Pensamento curto e raso: Já marginalizamos pessoas... agora estamos marginalizando o conhecimento... (e o pensar)

Quero muito que vc leia/absorva algo, então resumi os principais tópicos (MAS LÊ O TEXTO TODO PRA ABSORVER O MÍNIMO, PORQUE O QUE ESCREVI É BEM RASO) =>

Analfabetismo funcional -> O problema não é apenas saber ler e escrever, mas conseguir raciocinar e utilizar conhecimento no cotidiano

O problema vai além da escola -> não estou dizendo que a escola é a única culpada. Família, sociedade, cultura, internet, colegas, instituições e o próprio sistema também alimentam isso

Conhecimento ≠ decoreba -> a crítica principal é ao ensino em que você aprende "o que fazer", mas não entende "por quê"

Professores também estão presos nisso -> a história do meu professor de história, basicamente...

E depois da escola? -> essa é a parte mais importante e MENOS DESENVOLVIDA POR MIM KKKKKKKKKKK. depois que você sai da escola, ninguém vai necessariamente continuar ensinando você a pensar. A busca por conhecimento passa a depender muito mais de você

E não, não acho que “todo mundo é burro menos eu e 100” KKKKKKK -> a ideia é discutir por que tantas pessoas tem pouco acesso, incentivo ou tempo para desenvolver conhecimento e autonomia

- INTRODUÇÃO: Pense na última vez que você foi pra uma sala de aula... Você já sentiu que o conhecimento era... superficial? Que o conhecimento era... infantilizado? Focado em decorar fórmulas? Focado em só ir bem no bendito do ENEM?

O assunto que quero trazer hoje tem certa relação com meu outro post "Estamos emburrecendo... e desaprendemos a viver..." (https://www.reddit.com/r/FilosofiaBAR/comments/1vms2hi/estamos_emburrecendo_e_desaprendemos_a_viver/ se quiser ver); no contexto do post, fui bastante superficial em relação a tudo - por isso queria aprofundar no conhecimento ensinado.

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- Analfabetismo funcional: De acordo com o Google: "analfabetismo funcional é uma crise invisível em que o sistema de ensino garante o acesso à escola, mas falha em ensinar o essencial para a vida".

Quase 1/3 da população brasileira é considerada analfabeta funcional, ou seja: conseguem ler palavras ou frases curtas, mas são incapazes de interpretar textos simples ou fazer contas de matemática básica do dia a dia.

Mas vamos ser sinceros que há pessoas "meio analfabetas funcionais", e elas são muito mais. O que você lê? O que você consome? Quanto tempo você passa no que consome? Quanto tempo você desperdiça? Como aprendeu o básico da vida adulta: comprar um apartamento sem cair em nenhum "golpe", construir um currículo, declarar um imposto de renda, ter uma relação saudável com as pessoas, fugir de vícios, etc?

O ponto que quero chegar (sou obrigado a desenvolver de forma muito rasa e rápida pra ALGUNS PREGUIÇOSOS que não conseguem ler um "texto longuinho") é que estamos, além de analfabetos funcionais ou "meio analfabetos funcionais", formando cidadãos não pensantes - que só vivem a vida, sem pensar nas dificuldade, sem saber como enfrentar uma dor, esmagado por um sistema, etc.

Crise. É uma palavra que pega 10% do que está acontecendo.

Já perdi as contas (porque ainda tento) de explicar pra uma pessoa que um ARROZ e FEIJÃO não faz mal.

Mas a culpa é da pessoa? Só dela?

>

- Quem é o culpado?: Se você já leu alguma notícia sobre, sempre vai encontrar as manchetes: "Escolas brasileiras ainda formam analfabetos funcionais", "Analfabetismo funcional alto mostra fracassos na educação". Por isso deve achar que a culpa é inteiramente das escolas. E eu concordo -> menos que inteiramente.

Se voltarmos à época da Revolução Industrial, vamos lembrar do sistema militar prussiano e da necessidade de "trabalhadores na fábrica". O objetivo: cidadãos não pensantes. Evoluímos ao ponto de não termos que "só decorar fórmulas pro trabalho" -> agora tem vestibulares (o problema não são os vestibulares, é ele ser construído ou ser a desculpa do sistema para cantar a musiquinha da tangente) e, além dos vestibulares, ASSUNTOS DEMAIS.

Só que esses assuntos demais viram: "isso são pilhas em série, aqui tem 6V; isso são pilhas em paralelo, aqui tem 1,5 V", "oxe, qual o motivo?", "você aprende depois" (spoiler: esse "depois" se acumula com outros 1001).

Então sabemos que o sistema educacional (você sabe) é horrível.

O que afirmo é ÓBVIO.

até demais...

(quer aprofundar? https://www.reddit.com/r/DeepThoughts/comments/1i9qazx/the_education_system_is_deeply_flawed_and_one_of/?tl=pt-br )

Podemos falar dos professores: exploração, salários baixos, exaustão, etc.

