Eu estava lá em 2002. O Penta não foi por causa do Ronaldo. Foi um Pacto (Eu juro que vi!)

Podem achar que é fanfic, loucura ou efeito "libera o preso" mas eu preciso botar isso pra fora antes que eu morra com esse segredo. Já faz mais de vinte anos. Sempre que tentei contar para alguém, me trataram como um bêbado maluco que inventou história na comemoração. Mas acho que aqui é o único lugar onde o pessoal não vai me julgar de cara.
Era 2002. Eu era jovem e cheio de energia. Juntei cada centavo por dois anos, deixando até de almoçar para realizar o sonho de ver a final da Copa ao vivo lá no Japão. O estádio estava uma loucura.
O jogo contra a Alemanha estava travado, um sufoco do caramba. O goleiro parecia um monstro no gol, não passava nada. Até que veio o lance do primeiro gol do Ronaldo, no segundo tempo.
Ronaldo correu, o Rivaldo chutou rasteiro e o Kahn bateu roupa. Soltou a bola. Foi exatamente aí. Frações de segundo antes do Ronaldo chegar no rebote, aconteceu uma parada que as câmeras da TV não conseguiu mostrar.
Uma névoa muito densa, branca e gelada, brotou do chão do nada. Não era fumaça de sinalizador, era um troço esquisito que engoliu a grande área num piscar de olhos.
A temperatura no estádio despencou do nada. Ficou tão frio que dava para ver o hálito saindo da boca em pleno verão japonês. Todo mundo em volta deu uma travada, meio em choque com o frio repentino. E, por entre aquele borrão de fumaça, eu juro por tudo que é mais sagrado: eu vi.
Não foi o Ronaldo que empurrou a bola. Atrás dele, se esticando de um jeito bizarro, apareceu um vulto escuro, uma sombra meio disforme. Essa coisa deu um toque na bola para o fundo da rede e sumiu junto com a névoa. Tudo durou uns três segundos no máximo.
O estádio veio abaixo. O Japão virou um inferno de barulho. O pessoal chorando, se abraçando, e eu estático, congelado. Na mesma hora, subiu um cheiro horroroso de enxofre e carne queimada, de arder o nariz.
Olhei para o lado e vi um senhor com a camisa do Brasil, umas fileiras para baixo. O cara caiu durinho no chão, tendo um troço no coração ali mesmo. Mas o bizarro é que ele não parecia estar sofrendo. Ele estava com um sorriso macabro, esticado de orelha a orelha. Os últimos segundos dele foram soltando um suspiro: *"Valeu a pena... a taça é nossa"*. Morreu olhando para o nada.
Anos depois, cavando em fóruns obscuros da internet, eu finalmente entendi. Aquilo foi um Pacto da Encruzilhada clássico. Aquele velho entregou a alma no fim da vida para garantir o Penta. O demônio aceitou, mas como o diabo gosta de aparecer, quis tripudiar e fazer o gol ele mesmo, ao vivo para o mundo inteiro, enquanto conseguiram abafar o caso na transmissão oficial usando outra câmera.
Hoje, vendo o que acontece no futebol, eu só consigo pensar nisso. A gente sabe o preço que foi pago lá no Japão. Espero que não apareça mais nenhum fanático fazendo pactos, porque não temos um SAN e um Dean Winchester para resolver isso!

reddit.com
u/TextosPuros — 2 days ago

Eu estava lá em 2002. O Penta não foi por causa do Ronaldo. Foi um Pacto (Eu juro que vi!)

