Indivíduos com ASPD sentem cansaço diurno? Como isso se difere da fadiga da depressão?

Pessoas com Transtorno de Personalidade Antissocial (ASPD/TPAS) costumam ter uma alta prevalência de insônia e má qualidade do sono, o que naturalmente levaria a um cansaço significativo durante o dia. Como isso se manifesta se formos usar exemplos práticos e como se difere dos transtornos depressivos?

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u/bellaszz — 6 days ago

Indivíduos com ASPD sentem cansaço diurno? Como isso se difere da fadiga da depressão?

Pessoas com Transtorno de Personalidade Antissocial (ASPD/TPAS) costumam ter uma alta prevalência de insônia e má qualidade do sono, o que naturalmente levaria a um cansaço significativo durante o dia. Como ele se manifesta se formos buscar por exemplos práticos?

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u/bellaszz — 7 days ago
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How is the sleep of a person with Antisocial Personality Disorder (ASPD)?

Does anyone here have personal experience or professional knowledge about what sleep is like for someone with ASPD? Are there specific patterns? How does it affect daily life and behavior?

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u/bellaszz — 7 days ago

Pessoas com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) relatam baixa necessidade de sono e despertar revigorante, mas se sentem desanimadas durante o dia. Qual a explicação para esse paradoxo?

Sempre ouvi falar que indivíduos com Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) costumam relatar dormir pouco, acordar revigorados e não sentir necessidade de mais horas de sono. Porém, ao mesmo tempo, parecem apresentar desânimo e fadiga significativos ao longo do dia.

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u/bellaszz — 8 days ago

Me tirem essa curiosidade

Minha psicóloga levantou recentemente a hipótese de que eu tenha Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) e me encaminhou para uma avaliação psiquiátrica. Queria entender como isso funciona na prática, para além do óbvio.

Pensando nisso, fiquei curiosa sobre os detalhes que ninguém coloca nos livros. Quais são as curiosidades, particularidades ou aspectos 'não escritos' sobre esse transtorno que não encontramos nos manuais diagnósticos?

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u/bellaszz — 9 days ago

Para quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)

Minha psicóloga levantou recentemente a hipótese de que eu tenha Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) e me encaminhou para uma avaliação psiquiátrica. Já li os critérios dos manuais (como o DSM), mas aquela descrição clínica é muito fria e não parece capturar a experiência subjetiva do dia a dia. Queria entender como isso funciona na prática, para além do óbvio.

Pensando nisso, fiquei curioso sobre os detalhes que ninguém coloca nos livros. Então, pergunto a quem tem o diagnóstico: quais são as curiosidades, particularidades ou aspectos 'não escritos' que vocês vivenciam e que não encontramos nos manuais? Quero saber aquela sensação interna, os pensamentos sutis ou as reações automáticas que só quem tem realmente conhece.

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u/bellaszz — 9 days ago

Para quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)

Minha psicóloga levantou recentemente a hipótese de que eu tenha Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) e me encaminhou para uma avaliação psiquiátrica. Já li os critérios dos manuais (como o DSM), mas aquela descrição clínica é muito fria e não parece capturar a experiência subjetiva do dia a dia. Queria entender como isso funciona na prática, para além do óbvio.

Pensando nisso, fiquei curioso sobre os detalhes que ninguém coloca nos livros. Então, pergunto a quem tem o diagnóstico: quais são as curiosidades, particularidades ou aspectos 'não escritos' que vocês vivenciam e que não encontramos nos manuais? Quero saber aquela sensação interna, os pensamentos sutis ou as reações automáticas que só quem tem realmente conhece.

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u/bellaszz — 9 days ago

[Pergunta para quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)] Quais são as curiosidades ou aspectos "ocultos" do transtorno que vocês vivenciam?

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Minha psicóloga levantou recentemente a hipótese de que eu tenha esse transtorno e me encaminhou à psiquiatra para uma avaliação psiquiátrica. Queria entender como isso se manifesta na vida real, além da descrição dos livros e manuais diagnósticos.