Que aluno quer decorar fórmula? Mas os professores são obrigados a seguir o sistema: e vou contar uma história sobre ->

No meu 8º ano, eu tive um professor de história novo (bem no ano após a perda dos meus pais): ele era o cara mais incrível do mundo, explicava a matéria como ninguém - só que ele ia além - ele trazia discussões tão profundas e relevantes de uma forma sublime. Pegar esses "jovens" sem conhecimento (de verdade) e fazer essa maravilha. (além do controle dele na sala de aula com +40 alunos)

Gostei tanto dele que tentei pegar o e-mail dele. Isso foi depois de 6 meses que ele entrou.

Ele foi demitido depois de 6 meses.

O que os outros professores aprendem com isso?

"Temos que seguir o sistema"

Mas ninguém gosta do sistema - mas todo mundo vira escravo do sistema.

Quando tem lição de casa demais, as mães/pais elogiam. Quando o aluno tira nota vermelha em uma matéria aleatória, ele se sente um fardo. Evoluímos e passamos por tanto pra... isso?

Todos que fazem "parte desse sistema" crescem ele. Quantas risadas um aluno de nota vermelha ganha de outros alunos? (por exemplo)

Enfim, enfim. Chega de falar do mundo escolar.

(https://www.reddit.com/r/ProfessoresBR/comments/1uycfmk/voc%C3%AAs_realmente_acreditam_na_escola/ => "alguma coisa nessa instituição me faz ficar com a pulga atrás da orelha")

- O que o mundo pós escola aguarda?: Vc, que é estudante, cite (na sua cabeça).

Enfim, já falei bastante desse assunto no outro post: mas, resumindo num português bem claro -> se você não se desenvolver por conta própria ou buscar o conhecimento, você vai ser refém do sistema que vc sabe que é uma merda :)

Só não prolongo senão ninguém lê ;_;

Mas a gente prolonga nos comentários ;)

Falow!

Agradecimentos, Alex ;)

Detalhes extras de comentários:

Quem ensina uma pessoa a interpretar um contrato (tipo de empréstimos maiores/serviços maiores)?

Quem ensina a identificar manipulação ou "golpes" (Patrick Jane kkkkkkkkkkk)?

Quem ensina a ver e pensar de forma crítica sobre uma notícia?

Quem ensina a diferenciar argumento de opinião?

Quem ensina a continuar aprendendo (DE VERDADE) depois que não existe mais prova, notas ou professor?

Claro que a educação não deveria apenas entregar respostas. Ela tem que ensinar o bendito do ser humano a encontrar essas respostas "sozinho".

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 2 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

--------------------------------------------------------------------------------------------

— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

reddit.com
u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

(não tinha flair de conto kkkkkkkk)

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

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— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

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— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

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— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

(post originalmente em português do Brasil)

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

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— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

reddit.com
u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

--------------------------------------------------------------------------------------------

— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Enquanto não avalio: Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

--------------------------------------------------------------------------------------------

— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Adaptação de Romeu e Julieta – Cena 5, ato 1

(post originalmente em português do Brasil)

Como um exercício, tentei pegar uma cena de Romeu e Julieta e transformá-la em narrativa em prosa (+ nos dias atuais, mudando alguns pontos; mesmo com a dificuldade porque William Shakespeare fez algo muito abrupto no original). Aqui vai o 1º rascunho do texto:

Romeu apertou a maçaneta gélida de metal da porta daquele bar e a empurrou. As risadas alcoólicas e os tilintares de copos de vidro eclodiram na audição de Romeu. Ele atravessou a entrada e caminhou alguns passos dentro do salão. Um garçom de cabelos grisalhos passou do seu lado, tropeçou nos próprios pés e derramou a bebida na roupa de Romeu.

— Desculpa... — o garçom sussurrou enquanto corria pelo salão, com seus sapatos deixando um rastro de marcas pretas pelo piso claro.

“Vai tomar banho, garçom do caralho.” — Pensou Romeu; e começou a esfregar a mancha de bebida em sua roupa quando um som de chiado espalhou-se pelo ambiente.

— Mas que por... — a voz pigarreou — olá, gente. Sejam muito bem-vindos ao Bar do Capuleto. O baile já vai começar — a voz foi trocada por uma estridente música eletrônica. A música penetrava dolorosamente na cabeça de Romeu. Ele continuou avançando pelo salão e tocou no ombro de um jovem qualquer.

— Cê sabe onde tá a Julie... — o jovem se virou. Olhos tão belos quanto os de Julieta. Uma vermelhidão manchou a cara do jovem. Homens fortes e mulheres felizes sapateavam ao redor deles. Ele cerrou seus punhos e gritou para Romeu:

— Para de querer minha prima, porra! — Tebaldo avançou em direção a Romeu. Uma gota de suor escorreu da testa de Romeu.

Tebaldo desferiu um punho, mas Romeu abaixou e desviou do golpe. Porém, Romeu escorregou em algo molhado. O mundo girou e ele bateu a cabeça no chão. A visão embaçou e os cheiros sumiram. Ainda assim, o som do impacto do soco eclodiu; Romeu fez esforço e viu um homem forte e robusto, Sansão, que segurava seu nariz que estava sangrando.