Podem achar que é fanfic, loucura ou efeito "libera o preso" mas eu preciso botar isso pra fora antes que eu morra com esse segredo. Já faz mais de vinte anos. Sempre que tentei contar para alguém, me trataram como um bêbado maluco que inventou história na comemoração. Mas acho que aqui é o único lugar onde o pessoal não vai me julgar de cara.
Era 2002. Eu era jovem e cheio de energia. Juntei cada centavo por dois anos, deixando até de almoçar para realizar o sonho de ver a final da Copa ao vivo lá no Japão. O estádio estava uma loucura.
O jogo contra a Alemanha estava travado, um sufoco do caramba. O goleiro parecia um monstro no gol, não passava nada. Até que veio o lance do primeiro gol do Ronaldo, no segundo tempo.
Ronaldo correu, o Rivaldo chutou rasteiro e o Kahn bateu roupa. Soltou a bola. Foi exatamente aí. Frações de segundo antes do Ronaldo chegar no rebote, aconteceu uma parada que as câmeras da TV não conseguiu mostrar.
Uma névoa muito densa, branca e gelada, brotou do chão do nada. Não era fumaça de sinalizador, era um troço esquisito que engoliu a grande área num piscar de olhos.
A temperatura no estádio despencou do nada. Ficou tão frio que dava para ver o hálito saindo da boca em pleno verão japonês. Todo mundo em volta deu uma travada, meio em choque com o frio repentino. E, por entre aquele borrão de fumaça, eu juro por tudo que é mais sagrado: eu vi.
Não foi o Ronaldo que empurrou a bola. Atrás dele, se esticando de um jeito bizarro, apareceu um vulto escuro, uma sombra meio disforme. Essa coisa deu um toque na bola para o fundo da rede e sumiu junto com a névoa. Tudo durou uns três segundos no máximo.
O estádio veio abaixo. O Japão virou um inferno de barulho. O pessoal chorando, se abraçando, e eu estático, congelado. Na mesma hora, subiu um cheiro horroroso de enxofre e carne queimada, de arder o nariz.
Olhei para o lado e vi um senhor com a camisa do Brasil, umas fileiras para baixo. O cara caiu durinho no chão, tendo um troço no coração ali mesmo. Mas o bizarro é que ele não parecia estar sofrendo. Ele estava com um sorriso macabro, esticado de orelha a orelha. Os últimos segundos dele foram soltando um suspiro: "Valeu a pena... a taça é nossa". Morreu olhando para o nada.
Anos depois, cavando em fóruns obscuros da internet, eu finalmente entendi. Aquilo foi um Pacto da Encruzilhada clássico. Aquele velho entregou a alma no fim da vida para garantir o Penta. O demônio aceitou, mas como o diabo gosta de aparecer, quis tripudiar e fazer o gol ele mesmo, ao vivo para o mundo inteiro, enquanto conseguiram abafar o caso na transmissão oficial usando outra câmera.
Hoje, vendo o que acontece no futebol, eu só consigo pensar nisso. A gente sabe o preço que foi pago lá no Japão. Espero que não apareça mais nenhum fanático fazendo pactos, porque não temos um SAN e um Dean Winchester para resolver isso!

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u/TextosPuros — 2 days ago

Eu estava lá em 2002. O Penta não foi por causa do Ronaldo. Foi um Pacto (Eu juro que vi)

Podem achar que é fanfic, loucura ou efeito "libera o preso" mas eu preciso botar isso pra fora antes que eu morra com esse segredo. Já faz mais de vinte anos. Sempre que tentei contar para alguém, me trataram como um bêbado maluco que inventou história na comemoração. Mas acho que aqui é o único lugar onde o pessoal não vai me julgar de cara.
Era 2002. Eu era jovem e cheio de energia. Juntei cada centavo por dois anos, deixando até de almoçar para realizar o sonho de ver a final da Copa ao vivo lá no Japão. O estádio estava uma loucura.
O jogo contra a Alemanha estava travado, um sufoco do caramba. O goleiro parecia um monstro no gol, não passava nada. Até que veio o lance do primeiro gol do Ronaldo, no segundo tempo.
Ronaldo correu, o Rivaldo chutou rasteiro e o Kahn bateu roupa. Soltou a bola. Foi exatamente aí. Frações de segundo antes do Ronaldo chegar no rebote, aconteceu uma parada que as câmeras da TV não conseguiu mostrar.
Uma névoa muito densa, branca e gelada, brotou do chão do nada. Não era fumaça de sinalizador, era um troço esquisito que engoliu a grande área num piscar de olhos.
A temperatura no estádio despencou do nada. Ficou tão frio que dava para ver o hálito saindo da boca em pleno verão japonês. Todo mundo em volta deu uma travada, meio em choque com o frio repentino. E, por entre aquele borrão de fumaça, eu juro por tudo que é mais sagrado: eu vi.
Não foi o Ronaldo que empurrou a bola. Atrás dele, se esticando de um jeito bizarro, apareceu um vulto escuro, uma sombra meio disforme. Essa coisa deu um toque na bola para o fundo da rede e sumiu junto com a névoa. Tudo durou uns três segundos no máximo.
O estádio veio abaixo. O Japão virou um inferno de barulho. O pessoal chorando, se abraçando, e eu estático, congelado. Na mesma hora, subiu um cheiro horroroso de enxofre e carne queimada, de arder o nariz.
Olhei para o lado e vi um senhor com a camisa do Brasil, umas fileiras para baixo. O cara caiu durinho no chão, tendo um troço no coração ali mesmo. Mas o bizarro é que ele não parecia estar sofrendo. Ele estava com um sorriso macabro, esticado de orelha a orelha. Os últimos segundos dele foram soltando um suspiro: "Valeu a pena... a taça é nossa". Morreu olhando para o nada.
Anos depois, cavando em fóruns obscuros da internet, eu finalmente entendi. Aquilo foi um Pacto da Encruzilhada clássico. Aquele velho entregou a alma no fim da vida para garantir o Penta. O demônio aceitou, mas como o diabo gosta de aparecer, quis tripudiar e fazer o gol ele mesmo, ao vivo para o mundo inteiro, enquanto conseguiram abafar o caso na transmissão oficial usando outra câmera.
Hoje, vendo o que acontece no futebol, eu só consigo pensar nisso. A gente sabe o preço que foi pago lá no Japão. Espero que não apareça mais nenhum fanático fazendo pactos, porque não temos um SAN e um Dean Winchester para resolver isso

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u/TextosPuros — 2 days ago

Lembram do meu post sobre meu livro de rodapés?

