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Treinando escrita. Compartilhem suas opiniões, por favor!

A brisa primaveril balançava os galhos robustos, porém gastos, da árvore predileta dos Sasaki. O sol de meia tarde refletia na água límpida do lago abaixo da sombra da mesma árvore. Naquele momento, apenas se ouvia o som dos pássaros cantando ao longe, do farfalhar das plantas ao vento e das risadas genuínas do velho casal que estava ali.

— Cuidado, Haruki! Está molhando todo o meu kimono. — exclamou a senhora de idade já avançada.

— Ume, não dê importância para coisas tão triviais. Estou perto de alcançar o peixinho que vi mais cedo!

Os dois riram, e isso fez Ume lembrar dos velhos tempos.

— É como se eu estivesse olhando para o Haruki de 22 anos de idade. Lembra quando você acompanhava meu pai em suas tardes de pesca no rio perto de casa? — ela sorriu enquanto arrumava seu kimono desajeitado, ao mesmo tempo que tentava recordar da juventude — Eu pensava "quem é esse jovem bobo que deixa os peixes roubarem a isca toda vez que lança a linha?".

— Ora, não precisava lembrar dessa parte... — Haruki, envergonhado, acaba desistindo do peixinho que estava tentando apanhar e sentou no gramado ao lado de Ume — Porém, o que me levou a visitar a moradia de sua família com tanta frequência não eram as tardes de pesca, e sim os olhos meigos da filha mais velha daquela casa.

Haruki segurou as mãos de sua amada. Os dois ficariam ali, apreciando a vista da sua casa. Uma casinha simples e tradicional, mas aconchegante e que carregava todas as lembranças mais doces das suas vidas. E, naquele mesmo jardim onde estavam, viveram incontáveis tardes como esta.

— Sou imensamente grato por ter sido presenteado nesta vida com uma mulher virtuosa e gentil como você. Meus dias foram coloridos pelo brilho dos seus olhos e a beleza de seu sorriso.

Ume, como de costume, apoiou a cabeça no ombro de seu companheiro.

— E, mesmo incapaz de gerar filhos, nunca me senti sozinha vivendo ao seu lado, querido.

u/maracujah_ — 8 days ago

I've reached the final season of Attack on Titan😭 Any recommendations that won't let me down?

I had never watched Attack on Titan, but everyone spoke highly of it, so I decided to see if it was actually good. I've been watching for two weeks and have already reached the final season. I don't know what to watch next after this masterpiece

u/maracujah_ — 12 days ago

Vale mesmo a pena continuar assistindo?

Assisto One Piece desde 2023, mas não todos os dias. Tô no episódio 583. Ele tinha se tornado meu anime favorito até uns tempinhos atrás, mas depois do arco da ilha dos homens peixe senti que foi decaindo. Tô assistindo quase a força agora que entrei nesse arco de Punk Hazard

u/maracujah_ — 14 days ago

Criei o alfabeto da minha história. Qual nome vocês acham que combina?

Tô fazendo o worldbuilding da minha nova história chamada Os Mapas de Asterra, e cheguei no alfabeto. Falta criar os números e alguns símbolos ainda.

Na opinião de vocês, que nome combina com esses traços?

u/maracujah_ — 15 days ago

Consegui estudar, em média, 4horas/dia durante 6 dias. Próxima meta é de 5h/dia 🙌🏼

u/maracujah_ — 18 days ago

Por fora de um jeito, por dentro de outro

Minha família colocou todas as expectativas em mim após meu nascimento. Todos esperavam que eu fosse bem na escola e na vida. Tirava boas notas e recebi alguns prêmios na infância.

Porém, quando entrei no ensino médio, meu cérebro já não absorvia tanto quanto antes. Mesmo assim, dei meu jeito. Dava tudo de mim pra conseguir notas acima de 8. Se tirasse menos que isso, eu ia lá e me machucava de várias formas possíveis, fisicamente.