Tebaldo foi embora marchando, mostrando o dedo do meio nas costas — Sansão seguiu na direção de Tebaldo.

A visão de Romeu começou a sumir. Um chiado tocou. A escuridão tomava tudo e o chão não tinha mais textura. Com toda a força que tinha, Romeu clamou pelo nome de Julieta.

Antes de imergir na escuridão, Romeu conseguiu ver uma silhueta de uma mulher — a anja mais bonita que existia no Universo.

--------------------------------------------------------------------------------------------

— Ei... Acorda... Seu coração tá batendo muito rápido... — uma luz branca começou a invadir a visão de Romeu quando a voz mais linda do mundo foi ouvida.

Romeu abriu os olhos lentamente — o que viu foi a divindade de cabelos ruivos e vestido amarelo como os passarinhos ao seu lado. Romeu sussurrou:

— Tô bem... — Romeu começou a se levantar. Julieta tocou no seu ombro, o impedindo de levantar.

— Repousa, tá? — Julieta sussurrou.

Romeu assentiu.

— Quem é você?

Julieta sorriu e respondeu seu nome. Os dois se encararam por um longo tempo. Julieta coçou a nuca e Romeu sentou-se no chão. Ele respirou fundo.

— Julieta... hum... tá sem ninguém pra dançar?

Julieta o encarou com as bochechas rosadas e disse:

— Tem um bosta chamado Páris... mas tô fugindo dele...

Romeu abriu um sorriso tímido.

— Não gostou da Torre Eiffel?

Julieta negou com a cabeça. As juntas de Romeu embranqueceram. Julieta também sentou-se no chão. Romeu encarou o movimento.

— Eh... seu nome? — Julieta perguntou e Romeu respondeu. — Romeu... sua piada foi tão merda que nem tenho palavras pra definir.

Romeu deu uma risada de nervoso. Os dois se olharam novamente. Romeu fechou os olhos. Trincou os dentes. Ofegou. Levantou-se lentamente e apontou para o salão. Julieta levantou-se e ambos foram dançar.

— Sabe, Romeu, cê é um cara legal.

As bochechas de Romeu ficaram em vermelho:

— Cê também é bem legal...

Romeu olhou para o chão. Inspirou. Suor escorria pelo seu rosto.

— V-Você... eh... gosta de beijos?

Julieta parou de dançar e encarou o príncipe na sua frente. Romeu encarou a cara dela. O suor escorreu pelo queixo.

Romeu tentou sair correndo, mas foi puxado por Julieta.

— Julieta! Desculpa, eu...

Julieta tocou seus lábios nos de Romeu. Romeu paralisou por alguns segundos. Então aceitou o beijo.  Lábios dóceis rosados encostavam-se numa paixão intensa — a primeira linha da maravilhosa história de amor.

Ambos se afastaram lentamente e se encararam por um tempo. Romeu murmurou:

— É-É estranho falar que te amo?

Julieta observou seus pés por um tempo e sussurrou:

— É estranho... mas também te amo.

Então Romeu e Julieta sapatearam juntos, enquanto cresciam a eterna história de um amor esquisito e que nunca acabaria — até na morte.

 

 Agradecimentos, Alex :)

reddit.com
u/Alex-Oliveira-Moscon — 6 days ago

Estamos emburrecendo e desaprendendo a viver (loco de pensar isso no chuveiro kkkkkkk)

Postei isso em outra comunidade, mas, sinceramente, não teve muito impacto NOS COMENTÁRIOS, no entanto, era previsível que isso ia acontecer (não sou um velho, tá? Kkkkkkk). Então nem recomendo ir pra outra comunidade que postei...

(E como que eu pensei isso no chuveiro, não sei, às vezes não durmo pensando na vida e em coisas assim kkkkkk)

(VOU USAR GPT PARA GENERALIZAR IA KKKKKKKK)

Você já viu um milhão de vídeos e textos diferentes sobre "nossa sociedade está emburrecendo" (https://www.youtube.com/watch?v=u9MgOvQWMh0, https://www.youtube.com/watch?v=jMEbatoQtwg, https://www.youtube.com/watch?v=b8DwTZNfnuY, etc); e tenho certeza que é um assunto já bem abordado - mas o ponto que quero trazer é que por estarmos emburrecendo, estamos pensando menos e por estarmos pensando menos estamos deixando de VIVER; estamos só sobrevivendo.

Quantas vezes vc já fez "terapia" com o GPT? Quantas vezes vc ficou passando vídeos aleatórios sem absorver NADA - só dopamina barata? Quantas vezes vc pensou sobre "nossa, estou parando de fazer tal coisa", mas ignorou tudo com uma tela azul na sua frente? Quantas vezes você já explorou campos sombrios da internet, mesmo sabendo que isso iria te fazer mal? Não é só QI como TODO mundo fala - é inteligência emocional, social, autocontrole, etc. Quantas vezes você perdeu seu tempo? SUA VIDA?

E a culpa poderia ser "da geração atual" -> mas sejamos sinceros, os culpados são os criadores que manipulam o vício. São os pais que criam seus filhos mau por conta de diversos fatores. São os filhos (e vc também) que SABE tudo que eu falei, mas não muda nada.