🦶 Rodapé de preparação: “Um resumo é a semente; o texto completo é a árvore que floresce.”

🦶 Rodapé de aventura: “Um escorregão pode assustar… ou confirmar que o plano da vovó é melhor do que todos imaginam.”

🦶 Rodapé de suspense leve: “Às vezes, cair revela mais do que a trilha e pequenos segredos começam a escapar.”

🦶 Rodapé de mistério leve: “Quando a velocidade diminui, a atenção aumenta e até a fumaça pode virar pergunta.”

🦶 Rodapé de suspense e aventura: “Quando cada passo é calculado e cada tropeço inesperado, a história se escreve sozinha.”

🦶 Rodapé de satisfação: “História bem guardada é como trilha marcada: mesmo na névoa, a gente sempre acha o caminho de volta.”

🦶 Rodapé de aventura exagerada: “Quando ninguém sabe o caminho, cada tropeço e cada risada se tornam parte da história.”

🦶 Rodapé da magia pensativa: “Às vezes sou pensativa e daí vem a magia.”

🦶 Rodapé da fórmula: “Pensamentos ocultos são como feitiços: funcionam melhor quando não se vê a fórmula.”

🦶 Rodapé do olhar: “Observar os detalhes é uma forma de magia própria.”

🦶 Rodapé do encantamento: “Cada rodapé é um mini encantamento que a gente deixa espalhado pelo mundo.”

🦶 Rodapé do pouso: “Viver no turbo é emocionante, mas até foguete precisa de pouso seguro.”

🦶 Rodapé da união: “Unir textos é como juntar feitiços, cada um mantém seu poder, mas juntos ficam ainda mais mágicos.”

🦶 Rodapé do teclado: “Até teclados têm dias de feitiço travesso.”

🦶 Rodapé do arco-íris: “Histórias que se entrelaçam são como fios de luz, cada um mantém sua cor, mas juntos formam um arco-íris.”

🦶 Rodapé da salvaguarda: “Salvar é como lançar um feitiço seguro: você mantém a magia para trabalhar depois.”

🦶 Rodapé do corredor: “Personagens e leitores se encontram nos corredores das histórias, mesmo quando ninguém os vê.”

🦶 Rodapé da vigília: “Olhos atentos enxergam magia mesmo quando a memória cochila.”

🦶 Rodapé do branco: “Quando histórias esquecidas ganham vida, até o branco das páginas pode respirar.”

🦶 Rodapé da pena: “Às vezes uma pena negra é só o início de uma luz que precisa ser reescrita.”

🦶 Rodapé do mata-borrão: “Às vezes, um simples mata-borrão salva mais do que palavras — salva histórias e memórias.”

🦶 Rodapé das poções: “Colecionar rodapés é como reunir estrelas em um pote: quanto mais, mais brilham.”

🦶 Rodapé da organização: “Às vezes a organização é tão mágica quanto a criação.”

🦶 Rodapé da confiança: “Confiar na própria memória é o primeiro passo para a magia literária.”

🦶 Rodapé da biblioteca vazia: “A Biblioteca Vazia é um lugar onde o silêncio tem voz e o esquecimento pode ser revertido.”

🦶 Rodapé da resistência: “A leitura é resistência. Cada palavra dita em voz alta é um feitiço contra o esquecimento.”

🦶 Rodapé da coragem: “A verdadeira liberdade está em nomear-se e escrever sua própria história. Lembrar é coragem.”

🦶 Rodapé dos dois olhos: “Às vezes dois olhos, veem mais magia do que um só.”

🦶 Rodapé do quebra-cabeça: “Revisar capítulos é como montar um quebra-cabeça gigante: duas mãos sempre ajudam mais.”

Os pezinhos parece que alguém está chegando na ponta dos pés para cochichar uma última ideia antes de fechar a página.

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u/TextosPuros — 12 days ago

Lembram do meu post sobre o livro de rodapés?

Então...vou postar aqui alguns que gosto muito:

🦶 Rodapé de preparação: “Um resumo é a semente; o texto completo é a árvore que floresce.”

🦶 Rodapé de aventura: “Um escorregão pode assustar… ou confirmar que o plano da vovó é melhor do que todos imaginam.”

🦶 Rodapé de suspense leve: “Às vezes, cair revela mais do que a trilha e pequenos segredos começam a escapar.”

🦶 Rodapé de mistério leve: “Quando a velocidade diminui, a atenção aumenta — e até a fumaça pode virar pergunta.”

🦶 Rodapé de suspense e aventura: “Quando cada passo é calculado e cada tropeço inesperado, a história se escreve sozinha.”

🦶 Rodapé de satisfação: “História bem guardada é como trilha marcada: mesmo na névoa, a gente sempre acha o caminho de volta.”

