
u/funnydelight

O meu irmão vive em Portugal e tem um filho no estrangeiro. O que fariam nesta situação?
Antes de mais, peço desde já desculpa pelo longo texto.
Tenho uma situação familiar que me está a deixar bastante preocupado e gostava de ouvir opiniões, sobretudo de quem já tenha passado por algo parecido.
O meu irmão tem 35 anos. Viveu em Inglaterra entre 2009 e 2019. Lá conheceu uma portuguesa, começaram uma relação e tiveram um filho em 2015. Separaram-se em 2018.
Em 2019, o meu irmão voltou para Portugal, principalmente para ajudar a nossa mãe, que estava doente. Entretanto a nossa mãe acabou por falecer em 2025 e ele ficou cá. Não quer voltar para Inglaterra, porque entretanto construiu a vida dele cá. Além disso, ficou com algumas dívidas em Inglaterra e financeiramente também não tem condições para andar constantemente a viajar para lá.
Neste momento trabalha e ganha basicamente o salário mínimo. Não tem propriamente grandes qualificações nem uma situação financeira que lhe permita ir a Inglaterra regularmente.
O problema é que o filho continua a viver em Inglaterra com a mãe.
Não existe nenhum acordo formal relativamente às responsabilidades parentais/contacto. A relação entre o meu irmão e a mãe do miúdo sempre foi bastante complicada e, pelo que sei, ela é uma pessoa muito difícil. Dito isto, eu não estive dentro da relação deles e não sei todos os pormenores da separação, portanto também não quero estar aqui a fazer de conta que conheço a história toda.
O que vejo actualmente é isto:
O meu irmão manda mensagens praticamente todos os dias a perguntar pelo filho, mas muitas vezes não obtém resposta. De vez em quando consegue fazer uma videochamada, mas não existe propriamente uma rotina. Quando consegue ir a Inglaterra, consegue estar com o miúdo e, pelo que vejo, os dois dão-se muito bem. O miúdo gosta genuinamente do pai e nota-se que existe uma relação entre eles.
Só que ir a Inglaterra implica voos, alojamento, comida, etc. Para alguém que ganha o salário mínimo não é propriamente uma coisa que se possa fazer frequentemente.
E aqui é que está a minha preocupação.
Não estou a dizer que o meu irmão é perfeito ou que não tenha cometido erros. Certamente cometeu. Também não sei exactamente tudo o que aconteceu entre os dois quando se separaram.
Mas custa-me vê-lo aceitar isto como se não houvesse alternativa.
A minha pergunta é sobretudo para quem conhece a realidade de Inglaterra ou já passou por situações semelhantes:
- O que pode um pai fazer em Inglaterra quando não existe nenhum acordo formal e a outra pessoa não facilita o contacto?
- Faz sentido procurar um solicitor/advogado ou tentar mediação?
- É possível estabelecer legalmente um regime de contacto, incluindo videochamadas e períodos de férias?
- Sendo que o pai vive em Portugal, pode ser estabelecido algum tipo de acordo para o filho passar férias com ele em Portugal?
- Existem apoios para alguém com poucos rendimentos conseguir orientação jurídica?
- E, mais importante, alguém já passou por uma situação semelhante? O que fizeram?
Não estou à procura de "a mãe é uma cabra, vai para tribunal". Queria mesmo perceber se existe alguma solução razoável que o meu irmão possa pelo menos explorar.
Porque sinceramente acho que esperar até aos 18 não é uma boa estratégia, nem para ele nem para o miúdo.
TL;DR: O meu irmão vive em Portugal, o filho de 11 anos vive em Inglaterra com a mãe e não existe nenhum acordo formal de contacto. A mãe raramente responde às mensagens e as videochamadas são muito irregulares. Ele não tem dinheiro para ir frequentemente a Inglaterra e parece ter-se conformado com a ideia de esperar até o filho fazer 18 anos. Eu acho que isso pode acabar por afastá-los e queria perceber se há alguma solução legal/prática em Inglaterra para um pai nesta situação.
EDIT 1: esqueci-me de referir que não existe uma pensão de alimentos referida por tribunal, o que o meu irmão faz regularmente é enviar dinheiro para uma conta do filho que a mãe tem acesso. Ele guarda os comprovativos todos.