Porque vc quer tudo confortável? Porque é melhor; não dói, não machuca. Vc não quer pensar porque machuca.

Qual foi a última vez que vc REALMENTE admirou uma simples paisagem? A última vez que vc passou por dificuldades e pensou, refletiu, sem usar o GPT?

Agora retomando pro ponto da terapia com o GPT: os vínculos reais faltam. Quem é melhor para desabafar: O GPT, que tem todos os sites (inclusive falsos!) ao seu dispor ou seu "amigo", que nunca teve uma conversa "mais séria" com vc?

No entanto, podemos pensar: GPT É O VILÃO, A TELA AZUL É A VILÃ, AS EMPRESAS SÃO MALVADAS!!! NÃO PODEMOS USAR. Mas (o que é óbvio -> tudo o que estou falando é incrivelmente óbvio kkkkkkkk; mas o que complica é a prática -> o pensar nisso) mas se utilizarmos como ferramentas para nosso futuro, não vamos ser uns bostas que vamos se arrepender de ter perdido todas as oportunidades aos 70 anos até a morte.

Poderia me aprofundar mais, ainda mais nesse tópico, mas não vou escrever um livro kkkkkkkkkkkkkk. Mas os comentários, me refutar e tudo mais podem enriquecer esse post ;)

Agradecimentos, Alex :)

(Detalhe irônico: esse vai ser um post com uma quantiade ok de views mas poucos comentários... aí o motivo vc reflete...)

Coisas extras: da outra comunidade só recebi de relevante para colocar aqui sobre o gasto de água das IAs, assim, é a gente gastando recursos para tentar facilitar outras áreas, mas aí a gente acaba usando como uns viciados; tanto que o foco do post nem deveria ser tanta IA assim kkkkkk

u/Alex-Oliveira-Moscon — 9 days ago

Estamos emburrecendo... e desaprendemos a viver...

(VOU USAR GPT PARA GENERALIZAR IA KKKKKKKK)

Você já viu um milhão de vídeos e textos diferentes sobre "nossa sociedade está emburrecendo" (https://www.youtube.com/watch?v=u9MgOvQWMh0, https://www.youtube.com/watch?v=jMEbatoQtwg, https://www.youtube.com/watch?v=b8DwTZNfnuY, etc); e tenho certeza que é um assunto já bem abordado - mas o ponto que quero trazer é que por estarmos emburrecendo, estamos pensando menos e por estarmos pensando menos estamos deixando de VIVER; estamos só sobrevivendo.

Quantas vezes vc já fez "terapia" com o GPT? Quantas vezes vc ficou passando vídeos aleatórios sem absorver NADA - só dopamina barata? Quantas vezes vc pensou sobre "nossa, estou parando de fazer tal coisa", mas ignorou tudo com uma tela azul na sua frente? Quantas vezes você já explorou campos sombrios da internet, mesmo sabendo que isso iria te fazer mal? Não é só QI como TODO mundo fala - é inteligência emocional, social, autocontrole, etc. Quantas vezes você perdeu seu tempo? SUA VIDA?

E a culpa poderia ser "da geração atual" -> mas sejamos sinceros, os culpados são os criadores que manipulam o vício. São os pais que criam seus filhos mau por conta de diversos fatores. São os filhos (e vc também) que SABE tudo que eu falei, mas não muda nada.

Porque vc quer tudo confortável? Porque é melhor; não dói, não machuca. Vc não quer pensar porque machuca.

Qual foi a última vez que vc REALMENTE admirou uma simples paisagem? A última vez que vc passou por dificuldades e pensou, refletiu, sem usar o GPT?

Agora retomando pro ponto da terapia com o GPT: os vínculos reais faltam. Quem é melhor para desabafar: O GPT, que tem todos os sites (inclusive falsos!) ao seu dispor ou seu "amigo", que nunca teve uma conversa "mais séria" com vc?

No entanto, podemos pensar: GPT É O VILÃO, A TELA AZUL É A VILÃ, AS EMPRESAS SÃO MALVADAS!!! NÃO PODEMOS USAR. Mas (o que é óbvio -> tudo o que estou falando é incrivelmente óbvio kkkkkkkk; mas o que complica é a prática -> o pensar nisso) mas se utilizarmos como ferramentas para nosso futuro, não vamos ser uns bostas que vamos se arrepender de ter perdido todas as oportunidades aos 70 anos até a morte.

Poderia me aprofundar mais, ainda mais nesse tópico, mas não vou escrever um livro kkkkkkkkkkkkkk. Mas os comentários, me refutar e tudo mais podem enriquecer esse post ;)

Agradecimentos, Alex :)

(Detalhe irônico: esse vai ser um post com uma quantiade ok de views mas poucos comentários... aí o motivo vc reflete...)

u/Alex-Oliveira-Moscon — 9 days ago

"Escreve os poetas", por Jealous-Dinner-4643

(post originalmente em português)

Escreve os poetas:

Cande as caldeiras

ilumina ao dia

alvora quando foi-se a esperança

dissemina aos hereges o teu ser

E fez sobre Eles o teu incandescer...

os que sob seu brilho vivem

viverão-no até morrer

Ora

até as estrelas

outro sol se avistará para que há o que de

comer?