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u/bellaszz — 9 days ago

[Pergunta para quem tem Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)] Quais são as curiosidades ou aspectos "ocultos" do transtorno que vocês vivenciam?

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Minha psicóloga levantou recentemente a hipótese de que eu tenha esse transtorno e me encaminhou à psiquiatra para uma avaliação psiquiátrica. Queria entender como isso se manifesta na vida real, além da descrição dos livros e manuais diagnósticos.

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u/bellaszz — 9 days ago

Sou autista nível 1, mas tenho traços fortíssimos de TPAS. Alguém mais vive essa dualidade?

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Desde criança eu sempre fui MUITO agressiva fisicamente quando frustrada ou até mesmo de modo consciente. Atacava os outros na base da raiva. Também fazia maldades com animais, embora hoje em dia eu seja mais negligente do que ativamente cruel. Nunca gostei de me submeter a autoridades – quando pequena, recusava a pedir pra ir no banheiro ou beber água só por birra de mando.

Meu leque emocional é ridiculamente pequeno. Sinto basicamente: raiva, nojo, euforia (não alegria, é diferente), inveja e tesão. Não sinto vergonha, mas devido ao autismo tenho dificuldades de agir desinibida em espaços sociais, não sinto culpa e nem arrependimento. Se eu machuco alguém, o que me incomoda não é o sofrimento da pessoa, e sim se ela pode me tirar algum privilégio ou me prejudicar de volta. Vivo justificando meus erros com traumas ou com os erros dos outros.

MAS CALMA, não sou 100% robô. Eu consigo ter empatia cognitiva e comportamental às vezes. Tipo, eu racionalmente entendo o que a pessoa tá sentindo e até sei como agir pra consolar ou ajudar na prática. Mas é uma análise lógica, não uma conexão emocional. Se a pessoa começa a chorar muito ou se lamentar, ao invés de empatia afetiva, eu sinto raiva e irritação profunda – aquela sensação de "pelo amor de Deus, para com isso".

Sobre o luto: pra mim, perda é algo material. Lembro das pessoas por coisas que fiz por elas ou por bens que conquistei juntas, não por saudade abstrata.

No social, aqui é a parte que me confunde: eu sou extremamente sociável, desinibida, e as pessoas costumam gostar muito de mim. Uso isso como um trunfo. Inclusive, copio personalidades e comportamentos (o famoso masking) pra me enturmar ou pra conquistar alguém que eu quero. Tenho sentimento de posse por pessoas específicas, mas na prática tenho preguiça de manter o relacionamento – e se dão atenção pra elas, eu fico possessa.

Falando em possessão, vejo algumas pessoas como "objetivos". Se eu quero alguém como namorado, viro uma meta.

E sim, parte pesada: tenho pensamentos homicidas, fascínio por morte, sequestro e até por estupro (não vou negar aqui, é real). Também destruo coisas dos outros, tenho histórico de tentativas de roubo e minto constantemente pra evitar prejuízos. Se alguém me prejudica, puni com silêncio e desprezo.

Detalhe curioso: gosto de músicas melancólicas ou funks pesados porque eles me ajudam a GERAR tristeza (pra chamar atenção ou sentir algo) ou uma euforia desenfreada. Parece que meu cérebro não produz esses afetos sozinho, preciso de estímulo externo. Ah, e sinto nojo de ver ou ouvir gente transando pessoalmente, mas isso não me impede de consumir conteúdo pesado sozinha – vai entender.

Meu sono é todo zoado. Posso dormir 23h e acordar 3h da manhã completamente desperta, sem sono nenhum, ou dormir muito tarde e acordar tarde – mas tudo isso sem euforia, então bipolaridade não bate.

Ah, e eu tenho medos também (não vou listar todos aqui, mas eles existem), o que contradiz um pouco a imagem de "pedra" que passo.

O que disso é meu autismo e o que é TPAS/psicopatia? Alguém mais aqui tem essa combinação? Como vocês lidam com isso no dia a dia sem se autossabotarem?

