









Leopold Aschenbrenner, de apenas 24 anos, acaba de entrar para uma lista que provavelmente preferia evitar. Seu hedge fund, Situational Awareness, sofreu uma queda de cerca de US$ 35 bilhões em julho, após o colapso de posições altamente alavancadas ligadas à inteligência artificial.
O fundo havia chegado ao início de julho com aproximadamente US$ 45 bilhões em ativos, depois de uma sequência extraordinária de ganhos. A reversão veio quando ações ligadas à infraestrutura de IA e semicondutores despencaram. Entre as principais apostas estavam Sandisk e Micron, que juntas representavam mais da metade da carteira americana divulgada pelo fundo. A alavancagem chegou a cerca de 400%.
A queda provocou chamadas de margem e obrigou o Situational Awareness a liquidar boa parte de suas posições. Grande parte da carteira de ações acabou vendida para a Citadel, de Ken Griffin. Aschenbrenner posteriormente informou aos investidores que havia eliminado a alavancagem do portfólio.
Segundo levantamento divulgado pelo Financial Times, a perda coloca o episódio no topo entre os maiores prejuízos de trading já registrados, superando casos históricos envolvendo bancos, empresas e fundos. Para comparação, o colapso da Archegos Capital, de Bill Hwang, aparece com perdas estimadas em US$ 12,6 bilhões.
Há, porém, uma ironia nos números: mesmo depois de perder 67% em julho, o Situational Awareness ainda acumulava valorização de aproximadamente 80% em 2026, graças aos ganhos extraordinários obtidos no primeiro semestre. O episódio tornou-se uma demonstração extrema de como concentração e alavancagem conseguem multiplicar tanto ganhos quanto perdas.
O governo Lula decidiu entregar ao Paraguai o canhão El Cristiano, troféu que o Exército brasileiro conquistou na Guerra da Tríplice Aliança. A decisão saiu de uma cúpula no fim de julho, com Lula, o ministro da Defesa e os comandantes das Forças Armadas na mesa.
O El Cristiano é um obuseiro de bronze de 12 toneladas, fundido em 1867 no Paraguai de Solano López com os sinos das igrejas, confiscados e derretidos pelo Estado. A peça traz gravado o que ela é: "da religião ao Estado". Essa arma serviu em Curupaiti e em Humaitá, e quando a fortaleza caiu os paraguaios a afundaram no rio para não entregá-la. O Brasil a resgatou da água e trouxe como prova da vitória.
A captura foi lícita pelos costumes de guerra da época. O Brasil não deve satisfação a ninguém. As convenções sobre restituição não retroagem, e o código de ética dos museus só obriga a devolver o que saiu de forma ilegal. O canhão é tombado pelo Iphan desde 2009. Para entregá-lo, Lula terá que destombá-lo por decreto e passar a doação pelo Congresso. Essa blindagem existe para proteger a memória do país contra esse tipo de canetada.
E aqui está a parte que envergonha. Foi o Paraguai que invadiu Mato Grosso em 1864 e marchou contra Argentina e Rio Grande do Sul. Lula disse esse fato em público. A resposta do governo foi ceder o maior troféu de uma guerra que o Brasil venceu se defendendo. Estava certo na história e se ajoelhou mesmo assim.
Burke ensinava que a nação é um pacto entre os mortos, os vivos e os que ainda vão nascer. Os troféus de um povo amarram esse pacto. Quem os dá de presente por conveniência dilapida o que pertence a gerações inteiras.
O El Cristiano nasceu do Estado confiscando o sagrado. Entregá-lo como penitência confirma o vício de tratar a memória nacional como moeda de barganha. Nessa história, o que derrete é a espinha do país.
Desde 1889, quando um golpe militar derrubou a Monarquia e proclamou a República, o país se acostumou a conviver com aquilo que hoje trata como normal: crises que se repetem, instabilidade política crônica, presidentes que caem, constituições que se rasgam, e uma disputa permanente pelo poder que raramente sobra em benefício do povo.
1/3 de toda a malha ferroviária foi feito durante o império, se isso não é ter parado no tempo, não sei o que é.
Acredito que 80% dos problemas sociais pelo qual nosso país passa seria resolvido com uma reforma na educação, na forma como ela é aplicada e na forma como ensinamos nossos jovens a pensar, a raciocinar e solucionar problemas básicos do dia a dia. Mas só piora, o sistema não permite reprovação escolar e isso cria a formação básica e médio de quem não sabe interpretar um simples texto, quem dirá saber votar.
Em 2010, enquanto monitorava oportunidades nos mercados de energia e água, Cal Júnior, descobriu uma tecnologia capaz de produzir água diretamente da umidade atmosférica.
Decidiu que, se fosse fazer água do ar, só faria com o ar mais puro do mundo. Assim nasceu a Ô Amazon Air Water, instalada em Barcelos, no coração da Amazônia.
A empresa usa um sistema que capta o ar ambiente, filtra partículas em suspensão, resfria até condensar a umidade e esteriliza por luz ultravioleta antes do envase. A tecnologia batizada de GAUA captura a umidade liberada pelas árvores no processo de transpiração, os
chamados rios voadores da floresta.
O resultado é uma garrafa vendida por mais de R$ 1.200, presente em hotéis e restaurantes de luxo em Paris, Londres, Nova York, Dubai e Macau. Em 2024, a água foi escolhida como presente oficial do governo brasileiro em agenda diplomática com o presidente chinês Xi Jinping.
A meta agora é distribuir dois milhões de unidades por ano no mercado internacional.