Tornou-se portanto

meu caminhar

um extravio de minha essência que somente em ti será

Faz-se o mesmo os românticos:

-Meu alento, meu Sol. Tu és a flor azul que jazia sozinha em meu jardim, entre as flores que se diziam belas...

-Nos céus há os mares á qual os passaros navegam, o Sol os guia. Mas em ti há uma imensidão em que o mais experiente dos navegadores se permita naufragar.

E Eles me diziam algo sobre tua impotência. Ainda que eles mesmos precisaram de ti. Cantando sua música ainda que sob o luar, repetindo os versos alegres e divertidos sem ao menos importar-se.

Na vista da montanha, vê-se as árvores, os humanos e animais; pastores, passarinhos, guerreiros e camponeses. E sobre ela está o céu, cujo brilho vindouro é o sol, que pondera-se sobre o próprio céu.

  • Por que não há expressão em seu rosto? Como fazê-lo sem ver ou ouvir? Sente repugnância?

Olha-te brilhoso, ao massacre das vidas, que nem por ti concederam-se. Porquanto nem a fêmea que os concedeu admitiria, e á quem nada fez?

Estás nem sobre alicerce para que possa alcancar-lhe. Não há perspectiva para que se possa olhar-te por cima. Ademais, mal tem-se referência do teu tamanho.

De todas as criaturas que se vê, não há uma que se possa reconhecer; foram dilasceradas. Não tem orgãos em seus corpos, seja unhas, olhos ou dentes. Isto é, há apenas a pele destes.

E enquanto o homem confrontava o brilho que jaz no céu, permeiou-se luz por toda a terra; agora havia boca para que o sol pudesse falar.

-Ainda que houvesse o alicerce, e que homens pudessem andar sobre ele, a terra seria pó antes mesmo que da primeira á milésima geração por ele percorresse.

E em teu padecer e ceticismo, olha para tua quimera de tão longe. Confrontando-a como em razão? Sejas apenas tu, distanciando-se de mim; como está agora. Aproximar-se á mim em causa da sua moralidade prolixa?

Se fez um mudo a pequena criatura, com sua alma amargurada.

E regressou pelo monte Carvácis, fazendo o rastro das suas lágrimas. Seu peito arde, sem permitir-se olhar para cima, senão em noites negras.

E quando se olha para o horizonte, percebe-se que até as árvores tem de se curvar para vê-lo. O que o fez esquecer das formigas que pisou de tão pequeninas.

Agradecimentos, Alex :)

reddit.com
u/Alex-Oliveira-Moscon — 11 days ago

O Intérprete Grego

Apenas compartilhar minha ansiedade por esse conto e saber as opiniões de vocês sobre esse conto do Holmes

u/Alex-Oliveira-Moscon — 13 days ago

Fundos do Kindle

Qual é o fundo do Kindle que você mais gosta?

(Esse não é o meu favorito, só tirei uma foto)

u/Alex-Oliveira-Moscon — 14 days ago

Capítulo 2, cena 0, 1 e 2 - Corra! Que há pouco tempo!

Capítulo 2: Tudo o que vier

 

0

 

O som da respiração do irmão parou.

Ele colocou o ouvido na porta mais uma vez.

Sem som.

Andou dois passos para trás e firmou os pés no chão.

Respirou fundo.

Com a mão trêmula, girou a maçaneta.

 

1

 

Sete dias se passaram.

Estudar. Mercado Stok. Dormir.

Aos sábados, cuidar do que precisava e Mercado Stok. Aos domingos, o único dia que tentava aproveitar as últimas folhas do caderno de surfista. Não dava.

Na madrugada de segunda-feira, recebeu um e-mail da universidade:

 

Assunto: AVISO ACADÊMICO FINAL

Sr. Alex Oliveira Moscon,

Informamos que sua média parcial é 5,5. Para aprovação no curso, será necessário obter a média mínima de 6,5 nas provas finais do 2º trimestre, que estão previstas para ocorrer quinta-feira.

Conforme previsto no regulamento acadêmico, caso não atinja a média mínima, desligamento imediato.

LEMBRE-SE: ACREDITAMOS EM QUEM TEM POTENCIAL!

Atenciosamente,

Secretaria da UTABC.

 

“Acreditamos em quem tem potencial!”

Os olhos tensos de Alex passaram por esta parte três vezes.

Uma nota. Um ponto a mais.

É impossível para quem não tem potencial.

Tinha que ter uma outra forma...

Lucas sempre tinha um livro de anotações com respostas das provas.

“Harry tem aquele livro com capa de couro.”

“Talvez...”

“Não.”

“É improvável.”

“Mas...”

Alex suspirou.

“A vida é improvável.”

Ele olhou para o celular por cinco minutos. A tela escura refletia seu rosto cansado.

Levantou suas mãos. Limpas.

Por enquanto.

Ligou o celular. Observou a tela de bloqueio do celular: ele, aos dez anos, na frente de seus pais.