LEMBRANDO QUE NÃO ME ORGULHO DE NADA DISSO

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u/bellaszz — 11 days ago

Alguém mais tem essa dualidade?

Desde criança eu sempre fui MUITO agressiva fisicamente quando frustrada. Atacava os outros na base da raiva. Também fazia maldades com animais, embora hoje em dia eu seja mais negligente do que ativamente cruel. Nunca gostei de me submeter a autoridades – quando pequena, recusava a pedir pra ir no banheiro ou beber água só por birra de mando.

Meu leque emocional é ridiculamente pequeno. Sinto basicamente: raiva, nojo, euforia (não alegria, é diferente), inveja e tesão. Não sinto vergonha, mas devido ao autismo tenho dificuldades de agir desinibida em espaços sociais, não sinto culpa e nem arrependimento. Se eu machuco alguém, o que me incomoda não é o sofrimento da pessoa, e sim se ela pode me tirar algum privilégio ou me prejudicar de volta. Vivo justificando meus erros com traumas ou com os erros dos outros.

MAS CALMA, não sou 100% robô. Eu consigo ter empatia cognitiva e comportamental às vezes. Tipo, eu racionalmente entendo o que a pessoa tá sentindo e até sei como agir pra consolar ou ajudar na prática. Mas é uma análise lógica, não uma conexão emocional. Se a pessoa começa a chorar muito ou se lamentar, ao invés de empatia afetiva, eu sinto raiva e irritação profunda – aquela sensação de "pelo amor de Deus, para com isso".

Sobre o luto: pra mim, perda é algo material. Lembro das pessoas por coisas que fiz por elas ou por bens que conquistei juntas, não por saudade abstrata.

No social, aqui é a parte que me confunde: eu sou extremamente sociável, desinibida, e as pessoas costumam gostar muito de mim. Uso isso como um trunfo. Inclusive, copio personalidades e comportamentos (o famoso masking) pra me enturmar ou pra conquistar alguém que eu quero. Tenho sentimento de posse por pessoas específicas, mas na prática tenho preguiça de manter o relacionamento – e se dão atenção pra elas, eu fico possessa.

Falando em possessão, vejo algumas pessoas como "objetivos". Se eu quero alguém como namorado, viro uma meta.

E sim, parte pesada: tenho pensamentos homicidas, fascínio por morte, sequestro e até por estupro (não vou negar aqui, é real). Também destruo coisas dos outros, tenho histórico de tentativas de roubo e minto constantemente pra evitar prejuízos. Se alguém me prejudica, puni com silêncio e desprezo.

Detalhe curioso: gosto de músicas melancólicas ou funks pesados porque eles me ajudam a GERAR tristeza (pra chamar atenção ou sentir algo) ou uma euforia desenfreada. Parece que meu cérebro não produz esses afetos sozinho, preciso de estímulo externo. Ah, e sinto nojo de ver ou ouvir gente transando pessoalmente, mas isso não me impede de consumir conteúdo pesado sozinha – vai entender.

Meu sono é todo zoado. Posso dormir 23h e acordar 3h da manhã completamente desperta, sem sono nenhum, ou dormir muito tarde e acordar tarde – mas tudo isso sem euforia, então bipolaridade não bate.

Ah, e eu tenho medos também (não vou listar todos aqui, mas eles existem), o que contradiz um pouco a imagem de "pedra" que passo.

O que disso é meu autismo e o que é TPAS/psicopatia? Alguém mais aqui tem essa combinação? Como vocês lidam com isso no dia a dia sem se autossabotarem?

LEMBRANDO QUE NÃO ME ORGULHO DE NADA DISSO

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u/bellaszz — 11 days ago

Sou autista nível 1, mas tenho traços fortíssimos de TPAS. Alguém mais vive essa dualidade?