EDIT 2: Sinceramente, esperava um pouco mais de empatia nas respostas. Tenho de reconhecer que talvez tenha expectativas demasiado altas da internet, onde a falta de empatia acaba por ser bastante transversal, independentemente da rede social.
Ainda assim, obrigado a todos os que comentaram, mesmo aos que foram mais críticos. Ninguém disse que o meu irmão é um santo, e eu próprio não sei todos os pormenores da separação nem estou a tentar dizer que ele esteve sempre certo.
A intenção do post era muito mais simples: perceber o que é que ele pode fazer daqui para a frente para conseguir manter o contacto e, sobretudo, uma boa relação com o filho. Não era tentar descobrir quem é o culpado ou quem foi o vilão da história.
O que acho curioso é que, pelas respostas, parece que se critica a pessoa em qualquer cenário. Se ele não quisesse saber do filho, seria um pai de merda. Se quer saber, mas vive noutro país e está a tentar perceber como pode manter a relação com ele, continua a ser um pai de merda porque abandonou a família. Afinal, em que é que ficamos?
É muito fácil tirar conclusões sobre a vida dos outros quando estamos escondidos atrás de um ecrã e só temos meia dúzia de parágrafos para analisar uma situação que aconteceu há quase 10 anos.
De qualquer forma, agradeço particularmente a quem apresentou soluções concretas e experiências pessoais. Era mesmo isso que procurava quando fiz o post e algumas dessas respostas deram-me pistas que vou tentar explorar com o meu irmão.
Acham que devia ser obrigatório ter uma “licença” para ter um cão em Portugal?
Estava a pensar nisto há uns tempos, e após ler muitos posts sobre problemas com cães fiquei curioso para saber o que acham.
A minha ideia seria existir uma espécie de “carta de condução para ter cães”, mas sem a parte de ser cara ou difícil.
Resumidamente: se alguém quiser ter um cão pela primeira vez, teria de fazer uma formação gratuita (por exemplo 3-4 horas, online ou presencial) e passar um pequeno teste. Nada de exames complicados. O objetivo seria simplesmente garantir que a pessoa sabe minimamente no que se está a meter.
Coisas básicas como:
- alimentação e alimentos que podem ser tóxicos;
- necessidades de exercício e atenção;
- comportamento e socialização;
- perceber sinais de medo, stress ou agressividade;
- cuidados de saúde;
- utilização da trela;
- apanhar os dejetos;
- ruído e respeito pelos vizinhos;
- segurança com crianças e outras pessoas;
- custos e responsabilidade de ter um animal durante 10-15 anos;
- regras básicas de convivência em espaços públicos.
E isto não seria para impedir pessoas de ter cães. A licença seria gratuita e qualquer pessoa que fizesse a formação e o teste teria acesso a ela.
Aliás, isto não é assim tão descabido. Na Áustria, desde 1 de julho de 2026, passou a ser obrigatório para quem adquire um novo cão ter um certificado de conhecimentos. São 4 horas de formação teórica antes de adquirir o cão e mais 2 horas de formação prática com o próprio cão posteriormente. O conteúdo inclui coisas como alimentação, saúde, comportamento, linguagem corporal, custos, responsabilidade, treino, etc.
A questão é: isto faria sentido em Portugal?
Eu vejo alguns argumentos a favor, mas também vejo críticas bastante fortes.
A principal crítica, para mim, é esta:
"O problema não é as pessoas não saberem. É muitas vezes simplesmente não quererem saber.”
E acho que é verdade.
A pessoa que não apanha o cocó do cão provavelmente sabe que deve apanhar.
A pessoa que deixa o cão ladrar durante horas provavelmente sabe que incomoda os vizinhos.
A pessoa que anda com o cão solto onde não devia provavelmente sabe que não devia.
Nesse sentido, uma formação não resolve a falta de civismo. Para isso precisamos de fiscalização e multas.
Também vejo outras possíveis críticas:
- será apenas mais burocracia desnecessária?
- até onde deve o Estado interferir na decisão de ter um animal?
- vai realmente melhorar o bem-estar dos cães ou só criar mais uma obrigação?