Antes de tudo.

Antes deles saírem por aquela porta e nunca mais voltarem.

Virou a cabeça e observou a foto na cômoda atrás dele. Sussurrou para ela:

– Vocês ainda me amariam?

O sorriso na foto não respondia. Ele a deixou em cima da cama.

Na foto de perfil de Carlos, Alex viu: ele e seu amigo no dia da formatura do ensino médio, abraçados, sorrindo.

“Carlos acredita em mim. Não posso desistir.”

E-mail ainda aberto.

Foto dos pais. Abraçados. Sorrindo.

Fechou os olhos. Respirou fundo.

“E se...”

“Não! Chega!”

Qual outra alternativa ele tem?

Falir? Desistir? Decepcionar a todos?

Suspirou. Olhou a foto dos pais.

Talvez... eles acreditariam nele.

Gabriella confiava e apoiava.

“Mas eu não a apoio...”

Fechou os olhos com força. Ele não podia deixar mais ser assim.

A sua vida girava em torno do Mercado Stok. Se não fizesse isso, seria Mercado Stok para sempre.

Trabalhar. Sempre trabalhar... nada mais, nada menos.

Já tinha visto isso antes nos programas criminais que o pai assistia.

Abriu sua gaveta de roupas. Pegou todos os moletons pretos. Seu olhar caiu sobre a cozinha. Seguiu até o pano de prato. Agarrou-o.

Voltou para o seu quarto. Debaixo da cama, estava o martelo. Fitou os olhos no cabo de madeira. Alguns segundos. Apertou a cutícula da unha. Pegou o martelo.

Sentou-se na cama – ao seu lado, tudo que ele precisava.

Levantou-se do colchão.

Parou perante a pequena janela de seu dormitório.

Naquela madrugada, roubaria o livro.

Pecado.

Mas o maior crime já tinha cometido.

Roubar era quase... bom...

Fechou os olhos.

Seria ladrão.

Já era assassino há oito anos.

Abriu os olhos e virou a cabeça para trás. Na cômoda, o sorriso não era de qualquer um. Era dos seus pais.

 “Papai... mamãe...”

Respirou fundo.

“Tudo o que vier.”

 

2

 

Colocou a mão na porta do dormitório.

Olhou para a foto dos pais.

“Eu vou voltar por vocês.”

Uma hora e quinze da manhã.

Alex desceu as escadas do apartamento, apertando as sacolas do supermercado com força.

Pano microfibra, álcool, disfarce e um martelo.

Cada passo ecoava. Ele andou na ponta dos pés.

Chegou na portaria. Um homem com cabelo grisalho lhe perguntou:

– Aonde vai a essa hora?

Alex derrubou uma das sacolas com olhos arregalados.

– M-minha mãe tá no hospital... por favor vai logo!

O homem desviou o olhar e apertou o botão.

Alex murmurou:

– Éh... obrigado.

O porteiro reclinou sua cadeira e se colocou no mundo dos sonhos.

Ruas de São Paulo escuras. Desertas. Apenas os postes iluminavam e toda esquina era igual.

Quinze minutos depois, parou em frente a um bar. Sentiu o cheiro da bebida e do cigarro invadir.

As pessoas jogando dominó nem olharam para Alex.

Entrou no banheiro.

Vestiu o áspero moletom preto e puxou o capuz. Colocou o pano microfibra e o álcool no bolso. Tentou ajustar a velha toalha de mesa que cobriria o rosto. Cheiro de gordura velha. O tecido rasgou.

Saiu da cabine no mesmo instante e olhou-se no espelho. Era só um rasgo próximo à bochecha.

Colocou a mão no peito. Fechou os olhos.

Saiu do bar, capuz cobrindo o rosto. Alex cheirou o capuz – cachaça. Cheirou a manga do moletom.

Correu ainda mais longe do bar.

Quinze minutos.

Sons de passos ecoando no asfalto. Ponta do dedo trêmula. O martelo pesava mais do que o mundo.

Uma hora e cinquenta da manhã.

Alex se aproximou da UTABC. Parou em uma esquina com uma barbearia e podia ver a universidade na outra.

Virou a esquina. Um dos vigilantes noturnos apareceu na esquina da instituição. Ele tinha um brasão da polícia militar no ombro. Alex se moveu para a frente da barbearia rapidamente. Observou o vigia.

O vigia olhou para Alex.

Os dedos de Alex apertavam o cabo do martelo.

O homem foi embora. Alex encarou a esquina vazia por alguns segundos antes de seguir o seu caminho. Guardou o martelo no maior bolso do moletom negro.

Chegou na parede de tijolos da sala dos professores, onde havia uma janela.

Parou perante a parede. Árvores bloqueavam a luz da rua; o cano de plástico subia pelos tijolos como uma linha frágil contra a escuridão.

Alex agarrou o cano.

Plástico frio – mais fino do que parecia de longe.

“Por eles.”

Respirou fundo, posicionou o pé direito contra o tijolo e impulsionou. Subiu meio metro. Músculos arderam e o cano gemeu.

“Merda.”

Impulsionou a perna. Observou a mureta ao longe.