​

Desde criança eu sempre fui MUITO agressiva fisicamente quando frustrada. Atacava os outros na base da raiva. Também fazia maldades com animais, embora hoje em dia eu seja mais negligente do que ativamente cruel. Nunca gostei de me submeter a autoridades – quando pequena, recusava a pedir pra ir no banheiro ou beber água só por birra de mando.

Meu leque emocional é ridiculamente pequeno. Sinto basicamente: raiva, nojo, euforia (não alegria, é diferente), inveja e tesão. Não sinto vergonha, mas devido ao autismo tenho dificuldades de agir desinibida em espaços sociais, não sinto culpa e nem arrependimento. Se eu machuco alguém, o que me incomoda não é o sofrimento da pessoa, e sim se ela pode me tirar algum privilégio ou me prejudicar de volta. Vivo justificando meus erros com traumas ou com os erros dos outros.

MAS CALMA, não sou 100% robô. Eu consigo ter empatia cognitiva e comportamental às vezes. Tipo, eu racionalmente entendo o que a pessoa tá sentindo e até sei como agir pra consolar ou ajudar na prática. Mas é uma análise lógica, não uma conexão emocional. Se a pessoa começa a chorar muito ou se lamentar, ao invés de empatia afetiva, eu sinto raiva e irritação profunda – aquela sensação de "pelo amor de Deus, para com isso".

Sobre o luto: pra mim, perda é algo material. Lembro das pessoas por coisas que fiz por elas ou por bens que conquistei juntas, não por saudade abstrata.

No social, aqui é a parte que me confunde: eu sou extremamente sociável, desinibida, e as pessoas costumam gostar muito de mim. Uso isso como um trunfo. Inclusive, copio personalidades e comportamentos (o famoso masking) pra me enturmar ou pra conquistar alguém que eu quero. Tenho sentimento de posse por pessoas específicas, mas na prática tenho preguiça de manter o relacionamento – e se dão atenção pra elas, eu fico possessa.

Falando em possessão, vejo algumas pessoas como "objetivos". Se eu quero alguém como namorado, viro uma meta.

E sim, parte pesada: tenho pensamentos homicidas, fascínio por morte, sequestro e até por estupro (não vou negar aqui, é real). Também destruo coisas dos outros, tenho histórico de tentativas de roubo e minto constantemente pra evitar prejuízos. Se alguém me prejudica, puni com silêncio e desprezo.

Detalhe curioso: gosto de músicas melancólicas ou funks pesados porque eles me ajudam a GERAR tristeza (pra chamar atenção ou sentir algo) ou uma euforia desenfreada. Parece que meu cérebro não produz esses afetos sozinho, preciso de estímulo externo. Ah, e sinto nojo de ver ou ouvir gente transando pessoalmente, mas isso não me impede de consumir conteúdo pesado sozinha – vai entender.

Meu sono é todo zoado. Posso dormir 23h e acordar 3h da manhã completamente desperta, sem sono nenhum, ou dormir muito tarde e acordar tarde – mas tudo isso sem euforia, então bipolaridade não bate.

Ah, e eu tenho medos também (não vou listar todos aqui, mas eles existem), o que contradiz um pouco a imagem de "pedra" que passo.

O que disso é meu autismo e o que é TPAS/psicopatia? Alguém mais aqui tem essa combinação? Como vocês lidam com isso no dia a dia sem se autossabotarem?

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u/bellaszz — 11 days ago

Poderiam me esclarecer essa dúvida?

Minha psicóloga observou traços sugestivos de Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) em relação aos meus comportamentos e eu tenho uma dúvida:

Quando criança eu tinha pediofobia (medo de bonecas), no entanto situações de risco real não me geravam esse sentimento.

Em uma determinada vez, um homem entrou na minha casa e eu o encarei frente a frente, ele me cumprimentou, eu o cumprimentei, depois que me veio a mente que era alguém desconhecido, meu corpo travou porém minha mente permaneceu lúcida, gritei minha mãe e depois quando fui relatar pra minha família, joguei mentiras sobre a história. Isso é possível dentro desse transtorno?

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u/bellaszz — 29 days ago