Terminei o ensino médio e recebi um prêmio de aluna destaque do ano da minha turma, mas senti que não merecia.

No cursinho, meus colegas pensam que sou inteligente, mas não sabem que só decoro e esqueço depois.

Minha mãe me lembra todos os dias de que tenho que passar a qualquer custo em uma boa universidade, já que de acordo com ela "estou atrasada". Ela me compara com crianças pródigo na internet, dizendo "olha só, até uma criança de 10 anos tira 1000 na redação e tu nem fez a prova".

Todos os dias penso que estou perdendo alguma coisa, que deveria estar fazendo algo produtivo. Se estudo 7h no dia, me culpo por não aguentar 8h. Se estudo 8h, me culpo por não estudar 9h.

Nem sei se o que faço hoje é porque quero ou porque os outros esperam que eu faça. Só sigo.

Meus pais me diziam que eu era medrosa e fujona por não reportar pra diretora sobre um colega que me incomodava, mas eles não sabiam que aquele guri na verdade era um bully, e que ele não fora o primeiro.

Na igreja, me chamam de crente raíz e exemplo a se seguir, mas não sabem que ainda não superei meus traumas e desconto minhas emoções reprimidas em quem é próximo.

Minha tia cobra perfeição da minha prima e dá eu como exemplo, mas mal sabe ela que só tá machucando minha prima e que eu sou uma hipócrita.

Me sinto como um quarto: parece estar bem arrumado, mas se abrir o roupeiro, as roupas estão jogadas de qualquer jeito; se olhar em baixo do tapete, há poeira de anos.

Me sinto indigna de tantos elogios. Quando viajo pra minha terra natal, meus avós se gabam de mim para os outros. Dizem que me formei na escola e que estou trabalhando em uma empresa muito prestigiada. Dizem que sou uma neta perfeita, que sou isso, que sou aquilo.

Por quanto tempo tenho que manter essa máscara? Por quanto tempo tenho que ouvir tudo isso? Me dá raiva. Raiva por acharem que sou perfeita. Raiva de mim mesma por me sentir assim. Me sinto culpada por não estar grata por conquistar a confiança de muitos, mas com muita angústia por não enxergarem a verdadeira pessoa em mim.

Já estou cansada disso. Exausta.

Eu só quero gritar.

reddit.com
u/maracujah_ — 18 days ago

Comecei arrumando o 1° capítulo, mas parece ter informação demais...

Estou arrumando uma história inacabada que comecei em 2022. Gostei um pouco, mas parece que logo no primeiro capítulo o leitor recebe uma enxurrada de informações(?)...

Sejam sinceros, por favor. A narrativa está boa? Os diálogos estão longos demais? Ficou confuso a viagem dela entre os mundos?

u/maracujah_ — 1 month ago

Encontrei uma história que dei início aos 14 anos. Leriam?

Tava revirando minhas coisas e encontrei esse mini livro que fiz pra um trabalho escolar do meu último ano. Fiz baseado em uma história que comecei em 2022. Achei interessante, por isso tô pensando se continuo (tem 7 capítulos por enquanto). Leriam?

u/maracujah_ — 1 month ago

Meu primeiro desenho

Minha primeira vez desenhando uma pessoa. No que eu poderia melhorar?

u/maracujah_ — 1 month ago
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À procura de um escritor cristão

Desde minha adolescência eu crio muitas histórias na minha cabeça. Tenho criatividade com ideias, mas não o suficiente para desenvolvê-las 😭. Por isso, estou à procura de um/a escritor/a cristã/o especialmente para dar vida às minhas ideias de ficção cristã. Essas fotos são ilustrações que pedi para IA fazer dos cenários da história (também fez a capa, embora não tenha gostado muito 🤔).

Minha história se passa na cidade de Porto Alegre, nos anos 40, onde acontecia o autoritarismo do Estado Novo de Getúlio Vargas e a forte tensão social da Segunda Guerra Mundial na capital gaúcha, que abrigava grandes comunidades de descendentes de italianos e alemães (estou disposta a mudar o contexto histórico para facilitar ao escritor, desde que mantenha a época de 40).