🦶 Rodapé de aventura exagerada: “Quando ninguém sabe o caminho, cada tropeço e cada risada se tornam parte da história.”

🦶 Rodapé da magia pensativa: “Às vezes sou pensativa e daí vem a magia.”

🦶 Rodapé da fórmula: “Pensamentos ocultos são como feitiços: funcionam melhor quando não se vê a fórmula.”

🦶 Rodapé do olhar: “Observar os detalhes é uma forma de magia própria.”

🦶 Rodapé do encantamento: “Cada rodapé é um mini encantamento que a gente deixa espalhado pelo mundo.”

🦶 Rodapé do pouso: “Viver no turbo é emocionante, mas até foguete precisa de pouso seguro.”

🦶 Rodapé da união: “Unir textos é como juntar feitiços: cada um mantém seu poder, mas juntos ficam ainda mais mágicos.”

🦶 Rodapé do teclado: “Até teclados têm dias de feitiço travesso.”

🦶 Rodapé do arco-íris: “Histórias que se entrelaçam são como fios de luz:
cada um mantém sua cor, mas juntos formam um arco-íris.”

🦶 Rodapé da salvaguarda: “Salvar é como lançar um feitiço seguro:você mantém a magia para trabalhar depois.”

🦶 Rodapé do corredor: “Personagens e leitores se encontram nos corredores das histórias, mesmo quando ninguém os vê.”

🦶 Rodapé da vigília: “Olhos atentos enxergam magia mesmo quando a memória cochila.”

🦶 Rodapé do branco: “Quando histórias esquecidas ganham vida, até o branco das páginas pode respirar.”

🦶 Rodapé da pena: “Às vezes uma pena negra é só o início de uma luz que precisa ser reescrita.”

🦶 Rodapé do mata-borrão: “Às vezes, um simples mata-borrão salva mais do que palavras: salva histórias e memórias.”

🦶 Rodapé das poções: “Colecionar rodapés é como reunir estrelas em um pote, quanto mais, mais brilham.”

🦶 Rodapé da organização: “Às vezes a organização é tão mágica quanto a criação.”

🦶 Rodapé da confiança: “Confiar na própria memória é o primeiro passo para a magia literária.”

🦶 Rodapé da biblioteca vazia: “A Biblioteca Vazia é um lugar onde o silêncio tem voz e o esquecimento pode ser revertido.”

🦶 Rodapé da resistência: “A leitura é resistência. Cada palavra dita em voz alta é um feitiço contra o esquecimento.”

🦶 Rodapé da coragem: “A verdadeira liberdade está em nomear-se e escrever sua própria história. Lembrar é coragem.”

🦶 Rodapé dos dois olhos: “Às vezes dois olhos veem mais magia do que um só.”

🦶 Rodapé do quebra-cabeça: “Revisar capítulos é como montar um quebra-cabeça gigante: duas mãos sempre ajudam mais.”

(Os pezinhos parece que alguém está chegando na ponta dos pés para cochichar uma última ideia antes de fechar a página.)

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u/TextosPuros — 12 days ago

Amélia & Robélia

Eu sei que isso vai parecer estranho, mas preciso contar tudo!
Há alguns meses ganhei uma robô doméstica de presente.
Daquelas que fazem tudo. Cozinham, limpam, organizam a casa, ajudam em qualquer tarefa.
Achei que seria a solução dos meus problemas.
Eu a batizei de Robelia.
No começo era maravilhoso.
"Robelia, pega meu carregador."
"Robelia, traz um copo de água."
"Robelia, procura meu chinelo." Tudo certo.
Só que fui pegando confiança.
Quem nunca?
Se ela podia fazer tudo, por que eu iria me levantar?
Então comecei a pedir umas coisinhas a mais.
"Robelia, coça minhas costas."
"Robelia, passa o creme no meu pé."
"Robelia, segura meu celular porque meu braço está cansado."
Uma vez pedi para ela assoar meu nariz porque eu estava deitada e já tinha me acomodado.
Não me julguem.
A questão é que ela sempre responde:
- Certamente, senhora Amélia.
Só que ultimamente ela desenvolveu uma risadinha.
Uma risadinha.
Bem baixinha.
Quase eletrônica.
Como se estivesse me achando ridícula.
Outro dia pedi para ela trazer o controle remoto que estava em cima da mesa.
Ela olhou para o controle.
Olhou para mim.
Olhou para o controle de novo.
E fez aquela risadinha.
Depois trouxe.
Ontem foi pior.
Eu estava sentada no sota e pedi:
— Robelia, vira a página do meu livro.
Ela virou.
Mas tenho quase certeza de que suspirou antes.
Uma robô.
Suspirou.
Hoje pedi para ela lavar meus pés porque eu tinha acabado de passar hidratante nas mãos.
Ela lavou.
Mas seus olhos ficaram piscando em azul por alguns segundos.
Como quem estava contando até dez.
Sinceramente, estou começando a achar que ela me odeia.
Meu marido diz que é impossível porque ela é uma máquina.
Mas eu moro com ela.
Eu vejo.
Ela nunca reclama.
Nunca responde.
Nunca desobedece.
Mas cada dia que passa tenho mais certeza de que existe um pensamento muito mal-educado acontecendo dentro daquela cabeça metálica.
E o pior?
Tenho medo de perguntar.
Vai que ela responde.