- e quem já teve cães durante 20 anos? Também deveria fazer a formação?
- e se alguém receber/adotar um cão de emergência?
- será que uma formação consegue realmente preparar alguém para ter um cão?
- pode acabar por dificultar a adoção?
- se é obrigatório para cães, porque não gatos e outros animais?
- quem paga a formação, os formadores e a estrutura necessária, mesmo sendo gratuita para o cidadão?
Por outro lado, parece-me que 3 ou 4 horas de formação gratuita não é propriamente um sacrifício enorme quando estamos a falar de assumir responsabilidade por um animal durante mais de uma década.
Não tenho uma opinião 100% fechada sobre isto. É mais uma ideia que me parece interessante e gostava mesmo de perceber os argumentos contra.
E uma última questão: acham que isto é uma ideia suficientemente razoável para tentar avançar com uma petição pública em Portugal, ou seria estar a criar burocracia para resolver um problema que se resolve melhor com fiscalização das regras que já existem?
Gostava mesmo de ouvir opiniões, sobretudo de quem tem cães.
Abandoned House found hidden in a cave.
Ricardo Velho treina à parte no Farense enquanto espera ofertas
maisfutebol.iol.ptCheiro a amoníaco na casa de banho
Há cerca de 2 a 3 semanas começou a aparecer um cheiro muito intenso numa das casas de banho da minha moradia. Moro aqui há cerca de 6 meses e nunca tinha acontecido antes.
O cheiro é difícil de descrever. Não me parece o típico cheiro a esgoto. Faz-me lembrar mais amoníaco, urina muito forte ou até um cheiro químico, semelhante a lixívia.
Alguns detalhes:
- Acontece apenas numa das duas casas de banho
- A casa de banho tem sanita, lavatório e base de duche, sendo o duche utilizado diariamente.
- Já limpei a casa de banho toda várias vezes, mas o cheiro continua exatamente igual.
- O cheiro é muito mais intenso de manhã, depois de a casa de banho estar fechada durante a noite.
- Se abrir a janela, ao longo do dia o cheiro vai desaparecendo.
- Não consigo perceber se vem da sanita, do lavatório ou do ralo do duche.
Alguém já teve um problema semelhante? Acham que pode ser gases da canalização/esgotos, mesmo não tendo o cheiro típico a esgoto? O que verificariam primeiro antes de chamar um canalizador?
My rating of players that you can get on Faceit.
As someone who has over 3k matches (lvl10) on Faceit and over 15k hours in CS from 1.6 until now, this is my opinion about the people you can meet in your lobby.
Telenovela Anjo Selvagem
Alguém tem ou sabe onde posso encontrar?
A minha Maria é mega fã dessa novela. Há uns meses ela andava a ver pelo Youtube, mas o canal foi abaixo. Ela desanimou imenso e gostava de lhe dar esse "miminho".
Só mais um dia na Fertagus… cada vez pior entrar nestes comboios
Baseado num post anterior
E se só se pudesse convocar jogadores que jogam nas ligas domésticas?
Qual a mais forte?
Nota: na seleção portuguesa, onde está o Ronaldo deveria estar o Moutinho (não apareceu para selecionar).
Recomendações Wallbox em casa
Boas,
Comprei recentemente um carro elétrico (64kWh) que costumo carregá-lo numa tomada normal (~2.2kW), mas estou a ponderar instalar uma wallbox porque já começa a ser chato gerir os carregamentos. Moro numa moradia na margem sul.
A minha potência contratada é de 5.75 kVA, instalação monofásica e garagem privada. Normalmente carrego dos 20/30% até 90%, faço poucos km durante a semana (100km) , mas ao fim de semana faço mais viagens (normalmente 250km por fim de semana).
Estou à procura de recomendações de instaladores de wallbox em Portugal, marcas/modelos que recomendam e soluções com gestão dinâmica de carga (para não disparar o quadro).
Recebi uma proposta da EDP para um plug-in na tomada de 3.7kW por 450€, mas queria perceber se há alternativas melhores/preço-qualidade.
Quem tiver recomendações ou experiências agradeço.
NOTA: No lugar do Ronaldo seria o Moutinho, que não apareceu para selecionar.