“Não olha pra baixo.”

Olhou.

Dois metros. Concreto rachado embaixo.

Inspirou o mais rápido que pôde.

Subiu mais.

Virou a cabeça para a rua.

Um carro passou. Som forte do motor.

A voz do menino Alex ecoou em sua mente. A última vez que sua mãe o ouvira:

“Eu vou ficar aqui, mamãe.”

As mãos tremeram e Alex apertou os olhos.

Sentiu seu braço escorregar. Abriu os olhos e encaixou seus pés nas bordas dos tijolos. Firmou as mãos no plástico frio.

Quebrou a unha. Mordeu com força os lábios.

Os braços queimavam e as pernas empurravam com força enquanto tentava alcançar a mureta.

Impulso final – saltou. Ouviu um barulho de trinco. As mãos agarraram a mureta; suor escorria enquanto puxava o corpo e subia.

Um braço escorregou. O outro ainda segurava firmemente.

Trincou os dentes, segurou a mureta com as duas mãos e subiu.

Deitou na mureta.

Viu o martelo caindo na grama.

“Puta merda!”

Colocou o braço sobre o rosto.

O coração martelava suas têmporas.

“O que estou fazendo?”

A resposta veio.

“Tentando...”

Levantou-se lentamente e cerrou seus punhos.

O punho voou até o vidro. Uma rachadura eclodiu e sangue se espalhou pelas luvas de Alex.

Alex apertou a mão contra a boca. Sangue se espalhou por seu rosto. Observou seu reflexo na janela trincada. Fitou o cano. Inspirou fundo. Cerrou os punhos e desferiu outro golpe no vidro, que foi despedaçado em micro pedaços.

Os cacos penetraram em sua coxa e antebraço.

Entrou na sala mancando. Viu sangue saindo da coxa. Usou a manga para limpar.

Puxou uma das cadeiras e sentou-se, tirando os cacos do seu antebraço.

Quando tirou o primeiro caco, a dor pulsante penetrou na região e se espalhou por todo o corpo.

Respirava intensamente. Os dentes eram pressionados para não gritar.

No segundo, acabou esbarrando em algo debaixo da mesa. Uma gaveta.

Alex percebeu um relógio na parede.

Duas horas da manhã.

Olhou para as mãos cobertas por luvas pretas, sangue nos dedos. Um ladrão desgraçado.

Ele abriu a gaveta.

Viu algo frio e metálico.

Fechou.

Observou seu corpo coberto de cacos. Seus olhos caíram na janela quebrada.

Levantou-se e parou perante a sequência de armários.

Seus olhos passavam pela primeira coluna. Ouviu passos pelo corredor. Jogou-se debaixo da mesa.

A janela quebrada brilhava. Sentiu os passos de alguém chegando na sala.

A visão de Alex variava entre nomes infinitos. O vigia estava se aproximando da porta.

Os números passavam e cresciam. Nenhum “Harry”. O suor escorria por seu corpo.

Terceira coluna. Achou! Um armário com uma plaquinha de papel mal colada, onde estava escrito:

 

Harry Martins da Silva

Nº 217

 

Encarou a porta. Os passos do vigia se intensificavam. Seus olhos se direcionaram para uma cadeira na sala.

Saiu debaixo da mesa, agarrou a cadeira. Levantou a cadeira. Parou. Deixou-a no chão.

Precisava mesmo fazer aquilo?

Não tinha outra forma de resolver?

Não, não havia.

Sem trabalho, sem dinheiro.

Sem estudo, sem futuro.

Se o roubo desse errado, era prisão.

Se fosse prisão...

Alex levantou suas mãos, cobertas pelas luvas, mas sujas.

“Vocês ainda me amariam?”

Ainda ressoava em sua mente.

Ele nunca soube a resposta.

“Tudo o que vier.”

Esta era a única forma.

“Me perdoem.”

O barulho de passos desapareceu.

Golpeou o metal com força. Barulho estridente.

Forçou a porta. Pregos eram expulsados.

A porta cedeu e o livro de couro estava lá. Centenas de páginas, todas amareladas.

O barulho de marcha dos vigias voltou a aumentar.

Alex olhou para as páginas do livro – uma delas era azul. Os pelos de seu corpo arrepiaram e um zumbido tomou sua audição.

“Olhos cansados vendo coisas?”

“Não...”

A palavra morreu na garganta. Alex encarou a mesa. A gaveta estava lá. A coisa fria e metálica também.

Um estrondo ocorreu em algum lugar fora da sala. A passada estava mais próxima agora. Alex ficou três segundos parado antes de correr para a porta e empurrar a tranca. Voltou para o vidro quebrado. A maçaneta da porta estava sendo girada.

Preparou-se para guardar o livro. Observou o armário arrombado. Respirava intensamente. Guardou o livro e olhou para o solo com o cano branco.

A porta começou a ser espancada.

Passou o pano com o álcool por onde tinha passado com a mão trêmula. A tranca começou a ceder. Empurrou uma cadeira contra a porta. Paralisou por alguns segundos. Os olhos marejaram. A porta levou mais uma batida. Alex voltou à janela novamente.