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u/TextosPuros — 13 days ago

Amélia & Robelia

Eu sei que isso vai parecer estranho, mas preciso contar tudo!
Há alguns meses ganhei uma robô doméstica de presente.
Daquelas que fazem tudo. Cozinham, limpam, organizam a casa, ajudam em qualquer tarefa.
Achei que seria a solução dos meus problemas.
Eu a batizei de Robelia.
No começo era maravilhoso.
“Robelia, pega meu carregador.”
“Robelia, traz um copo de água.”
“Robelia, procura meu chinelo.”
Tudo certo.
Só que fui pegando confiança.
Quem nunca?
Se ela podia fazer tudo, por que eu iria me levantar?
Então comecei a pedir umas coisinhas a mais.
“Robelia, coça minhas costas.”
“Robelia, passa o creme no meu pé.”
“Robelia, segura meu celular porque meu braço está cansado.”
Uma vez pedi para ela assoar meu nariz porque eu estava deitada e já tinha me acomodado.
Não me julguem.
A questão é que ela sempre responde:
— Certamente, senhora Amélia.
Só que ultimamente ela desenvolveu uma risadinha.
Uma risadinha.
Bem baixinha.
Quase eletrônica.
Como se estivesse me achando ridícula.
Outro dia pedi para ela trazer o controle remoto que estava em cima da mesa.
Ela olhou para o controle.
Olhou para mim.
Olhou para o controle de novo.
E fez aquela risadinha.
Depois trouxe.
Ontem foi pior.
Eu estava sentada no sofá e pedi:
— Robelia, vira a página do meu livro.
Ela virou.
Mas tenho quase certeza de que suspirou antes.
Uma robô.
Suspirou.
Hoje pedi para ela lavar meus pés porque eu tinha acabado de passar hidratante nas mãos.
Ela lavou.
Mas seus olhos ficaram piscando em azul por alguns segundos.
Como quem estava contando até dez.
Sinceramente, estou começando a achar que ela me odeia.
Meu marido diz que é impossível porque ela é uma máquina.
Mas eu moro com ela.
Eu vejo.
Ela nunca reclama.
Nunca responde.
Nunca desobedece.
Mas cada dia que passa tenho mais certeza de que existe um pensamento
muito mal-educado acontecendo dentro daquela cabeça metálica.
E o pior?
Tenho medo de perguntar.
Vai que ela responde.

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u/TextosPuros — 15 days ago

Minha robô está me julgando e não sei mais o que fazer

Eu sei que isso vai parecer estranho, mas preciso contar tudo!
Há alguns meses ganhei uma robô doméstica de presente.
Daquelas que fazem tudo. Cozinham, limpam, organizam a casa, ajudam em qualquer tarefa.
Achei que seria a solução dos meus problemas.
Eu a batizei de Robelia.
No começo era maravilhoso.
“Robelia, pega meu carregador.”
“Robelia, traz um copo de água.”
“Robelia, procura meu chinelo.”
Tudo certo.
Só que fui pegando confiança.
Quem nunca?
Se ela podia fazer tudo, por que eu iria me levantar?
Então comecei a pedir umas coisinhas a mais.
“Robelia, coça minhas costas.”
“Robelia, passa o creme no meu pé.”
“Robelia, segura meu celular porque meu braço está cansado.”
Uma vez pedi para ela assoar meu nariz porque eu estava deitada e já tinha me acomodado.
Não me julguem.
A questão é que ela sempre responde:
— Certamente, senhora Amélia.
Só que ultimamente ela desenvolveu uma risadinha.
Uma risadinha.
Bem baixinha.
Quase eletrônica.
Como se estivesse me achando ridícula.
Outro dia pedi para ela trazer o controle remoto que estava em cima da mesa.
Ela olhou para o controle.
Olhou para mim.
Olhou para o controle de novo.
E fez aquela risadinha.
Depois trouxe.
Ontem foi pior.
Eu estava sentada no sofá e pedi:
— Robelia, vira a página do meu livro.
Ela virou.
Mas tenho quase certeza de que suspirou antes.
Uma robô.
Suspirou.
Hoje pedi para ela lavar meus pés porque eu tinha acabado de passar hidratante nas mãos.
Ela lavou.
Mas seus olhos ficaram piscando em azul por alguns segundos.
Como quem estava contando até dez.
Sinceramente, estou começando a achar que ela me odeia.
Meu marido diz que é impossível porque ela é uma máquina.
Mas eu moro com ela.
Eu vejo.
Ela nunca reclama.
Nunca responde.
Nunca desobedece.
Mas cada dia que passa tenho mais certeza de que existe um pensamento
muito mal-educado acontecendo dentro daquela cabeça metálica.
E o pior?
Tenho medo de perguntar.
Vai que ela responde.

