O desastre do Lago Nyos em 1986 e a comunicação social nessa altura e atualmente
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O desastre do Lago Nyos em 1986 e a comunicação social nessa altura e atualmente

>O desastre do Lago Nyos ocorreu em 21 de agosto de 1986, quando uma erupção límnica no Lago Nyos, no noroeste de Camarões, matou 1.746 pessoas e 3.500 cabeças de gado.^([1])

https://www.youtube.com/watch?v=aZbh1bjC8g0

Morreram de um momento para o outro 1.746 pessoas. Morreram no local onde estavam, os sobreviventes, mas não sabiam o que se tinha passado. Não havia sinais de danos físicos nas casas.

Formam precisas várias semanas para perceber o que tinha ocorrido.

Uma tragédia destas nos dias de hoje teria dado origem a um enorme número de notícias, teria um destaque gigantesco em toda a comunicação social.

Perguntei ao meu pai, aos meus avós, aos meus tios. Nenhum deles se lembra de ter ouvido falar desta catástrofe. Na altura o destaque noticioso foi nenhum ou quase nenhum.

Atualmente casos muito menos graves (e muito menos misteriosos), ocorridos em locais longínquos, têm um grande destaque mediático.

O que cria a ideia de que ocorrem mais tragédias em todo o mundo, quando o que ocorre é que atualmente em todo o mundo há telemóveis que filmam e comunicam rapidamente para todo o lado. Qualquer coisa suficientemente invulgar se torna notícia a nível mundial.

Antes mesmo casos gravíssimos e muito invulgares nem se tornavam conhecidos.

pt.wikipedia.org
u/camilo12287 — 11 days ago
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[OC] Mathematics Performance in French Speaking Regions by Gender

u/[deleted] — 17 days ago

Onde estão agora? Não se escondam! - (Por Manuel Soares, in Público, 13/03/2019)

via https://estatuadesal.com/2019/03/13/onde-estao-agora-nao-se-escondam/

...

Neste alarido todo da violência doméstica, uma crítica recorrente é que os juízes condenam demasiadas vezes os agressores em penas suspensas porque desvalorizam este crime. É absurdo considerar que, de repente, 2300 juízas e juízes, duma ponta à outra do país, foram subitamente infectados por um vírus de incompetência e insensibilidade. Parece que já ninguém se lembra do que aconteceu em 2007. Eu recordo.

Naquela época, a vozearia, alimentada pelo governo de Sócrates, pelo PS e PSD, unidos no pacto político-parlamentar de SET2006, por académicos (como Rui Pereira, que viria a coordenar a unidade de missão para a reforma penal) e por alguns “idiotas úteis” na comunicação social, dizia exactamente o contrário: os tribunais prendem demais por qualquer bagatela. Sem entrar aqui nas teorias mais ou menos conspirativas, que associaram a reforma penal de 2007 aos estilhaços do processo “Casa Pia”, a verdade é que o poder político decidiu alargar a possibilidade de suspensão da pena de prisão de 3 para 5 anos, para (dizia-se) facilitar a ressocialização dos condenados e reduzir a sobrelotação nas prisões.

Mesmo não sendo fácil remar contra a maré, na altura os juízes alertaram para o risco do aumento de suspensões de penas em crimes mais graves “afectar as expectativas comunitárias na administração da justiça penal” (GEOT-ASJP, SET2006). Só para se ter uma noção dos crimes graves que passaram a admitir pena suspensa, eis alguns exemplos: tentativa de homicídio, violência doméstica com morte da vítima, violação, tráfico de pessoas, escravidão, rapto com tortura, abuso sexual de criança com cópula, lenocínio com menores até 14 anos de idade, roubo violento com arma, tortura com electrochoques, incêndio com benefício económico, espionagem e atentado contra o presidente da república.

Como era de esperar, a mudança da lei teve efeitos imediatos no aumento do número de condenações em pena suspensa e na consequente redução do número de presos. Em apenas 2 anos, de 2006 para 2008, a população prisional reduziu-se em 14,5%: 12.630 para 10.807 (PORDATA), tendo sido aplicadas 14.558 penas de prisão suspensa em 2010 (DGPJ). No crime de violência doméstica, em que foram proferidas 3464 sentenças de condenação entre 2012 e 2016, – 57,7% dos casos que chegaram a julgamento (Violência doméstica em 2016 – relatório anual de monitorização, 2017, MAI), pese embora todo o ruído, não há dados seguros para apurar com exactidão o número actual de penas suspensas. O estudo mais consistente que conheço aponta para 90% de penas de prisão suspensas. Contudo, tendo analisado apenas 70 sentenças, a base do estudonecessita de melhor validação (Violência doméstica: estudo avaliativo das decisões judiciais, CIG, 2016).

