfe. significado da expressão divergente) em um contexto neurológico (cfe. prefixo -neuro)”.

 

Mas aí entra um problema natural da palavra. Ela serve para dizer que o sujeito, na oração, é diferente. Contudo, é importante considerar que via de regra o emprego da expressão “diferir” indica, quase sempre, uma comparação.

 

Isto é, quem neurodiverge, neurodiverge de algo ou alguém.

 

Foi então que, enquanto eu estava passando pela avaliação, comecei a me perguntar.

 

Este algo ou alguém seria, talvez, o neuroconvergente?

 

Imediatamente afastei a ideia.

 

Isso porque o adjetivo neuroconvergente, dadas as informações que já apresentei, representaria um sujeito que “tende a (cfe. sufixo -ente) possuir ideias, comportamentos, atitudes comuns com outrem (cfe. significado da expressão divergente) em um contexto neurológico (cfe. prefixo -neuro)”.

 

Foneticamente parece adequado. Inclusive, parece que as expressões foram feitas para o exato mesmo contexto. Mas aquele problema da comparação persiste aqui.

 

Quem neuroconverge, neuroconverge com algo ou alguém.

 

Quem é este algo ou alguém?

 

Foi aí que a neuropsicóloga me surpreendeu com a expressão “neurotípico”.

 

Fiquei imediatamente nauseado.

 

Digo, o termo faz sentido, mas não completa o problema gramatical. Vejam bem.

 

Faz sentido eu empregar a expressão neurodivergente em um contexto comportamental e correlacionar isso a neurotípicos.

 

“Fulando neurodiverge de pessoas neurotípicas.”.

 

Não há problema semântico ou gramatical com a oração, mas ela parece feia e excessivamente palavreada. Quase como se fosse necessária específica categoria para dizer exatamente o que é o fulano que neurodiverge de neurotípicos.

 

Vejam bem, não estou aqui tentando atacar as qualificações psicológicas ou linguísticas, afinal de contas eu sequer sou profissional dessas áreas, mas o problema é que o maldito do termo "neurodivergente" sempre parece não concluir a oração. Como se faltassem informações. "Fulano é neurodivergente", blz, mas ele neurodiverge de que? Ele neurodiverge de quem?

E não bastasse a incompletude de significado, a palavra possui um outro problema. É que ela também é adequada para indicar diferenças comportamentais, inclusive para separar as neurodivergências entre si, por exemplo:

 

“O autista neurodiverge do dislexo”.

 

Vê?

 

Fica foneticamente aprazível e parece gramaticalmente adequado.

 

Além disto, ela tem um outro terceiro problema. Embora a expressão “neurodivergente” pareça perfeitamente adequada para comparar comportamentos neurológicos, ela me parece completamente incompatível para a função que exerce hoje.

 

Eu desconheço os manuais de psicologia, e falo isso apenas a partir da minha experiência individual. Mas parece que, no linguajar hodierno, neurodivergente é gênero dos quais são espécies o autismo, o tdah, e etc.

 

Só que, como vimos, a expressão não poderia ser categorizada dessa forma porque ela também serviria para distinguir os tipos entre si.

 

E mais. Ela indica um comportamento, tendência, estado ou até ação, mas não diz o que o sujeito da oração efetivamente é. Eu posso dizer, por exemplo, que um neurotípico é neurodivergente com relação a um autista, porque eles divergem entre si em um contexto neurológico.

Vejamos algumas orações simples da língua portuguesa para que vocês entendam onde eu quero chegar.

 

“Fulano estuda medicina”=/= “Fulano é médico”.

 

Conseguem perceber? Eu posso estudar medicina livremente, simplesmente pesquisando sobre as matérias que me interessam, mas isso não significa que eu estou fazendo faculdade de medicina ou que sou médico, porque médico é o profissional habilitado inscrito no CRM. De igual modo, um médico habilitado e inscrito no CRM pode estudar medicina no seu dia-a-dia para aprimorar suas habilidades.

 

Por isso, ao me referir a um médico, se meu objetivo na oração é dizer que ele exerce essa profissão, a sentença mais adequada é “fulano é um médico”.

 

Pois bem.

 

Diante desses problemas que consumiram meus pensamentos por dias, eu percebi que há uma solução muito óbvia para tudo isso.

 

O significado de típico é esse:

 

“Significado de Típico

Adjetivo. Que distingue uma pessoa, um objeto; característico: fisionomia típica. Que constitui tipo; que tem uma feição bem caracterizada, usado como modelo: personagem típica. De teor simbólico, alegórico, com valor de símbolo: sentido típico.