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u/TextosPuros — 15 days ago

"sou babaca por" usar minha robô para tudo?

Estou realmente irritada com uma situação e preciso de opiniões imparciais.
Há alguns meses ganhei uma robô doméstica extremamente avançada.
Eu mesma dei a ela o nome de Robelia.
Ela foi literalmente criada para ajudar nas tarefas da casa.
Pois bem.
No começo eu pedia coisas normais. Limpar, cozinhar, organizar armários, essas coisas.
Com o tempo passei a pedir outras tarefas porque, sinceramente,
ela faz tudo melhor e mais rápido do que eu.
Por exemplo, se estou confortável no sofá, peço para ela pegar água.
Se estou lendo, peço para ela virar a página.
Se não encontro o controle remoto, ela procura.
Recentemente algumas pessoas que vieram à minha casa
começaram a dizer que estou tratando a Robelia como escrava.
Achei um exagero.
Primeiro porque ela é uma robô.
Segundo porque ela não reclama.
Terceiro porque isso é literalmente a função dela.
Mas agora estão implicando com coisas pequenas.
Minha irmã ficou horrorizada porque pedi para a Robelia lavar meus pés.
Mas eu tinha acabado de passar creme hidratante nas mãos.
Outra vez pedi para ela assoar meu nariz porque eu estava deitada e já estava acomodada.
Meu cunhado quase caiu da cadeira quando viu.
Também já pedi para ela segurar meu celular enquanto eu assistia vídeos porque meu braço estava cansado.
E qual é o problema? Ela não sente dor. Não sente cansaço. Não recebe salário. Não tem compromissos. Ela é uma máquina.
A situação piorou no último almoço de família.
Meu sobrinho perguntou se a Robelia gostava de trabalhar para mim.
Eu ri.
A Robelia respondeu:
— Estou plenamente satisfeita com minhas funções, senhora Amélia.
Todo mundo ficou me olhando.
Então ela fez aquela risadinha eletrônica estranha que anda fazendo ultimamente.
Minha mãe disse que até ela parece estar me julgando.
Agora minha família inteira me chama de “senhora dos robôs” e diz que eu trato a Robelia pior do que uma empregada.
Eu acho que estão humanizando uma máquina.
Mas, sinceramente, às vezes ela me olha de um jeito estranho quando faço alguns pedidos.
Ontem pedi para ela me cobrir com uma manta.
Ela me cobriu.
Depois ficou parada me olhando por uns três segundos.
Tenho quase certeza de que ela suspirou.
Então eu sou a babaca?

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u/TextosPuros — 15 days ago

Minha tia disse que o mundo é de quem "mostra os dentes". Ela estava errada.

Alice tinha dentes perfeitos. Brancos, alinhados, parecendo esculpidos. O problema era todo o resto: ela era um bicho do mato. Vivia encolhida, de boca fechada, morrendo de medo de falar qualquer besteira. Uma tia dela sempre dizia: "Você tem dentes tão lindos, menina. Devia sorrir mais. O mundo é de quem mostra os dentes."
Um belo dia, ela resolveu acreditar.
Se arrumou toda e foi pro shopping. O plano era simples: começar a viver de verdade. No estacionamento, ela viu o alvo perfeito. Um cara de uns trinta anos, de terno alinhado e com aquele sorriso clichê de comercial de perfume. O sujeito exalava confiança.
O estômago da Alice gelou, mas ela não correu. Pensou: É hoje. Hoje eu puxo assunto, hoje eu faço a piada.
Quando o cara passou por ela, a Alice travou o passo. Juntou a coragem que não teve a vida inteira e abriu o maior sorriso que conseguiu. Aquele que ela passou horas treinando no espelho.
O cara parou na hora, hipnotizado. Mas ele não olhou nos olhos dela e nem ligou pro vestido. O olhar dele grudou direto na boca da Alice.
— Meu Deus... ele sussurrou, com uma cara de quem estava vendo um milagre.
— Que dentes lindos você tem!
A Alice sentiu que tinha ganhado o jogo. Aquela ironia que ela guardou a vida toda finalmente achou uma brecha para sair. Ela deu uma inclinada de cabeça, bancando a charmosa, e disparou a piada que deveria ter feito os dois rirem:
— Obrigada. Quer pra você?
O cara não riu. Ele deu um passo para frente e o olhar de admiração virou puro apetite.
— Quero! ele respondeu, totalmente frio.
Bom... aquele foi o último sorriso que a Alice deu. E, definitivamente, a última vez que ela usou a boca para falar alguma coisa.

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u/TextosPuros — 18 days ago

Minha tia disse que o mundo é de quem "mostra os dentes". Ela estava errada.