Os personagens principais são:

Helena Beatriz Visconti - Aos 19 anos, é aluna do 1º ano de Arquitetura na Escola de Engenharia (um ambiente hostil e majoritariamente masculino). Filha de Vincenzo Visconti, um poderoso industrial de origem italiana, e de Olga Menezes, que carrega e tenta ocultar uma ancestralidade indígena (as raízes de Helena foram inspiradas na cultura gaúcha da época, também estou disposta à alterações). Helena vive sob um esgotamento mental para suprir o luto e as pressões de seus pais após a morte de seu irmão mais velho Manoel, que foi seu único porto seguro e quem lhe ensinou o amor pelo desenho. Helena tenta esconder suas dores e acaba distanciando-se da fé genuína que compartilhava com o irmão.

Daniel Pereira - Aos 20 anos, é um rapaz humilde vindo do interior de Belo Horizonte, MG. Aluno do 1º ano de História Natural e cuidador da estufa de vidro do Horto Universitário. Daniel assumiu o sustento da família aos 13 anos após o pai sofrer um grave acidente de trabalho. Ele é calmo e certo de suas convicções, possui uma fé prática e resiliente, mas seu principal conflito é o orgulho da autossuficiência: tem extrema dificuldade em se mostrar vulnerável, pedir ajuda ou compartilhar seus fardos, preferindo passar privações em silêncio para enviar quase todo o seu sustento para a família em Minas Gerais, por exemplo.

Professor Augusto Bezerra - Fundador da cadeira de Botânica, tem 48 anos e é natural de Belo Horizonte. Homem de profunda sabedoria e maturidade na fé, ele serve como o mentor de ambos os protagonistas. No passado (1935), a lentidão do sistema de cartas da época fez com que ele recebesse o aviso da doença de sua esposa, Ester, tarde demais, chegando a BH após o sepultamento dela. Sem filhos biológicos, ele enxerga Helena e Daniel como seus filhos que nunca pode ter.

Os personagens secundários:

Lorenzo Visconti - O pai severo de Helena. Cobra que sua filha seja a herdeira perfeita e deseja casá-la por conveniência e status. (O clichê do pai problemático. Não tenho muita criatividade em personagens secundários 😅)

Olga Visconti - A mãe de Helena. Obcecada por etiqueta e aparências. É filha de pai estancieiro e de uma criada de origem indígena (o pai de Olga tomou a criada de sua fazenda como esposa).

Luiz Vasconcelos - Colega de faculdade de Helena. Rico e elitista. É o candidato ideal aos olhos de Lorenzo e enxerga Daniel como um intruso (Um personagem que dá margem para um triângulo amoroso, mas não tenho certeza).

Pastor Samuel e Dona Antônia - Lideram a igrejinha que Helena frequentava com seu irmão.

Por que A Cidade e o Jardim? Porque queria fazer uma alusão ao Jardim do Éden e à Cidade da Babilônia. O romance tem a dualidade entre a arquitetura/engenharia de Helena (construção humana) e a botânica de Daniel (crescimento natural) para ilustrar a caminhada cristã. Através das intervenções do Professor Augusto e da convivência dos personagens, a narrativa conduz o leitor à mensagem central do livro: a estrutura da cidade sem a vida do jardim torna-se vazia, fria e artificial (A Babilônia era bonita aos olhos humanos, mas não aos olhos do Pai). Porém, o crescimento do jardim sem as raízes e o auxílio de uma estrutura se perde facilmente (o jardim era lindo, mas pela falta de identidade e raízes, o homem se deixou levar pelo mal).

Se não estiver interessado em escrever minha história e quiser dar alguma sugestão, estou aberta à novas ideias aqui nos comentários!

u/maracujah_ — 1 month ago