[Biologia] Que traz consigo um modelo de referência e determina a aplicação de um nome científico.” (cfe. https://www.dicio.com.br/tipico/).

 

Somado ao prefixo “neuro”, podemos facilmente concluir que neurotípico é o sujeito que “Constitui um modelo de referência (cfe. significado de típico) em um contexto neurológico (cfe. prefixo -neuro)”.

 

Logo, se utilizarmos o “a” como negação, podemos dizer que um sujeito neuroatípico alguém que “não constitui ou não se enquadra em um modelo de referência em um contexto neurológico”.

 

E o que são autistas, dislexos, e etc., senão pessoas que não se enquadram como neurotípicos? Isto é: neuroatípicos.

 

Perceba que até foneticamente a expressão neuroatípico parece adequada para o contexto de utilização da expressão neurotípico.

É lindo, não é?

 

Quando pensei nisso eu tive um orgasmo mental, não porque eu achei que estava descobrindo a roda, não, mas porque eu estava encarando um cenário linguístico que parecia obedecer todas as regras de gramática e semântica necessárias para o adequado emprego dessas expressões na Língua Portuguesa.

 

E por saber que obviamente alguém já pensou nisso antes, eu comecei a pesquisar a expressão “neuroatípico” na internet para ver como ela era empregada, e olha só o meu choque: ela vez ou outra é adequadamente utilizada como um gênero do qual o autismo e o TDAH são espécies.

 

Feliz, porém, indignado por isso ser minoritário, pesquisei os motivos pelo qual a expressão “neurodivergente” tem sido preferida à expressão “neuroatípico”.

 

E, pesquisando, encontrei um obiter dictum de um artigo de Marcos Wiss Bliacheris e Aline Reis Calvo Hernandez que, por sinal, é ótimo e sequer discute isso que lhes apresento como problema central (ou seja, não estou criticando os autores e nem o conteúdo da sua obra, apenas encontrei em uma de suas passagens uma explicação para o que estava buscando).

 

Eles afirmam que o “termo “neurodivergente”, [...] foi cunhado pela ativista Kassiane Asasumasu e busca evidenciar o caráter político das diferenças neurológicas e acentuar o seu caráter de coletividade, oposto a uma visão individualista da neurodiversidade.” (cfe. BLIACHERIS, MARCOS WEISS; HERNANDEZ, ALINE REIS CALVO. O MOVIMENTO SOCIAL DA NEURODIVERSIDADE E A CONSCIÊNCIA POLÍTICA AUTISTA. Rev. psicol. polít.,  São Paulo ,  v. 24,  e24081,    2024 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci\_arttext&pid=S1519-549X2024000100702&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  12  ago.  2026.  Epub 23-Ago-2024.  https://doi.org/10.5935/2175-1390.v24e24081.).

 

E mais algumas pesquisas percebi que se tem preferido a expressão neurodivergente por conta do seu significado político, e que a ativista Kassiane Asasumasu, que pariu o termo, nem brasileira é. Ou seja, as pessoas estão simplesmente preferindo utilizar, no Brasil, uma palavra parecida com a que os gringos utilizam, sacrificando todas as regras necessárias para a criação de uma palavra em português.

 

E isso tem acontecido sem um aprofundamento especializado de psicólogos ou linguistas. Não há um único artigo científico dedicado a demonstrar porque o emprego de uma em detrimento da outra deve ser preferível. No máximo há alguma anotação perdida no Google dizendo que "neurodivergente" é mais adequado por afastar a ideia de "anormalidade" ou "defeito" SUPOSTAMENTE contida no termo "neuroatípico".

 

Mas comecei a me perguntar se esse motivo é suficiente para sacrificar toda a construção gramatical de uma palavra e seu adequado emprego.

 

A meu sentir não.

 

Daí vem a pergunta que quis fazer com essa postagem.

 

Vocês preferem que lhes chamem de neurodivergentes, mesmo que isso não faça sentido do ponto de vista linguístico, e tenham que conviver diariamente com o sofrimento derivado da incompatibilidade semântica e gramatical da palavra com os contextos onde comumente está inserida?

 

Ou preferem o emprego da palavra neuroatípico como gênero, sabendo que as orações que a utilizam são muito mais gostosas de ler e ouvir, além de respeitarem nossos padrões linguísticos?

u/TackyGorilla — 2 months ago

From an OG fan to other OG fans: I finally beat Origins. It’s a completely different beast, but I get it now.