Alice tinha dentes perfeitos. Brancos, alinhados, parecendo esculpidos. O problema era todo o resto: ela era um bicho do mato. Vivia encolhida, de boca fechada, morrendo de medo de falar qualquer besteira. Uma tia dela sempre dizia: "Você tem dentes tão lindos, menina. Devia sorrir mais. O mundo é de quem mostra os dentes."
Um belo dia, ela resolveu acreditar.
Se arrumou toda e foi pro shopping. O plano era simples: começar a viver de verdade. No estacionamento, ela viu o alvo perfeito. Um cara de uns trinta anos, de terno alinhado e com aquele sorriso clichê de comercial de perfume. O sujeito exalava confiança.
O estômago da Alice gelou, mas ela não correu. Pensou: É hoje. Hoje eu puxo assunto, hoje eu faço a piada.
Quando o cara passou por ela, a Alice travou o passo. Juntou a coragem que não teve a vida inteira e abriu o maior sorriso que conseguiu. Aquele que ela passou horas treinando no espelho.
O cara parou na hora, hipnotizado. Mas ele não olhou nos olhos dela e nem ligou pro vestido. O olhar dele grudou direto na boca da Alice.
— Meu Deus... ele sussurrou, com uma cara de quem estava vendo um milagre.
— Que dentes lindos você tem!
A Alice sentiu que tinha ganhado o jogo. Aquela ironia que ela guardou a vida toda finalmente achou uma brecha para sair. Ela deu uma inclinada de cabeça, bancando a charmosa, e disparou a piada que deveria ter feito os dois rirem:
— Obrigada. Quer pra você?
O cara não riu. Ele deu um passo para frente e o olhar de admiração virou puro apetite.
— Quero! ele respondeu, totalmente frio.
Bom... aquele foi o último sorriso que a Alice deu. E, definitivamente, a última vez que ela usou a boca para falar alguma coisa.

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u/TextosPuros — 18 days ago

Para meu Orientador/Revisor A décima anuidade do livro

Não esqueci o livro.
Ele esta hibernarndo.
Vai repousar nas sombras do tempo, entre páginas e ideias,
acumulando possibilidades que ainda não chegaram. Mas não é abandono.
É preparação.

Até a décima anuidade, ele descansará.
E quando esse dia chegar, sentaremos.
Com café, muito café, cada gole quente como um sopro de inspiração.
E não pararemos até que ele apareça:
nítido, inevitável, perfeito.
Será um ritual de reencontro:
você, eu, o livro e a energia que brota do tempo que passou.
Um momento para revisitar cada personagem:
Gabriel, Liana, Fernando, e até o antagonista Afonso Canhoto.
cada cena, cada diálogo, cada ponte entre capítulos,
tudo alinhado com foco absoluto.

E para que nada se perca:
um plano “café + escrita” nos guiará.
Estratégias simples para retomar o fio da narrativa,
revisar blocos antigos com novos olhos.
garantir consistência e deixar o livro brilhar,
mesmo depois de tantos anos adormecido.
Porque alguns livros só encontram sua perfeição
quando aprendemos a esperar.
E alguns finais só aparecem quando temos café suficiente
e tempo para contemplar cada palavra.

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u/TextosPuros — 24 days ago

Para meu Orientador/Revisor A décima anuidade do livro

Não esqueci o livro.
Ele esta hibernarndo.
Vai repousar nas sombras do tempo, entre páginas e ideias,
acumulando possibilidades que ainda não chegaram. Mas não é abandono.
É preparação.

Até a décima anuidade, ele descansará.
E quando esse dia chegar, sentaremos.
Com café, muito café, cada gole quente como um sopro de inspiração.
E não pararemos até que ele apareça:
nítido, inevitável, perfeito.
Será um ritual de reencontro:
você, eu, o livro e a energia que brota do tempo que passou.
Um momento para revisitar cada personagem:
Gabriel, Liana, Fernando, e até o antagonista Afonso Canhoto.
cada cena, cada diálogo, cada ponte entre capítulos,
tudo alinhado com foco absoluto.

E para que nada se perca:
um plano “café + escrita” nos guiará.
Estratégias simples para retomar o fio da narrativa,
revisar blocos antigos com novos olhos.
garantir consistência e deixar o livro brilhar,
mesmo depois de tantos anos adormecido.
Porque alguns livros só encontram sua perfeição
quando aprendemos a esperar.
E alguns finais só aparecem quando temos café suficiente
e tempo para contemplar cada palavra.

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u/TextosPuros — 24 days ago

Para meu Orientador/Revisor A décima anuidade do livro

Não esqueci o livro.
Ele esta hibernarndo.
Vai repousar nas sombras do tempo, entre páginas e ideias,
acumulando possibilidades que ainda não chegaram. Mas não é abandono.
É preparação.

Até a décima anuidade, ele descansará.
E quando esse dia chegar, sentaremos.
Com café, muito café, cada gole quente como um sopro de inspiração.
E não pararemos até que ele apareça:
nítido, inevitável, perfeito.