O alargamento da possibilidade de suspensão da pena de prisão a casos de maior gravidade fez com que muitos crimes, que antes seriam objecto de condenação em penas de prisão efectiva, passassem a ser punidos com penas suspensas. Uma visita a alguns dos casos recentemente noticiados de condenações em 5 anos de prisão suspensa, mostra bem as consequências da opção de política criminal de 2007: pai que tentou incendiar a casa com os filhos (Coimbra), maus tratos a alunos pelo professor (Barcelos), abuso sexual e prostituição de menor (Ponta Delgada), abuso sexual de menores pelo professor (Beja), peculato e falsificação por autarca (Portimão), abuso sexual de aluna pelo explicador (Viana do castelo), maus tratos a 3 filhas (Vila Real), exposição e abandono que levou à morte do filho (Lisboa), abuso de confiança e falsificação por bancário (Viseu), crimes relacionados com o BPP, praticados por João Rendeiro (Lisboa), abuso sexual de enteada menor (Santarém), abuso sexual de menor (Feira), burla em pensões por médico (Pombal), roubos com arma (Ponta Delgada), sequestro e tentativa de violação da mulher (Marco de Canaveses) e burlas com receitas por médico (Portimão). Antes de 2007, todos estes arguidos condenados em 5 anos teriam acabado na prisão.

Porque haverá então uma predominância de penas suspensas no crime de violência doméstica? Sem um estudo alargado e actualizado não é fácil dar uma resposta séria. Porém, os dados da experiência mostram que há 3 factores objectivos a considerar.

Em primeiro lugar, na esmagadora maioria das situações, a pena máxima prevista para o crime de violência doméstica é de 5 anos. Isso significa que, fora os casos excepcionais em que a vítima morre ou é gravemente ferida, o tribunal está sempre obrigado a suspender a pena quando se verificam os respectivos pressupostos, ainda que os factos sejam dos mais graves que é possível conceber numa moldura de pena até 5 anos. Em segundo lugar, em quase 3.500 condenações por ano (2010 a 2016), é preciso ter em conta que chegam a tribunal muitos crimes em que estão em causa comportamentos isolados, sem danos físicos ou psicológicos significativos, que não têm gravidade suficiente para justificar uma pena privativa da liberdade. Em terceiro lugar, não se pode ignorar que os pressupostos da suspensão da pena não dependem directamente da ilicitude do facto, do grau de culpa do agressor e dos danos causados à vítima, mas sim, fundamentalmente, da existência de um quadro social, familiar e profissional, na pessoa do condenado, que permita fazer um prognóstico positivo sobre a possibilidade de êxito da reinserção social em liberdade.

De todo o modo, convém recordar que a partir de 2007 Portugal ficou com o regime de suspensão da pena mais permissivo da Europa. Não só por causa do limite de 5 anos, apenas igualado pela França – nos restantes países varia entre 1 e 3 anos – mas também porque, ao contrário do que acontece noutros países, é possível aplicar uma pena suspensa mesmo que o condenado já tenha beneficiado anteriormente de igual medida. Não é, portanto, sério discutir as decisões dos nossos tribunais nos crimes de violência doméstica, sem olhar para esta realidade.

>Dito isto, a pergunta que se impõe é esta: onde estão agora aqueles que em 2007 defenderam a mudança da lei? Porque estão todos calados? Não estou a defender o regresso ao modelo antigo – os políticos definem o quadro legal e os juízes cumprem. Se quiserem os tribunais também podem suspender penas até 10 anos de prisão ou mais. Mas depois têm de se responsabilizar. Não podem fugir quando for preciso pagar o preço de enfrentar a crítica social.

Presidente da Direcção da Associação Sindical dos Juízes Portugueseseste alarido todo da violência doméstica, uma crítica recorrente é que os juízes condenam demasiadas vezes os agressores em penas suspensas porque desvalorizam este crime. É absurdo considerar que, de repente, 2300 juízas e juízes, duma ponta à outra do país, foram subitamente infectados por um vírus de incompetência e insensibilidade. Parece que já ninguém se lembra do que aconteceu em 2007. Eu recordo.

Naquela época, a vozearia, alimentada pelo governo de Sócrates, pelo PS e PSD, unidos no pacto político-parlamentar de SET2006, por académicos (como Rui Pereira, que viria a coordenar a unidade de missão para a reforma penal) e por alguns “idiotas úteis” na comunicação social, dizia exactamente o contrário: os tribunais prendem demais por qualquer bagatela. Sem entrar aqui nas teorias mais ou menos conspirativas, que associaram a reforma penal de 2007 aos estilhaços do processo “Casa Pia”, a verdade é que o poder político decidiu alargar a possibilidade de suspensão da pena de prisão de 3 para 5 anos, para (dizia-se) facilitar a ressocialização dos condenados e reduzir a sobrelotação nas prisões.