Olhou para o plástico branco. Preparou um impulso. Agarrou o cano com as duas mãos.

Ele ouviu um estalo. O suporte começou a se soltar da parede. A trinca começou a se espalhar pelo cano. Alex tentou voltar.

Tarde demais.

O plástico rachou completamente.

Alex tentou um impulso. O cano tombava. O chão se aproximava. Alex se agarrou no plástico com os olhos fechados.

O cano caiu no chão.

Os cacos de vidro penetraram ainda mais em Alex, enquanto empurrava o cano para o seu lado. O mundo girava e a visão embaçou.

Sentou-se na grama mal cuidada. Respirou um alívio que durou pela metade.

Ouviu outro barulho. Passos batendo no chão com força, um bastão preto batendo em algumas mãos e gritos.

Uma dor na coxa explodiu. Alex levantou-se e começou a correr, mancando.

Virou a cabeça para trás.

Seguranças uniformizados.

A voz paterna ecoou em sua mente.

“Tchau, filho. Beijos!”

Uniformes. A pessoa que o salvara tinha um uniforme.

Lágrimas corriam.

Ele lembrou do barulho do carro dos pais ligando.

“Não! Não! Por que fiz isso?”

Os seguranças eram muito rápidos.

Os bastões pretos logo o colocariam onde ele merecia.

As ruas continuavam embaçadas.

Dez metros de distância viraram oito num instante. Oito metros do bar.

Alex virou entre uma esquina e outra.

Esquina errada. Alex deu uma volta no quarteirão. A dor de cabeça aumentou. O ar não entrava nos pulmões.

Um dos guardas agarrou a mochila. Alex girou o corpo e acertou um chute na perna do homem. O segurança soltou. Alex cambaleou e caiu. Outro guarda levantou o bastão. Alex levantou-se e correu.

O cheiro de álcool estava mais próximo. O bar estava a alguns passos.

– Atire! – Um homem gritou.

Um dos seguranças atirou. Alex sentiu o zunido de algo passando rente à orelha.

– Por favor... parem... – As palavras apenas saíram de Alex. – Vocês... não... não...

Os seguranças aceleraram os passos.

Os jogadores de dominó bêbados estavam a sua frente. Com um impulso, Alex passou pela porta do bar e foi em direção ao banheiro e se trancou em uma cabine.

Retirou aquela farda preta e colocou tudo na mochila. O livro também. Tentou abrir na página azul.

Um latejo na cabeça tomou seu corpo e tudo rodopiava. Alex escorregou e ficou no chão por alguns segundos. O cheiro de mijo o fez levantar, tonto.

Tentou limpar os ferimentos como pôde.

Os olhos arderam. Pernas bambas.

Alex se retirou do bar.

Os guardas noturnos permaneciam fora do bar e anotavam algo em um papel. Alguns estavam fazendo relatos em um telefone. Eles encararam Alex.

Alex olhou para trás. Eles só estavam parados.

Tentou recuperar o ar perdido enquanto corria pela rua.

O asfalto mais perto de sua visão. Alex bateu de cara na superfície dura e irregular. Levantou-se e atravessou as ruas desertas até chegar no apartamento.

Ele subiu as escadas e abriu a porta de seu dormitório.

Duas horas e trinta da manhã.

Alex jogou a mochila em algum canto. Observou seu colchão de espuma e isopor.

Jogou-se na espuma e desmaiou.

Em seus sonhos, grades apareciam.

Uma corda jazia atrás, pendurada.

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 18 days ago

Minha vida se curou :)

(post originalmente em português)

[1 ano depois de tudo...]

O farol piscou a luz vermelha.

Estou eu, Alex, e minha consciência dentro de um ônibus cinza lotado de cabeças deprimentes, como eu, apenas querendo chegar no “lar doce lar” e ver a família.

Mas que família? Papais morreram há...

O ônibus freou.

A placa de metal enferrujado escrita “Residência Nova Riqueza” estava fincada no chão à frente de um apartamento simples.

Saí daquela lata entupida de pessoas e marchei até meu dormitório.

Abri a porta de madeira – a poeira de dentro voou em meu rosto. Senti o mesmo cheiro de gordura velha e mofo de novo.

Passei pela madeira, joguei minha mochila na cama e me dirigi ao banheiro.

O som da água da torneira pingando ecoava pelo ambiente. Apoiei meu braço na gelada pedra da minha pia enquanto me olhava no espelho: cabelo preto curto, bigode bem raspado e menos cravos do que a última vez.

Lavei meu rosto com a água gélida, saí do banheiro com gotas pingando no chão e troquei de roupa.

Saí do apartamento e andei nas ruas escuras de São Paulo até chegar na frente da casa do meu amigo, Carlos. Encarei a porta por alguns segundos e bati. Carlos e Gabriella foram me receber. As alianças de namoro deles reluziam em ouro naquele fim de tarde morto.

Abracei minha família.

Olhei o semáforo atrás de mim.

A luz piscava verde.

Agradecimentos, Alex :)

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u/Alex-Oliveira-Moscon — 23 days ago