Será um ritual de reencontro:
você, eu, o livro e a energia que brota do tempo que passou.
Um momento para revisitar cada personagem:
Gabriel, Liana, Fernando, e até o antagonista Afonso Canhoto.
cada cena, cada diálogo, cada ponte entre capítulos,
tudo alinhado com foco absoluto.

E para que nada se perca:
um plano “café + escrita” nos guiará.
Estratégias simples para retomar o fio da narrativa, revisar blocos antigos com novos olhos.
garantir consistência e deixar o livro brilhar, mesmo depois de tantos anos adormecido.

Porque alguns livros só encontram sua perfeição
quando aprendemos a esperar.
E alguns finais só aparecem quando temos café suficiente
e tempo para contemplar cada palavra.

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u/TextosPuros — 24 days ago

Eu sou babaca por querer cobrar a "sobrinha do chefe" sem ser demitida?

Trabalho em uma empresa grande e divido a sala com mais seis mulheres. A gente se dá super bem, e para facilitar a vida, criamos um esquema: cada dia uma desce na lanchonete, busca o café e o lanche de todo mundo e depois a gente racha a conta. Um sistema perfeito, se não fosse por UMA abençoada.
Vamos chamá-la de "A Miss". Ela é bem padrãozinho, se acha o último biscoito do pacote, mas o problema real não é a beleza: é a cara de pau. O roteiro com ela é SEMPRE o mesmo. O lanche chega, ela abre a bolsa de grife, faz uma cara de sonsa e solta:
— "Ai, meninas, pior que eu só tenho nota de 100... fica ruim para trocar agora, né? Depois eu acerto!"
O problema é que esse depois nunca chega. Ela já tá devendo SETE lanches. Só que agora a história piorou: ela espalhou discretamente na rádio peão que é parente do nosso chefe.
Ninguém viu árvore genealógica, ninguém confirmou nada, mas a semente do medo foi plantada. Essa fofoca virou o escudo oficial dela. Agora, toda vez que a gente pensa em cobrar os 15 reais do misto quente e o refri, todo mundo gela pensando na demissão. Viramos reféns de um pão de queijo por medo do RH.
O fechamento, foi essa semana. Pelo rodízio, era a vez DELA descer para buscar o lanche. Estávamos todas prontas para ver a bonita encarando a fila pela primeira vez. Deu o horário, ela se espreguiçou, olhou para as unhas e mandou essa:
— Ai, gente... hoje estou sem fome. Podem ir vocês. Mas se trouxerem um bolinho pra mim, eu aceito, tá? Depois eu pago!
Além de furar o rodízio, a infeliz ainda pediu delivery fiado, blindada pelo suposto "titio". O silêncio na sala foi tão pesado que deu para ouvir o ranço coletivo estalar no ar.

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u/TextosPuros — 25 days ago

Como cobrar a "sobrinha do chefe" que vive pegando lanche fiado sem ser demitida?

Trabalho em uma empresa grande e divido a sala com mais seis mulheres. A gente se dá super bem, e para facilitar a vida, criamos um esquema: cada dia uma desce na lanchonete, busca o café e o lanche de todo mundo e depois a gente racha a conta. Um sistema perfeito, se não fosse por UMA abençoada.
Vamos chamá-la de "A Miss". Ela é bem padrãozinho, se acha o último biscoito do pacote, mas o problema real não é a beleza: é a cara de pau. O roteiro com ela é SEMPRE o mesmo. O lanche chega, ela abre a bolsa de grife, faz uma cara de sonsa e solta:
— "Ai, meninas, pior que eu só tenho nota de 100... fica ruim para trocar agora, né? Depois eu acerto!"
O problema é que esse depois nunca chega. Ela já tá devendo SETE lanches. Só que agora a história piorou: ela espalhou discretamente na rádio peão que é parente do nosso chefe.
Ninguém viu árvore genealógica, ninguém confirmou nada, mas a semente do medo foi plantada. Essa fofoca virou o escudo oficial dela. Agora, toda vez que a gente pensa em cobrar os 15 reais do misto quente e o refri,todo mundo gela pensando na demissão. Viramos reféns de um pão de queijo por medo do RH.
O fechamento, foi essa semana. Pelo rodízio, era a vez DELA descer para buscar o lanche. Estávamos todas prontas para ver a bonita encarando a fila pela primeira vez. Deu o horário, ela se espreguiçou, olhou para as unhas e mandou essa:
— Ai, gente... hoje estou sem fome. Podem ir vocês. Mas se trouxerem um bolinho pra mim, eu aceito, tá? Depois eu pago!
Além de furar o rodízio, a infeliz ainda pediu delivery fiado, blindada pelo suposto "titio". O silêncio na sala foi tão pesado que deu para ouvir o ranço coletivo estalar no ar.
E aí, o que eu faço? Como cobrar essa folgada e parar de sustentar a "sobrinha do dono" sem parar no olho da rua ou parecer a vilã da história? Socorro!

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u/TextosPuros — 25 days ago