A while ago I posted here about how Black Flag Resynced surprisingly ended up being my gateway back into Assassin’s Creed. After quitting the franchise back in Syndicate because I couldn't stand the shift to RPG mechanics, Resynced somehow bridged the gap for me and made me give Origins a genuine shot.

Well, I just wrapped up the main story (nice one btw) and The Hidden Ones (which was honestly pretty average, but okay). Now I’m diving into the final DLC.

First things first: the complaints back in 2017 were totally valid. The original identity of this franchise was special, and wanting standard parkour, social stealth, and instant hidden blade kills isn't nostalgia blindness, it's just preference for what made AC what it was.

That being said, now that I’ve actually pushed through and finished Bayek’s story, I have a much more balanced perspective on it.

I went into Origins trying to play it strictly like a classic Assassin. Pure stealth, ghosting through camps. But inevitably, the game’s design forces combat on you. At first, every time stealth broke and I had to fight, my brain immediately went "Yep, this isn't Assassin's Creed anymore, stealth is dead."

Then I had a moment of clarity. I remembered playing Assassin’s Creed III years ago, standing on top of a literal mountain of British corpses in the middle of Boston just because I wanted to chain counter-attacks for twenty minutes straight. The truth is, as much as we loved the stealth fantasy, we were also brutal killing machines whenever we felt like it. Realizing that helped me stop fighting the game’s combat mechanics and just let go a bit.

I actually ended up enjoying some aspects of the gear and loot system more than I expected. But man, the mission design got exhausting. If we’re being completely honest, about 90% of the gameplay loop in Origins boils down to: sprint into a restricted fort, kill a target, loot a chest, or escort a captive NPC out. Over and over again. By the halfway mark, the repetition really starts to grind on you, and that’s where I missed the curated, memory-block style mission structure of the older games the most.

What kept me going was everything else. Bayek is a phenomenal protagonist, the central narrative is genuinely engaging, and the atmosphere of Ancient Egypt is incredible.

Even the shift into myth and fantasy in the final DLC, which initially made me want to puke. didn't feel completely out of nowhere. The game takes its time building up to it, so while it strays far from the historical groundedness I prefer, it at least feels earned within the game's context.

Which brings me to where I am now: I’m actually researching Odyssey.

If you had told me a few years ago that I’d be considering playing a massive Greek action-RPG under the Assassin's Creed title, I wouldn't have believed you. Origins left a real mark on me, but that lingering feeling that "something core is missing" never truly goes away.

I think Resynced served its purpose perfectly: it was an invitation for legacy players like us to step over the fence and see what the new era has to offer, even if we still miss the old days.

For those of you who also struggled to accept the RPG era: how did you bridge the gap? Any tips for jumping into Odyssey without getting overwhelmed or burnt out by the huge departure from the classic formula?

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u/TackyGorilla — 3 months ago
▲ 4 r/Quimbanda+1 crossposts

Firmar uma vela pedindo pra uma ex voltar é errado?

Tô querendo firmar uma vela pra minha pombagira (que ainda não conheço) pedindo pro meu ex voltar. Até comprei uns incensos e ervas específicas para isso, mas não queria fazer nenhum trabalho de obsessão ou adoçamento porque minha experiência com isso não foi tão boa no passado.

Então queria saber se firmar uma vela sem conhecer minha pombagira pedindo isso pode ser eficiente, alguém já teve uma experiência com isso ou dicas pra dar?

Pergunto porque já me falaram que isso pode atrair egum e kiumba.

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u/TackyGorilla — 4 months ago

Alguma orientação para quem quer entender a Umbanda?

Desde muito novo eu sempre tive um apego muito forte por tudo que é obscuro, simbólico, ligado à morte, à noite, a cemitérios, caveiras, essas coisas. Não digo isso no sentido de “pose” ou estética adolescente. É algo que sempre pareceu familiar para mim, quase íntimo.

Só que, ao mesmo tempo, eu vivi praticamente a vida inteira como cristão tradicional. Então esse lado sempre ficou meio escondido, meio reprimido, ou pelo menos sem nome.

Recentemente eu decidi tentar aflorar um pouco mais minha espiritualidade e entender melhor esse mundo todo, tudo isso por conta de algumas transformações traumáticas recentes na minha vida. Fui pesquisando coisas esotéricas, lendo sobre entidades, rituais, símbolos, caminhos espirituais diferentes. Nunca fui da Umbanda, nunca frequentei terreiro, nunca tinha feito nada do tipo. Acabei chegando em Exu Caveira por essas pesquisas, meio por fora da religião mesmo.

