Eu estava lá em 2002. O Penta não foi por causa do Ronaldo. Foi um Pacto (Eu juro que vi!)
Podem achar que é fanfic, loucura ou efeito "libera o preso" mas eu preciso botar isso pra fora antes que eu morra com esse segredo. Já faz mais de vinte anos. Sempre que tentei contar para alguém, me trataram como um bêbado maluco que inventou história na comemoração. Mas acho que aqui é o único lugar onde o pessoal não vai me julgar de cara.
Era 2002. Eu era jovem e cheio de energia. Juntei cada centavo por dois anos, deixando até de almoçar para realizar o sonho de ver a final da Copa ao vivo lá no Japão. O estádio estava uma loucura.
O jogo contra a Alemanha estava travado, um sufoco do caramba. O goleiro parecia um monstro no gol, não passava nada. Até que veio o lance do primeiro gol do Ronaldo, no segundo tempo.
Ronaldo correu, o Rivaldo chutou rasteiro e o Kahn bateu roupa. Soltou a bola. Foi exatamente aí. Frações de segundo antes do Ronaldo chegar no rebote, aconteceu uma parada que as câmeras da TV não conseguiu mostrar.
Uma névoa muito densa, branca e gelada, brotou do chão do nada. Não era fumaça de sinalizador, era um troço esquisito que engoliu a grande área num piscar de olhos.
A temperatura no estádio despencou do nada. Ficou tão frio que dava para ver o hálito saindo da boca em pleno verão japonês. Todo mundo em volta deu uma travada, meio em choque com o frio repentino. E, por entre aquele borrão de fumaça, eu juro por tudo que é mais sagrado: eu vi.
Não foi o Ronaldo que empurrou a bola. Atrás dele, se esticando de um jeito bizarro, apareceu um vulto escuro, uma sombra meio disforme. Essa coisa deu um toque na bola para o fundo da rede e sumiu junto com a névoa. Tudo durou uns três segundos no máximo.
O estádio veio abaixo. O Japão virou um inferno de barulho. O pessoal chorando, se abraçando, e eu estático, congelado. Na mesma hora, subiu um cheiro horroroso de enxofre e carne queimada, de arder o nariz.
Olhei para o lado e vi um senhor com a camisa do Brasil, umas fileiras para baixo. O cara caiu durinho no chão, tendo um troço no coração ali mesmo. Mas o bizarro é que ele não parecia estar sofrendo. Ele estava com um sorriso macabro, esticado de orelha a orelha. Os últimos segundos dele foram soltando um suspiro: *"Valeu a pena... a taça é nossa"*. Morreu olhando para o nada.
Anos depois, cavando em fóruns obscuros da internet, eu finalmente entendi. Aquilo foi um Pacto da Encruzilhada clássico. Aquele velho entregou a alma no fim da vida para garantir o Penta. O demônio aceitou, mas como o diabo gosta de aparecer, quis tripudiar e fazer o gol ele mesmo, ao vivo para o mundo inteiro, enquanto conseguiram abafar o caso na transmissão oficial usando outra câmera.
Hoje, vendo o que acontece no futebol, eu só consigo pensar nisso. A gente sabe o preço que foi pago lá no Japão. Espero que não apareça mais nenhum fanático fazendo pactos, porque não temos um SAN e um Dean Winchester para resolver isso!