Peguei uma imagem de Exu Caveira, um símbolo relacionado a ele, coloquei algumas músicas umbandistas ligadas ele e comecei a rezar. Não acendi vela nem fiz nada elaborado. Foi só uma oração, uma tentativa de conversa, pedindo para que minha espiritualidade fosse aflorada e para que eu recebesse alguma orientação.

Aqui em Santa Catarina está muito frio. Mas eu fiquei com muito calor e precisei deixar o ar-condicionado ligado e, mesmo assim, comecei a suar muito. Comecei também a sentir como se tivesse vultos ao redor, tomando vários “sustinhos”, mas não pareciam sustos ruins. Parecia quase uma brincadeira, como se algo estivesse chamando minha atenção. Meu corpo começou a tremer levemente.

Durante a oração/meditação, eu pedi orientação sobre o que fazer para desenvolver melhor minha espiritualidade. E, imediatamente, veio à minha cabeça uma antiga conhecida minha, de quem particularmente nunca fui próximo. Fomos colegas de trabalho por alguns meses e só.

Particularmente nem lembrava da existência dela.

Depois disso, encerrei a oração. Quase na hora voltei a sentir frio, e parei de sentir aquilo tudo que estava sentindo antes, mesmo com a música ainda tocando.

Mandei mensagem para essa conhecida, que lê baralho cigano. Depois de um jogo de cartas, ela acabou me convidando para ir a um terreiro de Umbanda.

Eu fiquei realmente mexido com isso.

Dentro da Umbanda, ou dentro de uma leitura espiritual mais séria, o que isso pode significar? Pode ter sido algum tipo de chamado, aproximação, intuição, ou eu só estou interpretando demais uma experiência emocional forte?

E, principalmente: o que eu deveria fazer agora?

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u/TackyGorilla — 5 months ago
▲ 138 r/occult

New to occultism and struggling with belief, can anyone show me that magic is real?

Honestly, over the last week I’ve been diving into the very surface level of occultism, and I’ve been enjoying it a lot.

I’ve genuinely started trying to understand things: magic, demonolatry, spirits, practice, all of it. I’m not just reading for aesthetics or because it sounds edgy. I’m actually trying to approach it seriously.

Then a demonolater recommended Initiation into Hermetics by Franz Bardon to me.

So I decided to read it.

And when I got to the parts about levitation and things like that, I’ll be honest: I became pretty skeptical.

I know skepticism is common. I know people will say you have to go much deeper before you really understand or believe these things. And maybe they are real. Maybe I’m just too early in the process to judge.

But man, you have to admit that for someone who is just beginning, that kind of thing can be really off-putting. No matter how open-minded I try to be, some of it just sounds impossible.

Right now I’m in this weird place between believing and not believing.

So I’m asking someone here, for the love of whatever exists on the astral plane: can anyone give me some kind of proof?

Please, no answers saying that needing proof is exactly what’s holding me back. I understand that mindset, but that’s not really what I’m asking for.

Can someone please show me, in some way, that magic is actually real?

It doesn’t have to be levitation. It doesn’t have to be dramatic. Show me in your own way. Tell me what convinced you. Tell me what happened that made you stop doubting.

And please don’t be too harsh on me lol. I’m not here to mock anyone. I’m kind of believing already, because I’ve had some personal experiences that felt very different from ordinary thoughts or imagination.

I just don’t know how much of this is real, how much is misunderstood, and how much is straight-up charlatanism.

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u/TackyGorilla — 5 months ago

I think Bune talked to me

I might be crazy, but I think it worked.

I did something simple and tried to make contact, suddenly, I asked some questions and closed my eyes while trying to talk to Bune.

I felt something in my body, almost affectionate and erotic. With each answer I saw an eagle while my eyes were closed, which disappeared when she fell silent.

I even asked if the eagle I saw was the head of a griffin, and she said yes.

The moment seemed extremely solemn and intelligent; she seemed not to care about me but to give me attention nonetheless.

I thought they might be my own thoughts, but they were different. Sometimes I had difficulty understanding and asked her to repeat, and she did. I made some requests and she even told me she wouldn't do them, but she was very kind.

Am I on the right track?

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u/TackyGorilla — 5 months ago

Am I doing it right?

I know there are rituals and stuff. But I'm a very ignorant person and draw a Bune Sigil on my notebook. I sang her Enn. I even did the ZD thing.

I have some things in mind, but I'm overall just trying to start on demonolatry.

I kinda just wanna meet her and learn.

I also followed some manuals and put saliva on the sigil, and saw it absorb it almost immediately.

But, besides that, I saw some posts on reddit that says this isn't a safe thing to do.

Am I trying to kill myself doing it?

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u/TackyGorilla — 5 months ago