Mesmo não sendo fácil remar contra a maré, na altura os juízes alertaram para o risco do aumento de suspensões de penas em crimes mais graves “afectar as expectativas comunitárias na administração da justiça penal” (GEOT-ASJP, SET2006). Só para se ter uma noção dos crimes graves que passaram a admitir pena suspensa, eis alguns exemplos: tentativa de homicídio, violência doméstica com morte da vítima, violação, tráfico de pessoas, escravidão, rapto com tortura, abuso sexual de criança com cópula, lenocínio com menores até 14 anos de idade, roubo violento com arma, tortura com electrochoques, incêndio com benefício económico, espionagem e atentado contra o presidente da república.

Como era de esperar, a mudança da lei teve efeitos imediatos no aumento do número de condenações em pena suspensa e na consequente redução do número de presos. Em apenas 2 anos, de 2006 para 2008, a população prisional reduziu-se em 14,5%: 12.630 para 10.807 (PORDATA), tendo sido aplicadas 14.558 penas de prisão suspensa em 2010 (DGPJ). No crime de violência doméstica, em que foram proferidas 3464 sentenças de condenação entre 2012 e 2016, – 57,7% dos casos que chegaram a julgamento (Violência doméstica em 2016 – relatório anual de monitorização, 2017, MAI), pese embora todo o ruído, não há dados seguros para apurar com exactidão o número actual de penas suspensas. O estudo mais consistente que conheço aponta para 90% de penas de prisão suspensas. Contudo, tendo analisado apenas 70 sentenças, a base do estudonecessita de melhor validação (Violência doméstica: estudo avaliativo das decisões judiciais, CIG, 2016).

O alargamento da possibilidade de suspensão da pena de prisão a casos de maior gravidade fez com que muitos crimes, que antes seriam objecto de condenação em penas de prisão efectiva, passassem a ser punidos com penas suspensas. Uma visita a alguns dos casos recentemente noticiados de condenações em 5 anos de prisão suspensa, mostra bem as consequências da opção de política criminal de 2007: pai que tentou incendiar a casa com os filhos (Coimbra), maus tratos a alunos pelo professor (Barcelos), abuso sexual e prostituição de menor (Ponta Delgada), abuso sexual de menores pelo professor (Beja), peculato e falsificação por autarca (Portimão), abuso sexual de aluna pelo explicador (Viana do castelo), maus tratos a 3 filhas (Vila Real), exposição e abandono que levou à morte do filho (Lisboa), abuso de confiança e falsificação por bancário (Viseu), crimes relacionados com o BPP, praticados por João Rendeiro (Lisboa), abuso sexual de enteada menor (Santarém), abuso sexual de menor (Feira), burla em pensões por médico (Pombal), roubos com arma (Ponta Delgada), sequestro e tentativa de violação da mulher (Marco de Canaveses) e burlas com receitas por médico (Portimão). Antes de 2007, todos estes arguidos condenados em 5 anos teriam acabado na prisão.

Porque haverá então uma predominância de penas suspensas no crime de violência doméstica? Sem um estudo alargado e actualizado não é fácil dar uma resposta séria. Porém, os dados da experiência mostram que há 3 factores objectivos a considerar.

Em primeiro lugar, na esmagadora maioria das situações, a pena máxima prevista para o crime de violência doméstica é de 5 anos. Isso significa que, fora os casos excepcionais em que a vítima morre ou é gravemente ferida, o tribunal está sempre obrigado a suspender a pena quando se verificam os respectivos pressupostos, ainda que os factos sejam dos mais graves que é possível conceber numa moldura de pena até 5 anos. Em segundo lugar, em quase 3.500 condenações por ano (2010 a 2016), é preciso ter em conta que chegam a tribunal muitos crimes em que estão em causa comportamentos isolados, sem danos físicos ou psicológicos significativos, que não têm gravidade suficiente para justificar uma pena privativa da liberdade. Em terceiro lugar, não se pode ignorar que os pressupostos da suspensão da pena não dependem directamente da ilicitude do facto, do grau de culpa do agressor e dos danos causados à vítima, mas sim, fundamentalmente, da existência de um quadro social, familiar e profissional, na pessoa do condenado, que permita fazer um prognóstico positivo sobre a possibilidade de êxito da reinserção social em liberdade.

De todo o modo, convém recordar que a partir de 2007 Portugal ficou com o regime de suspensão da pena mais permissivo da Europa. Não só por causa do limite de 5 anos, apenas igualado pela França – nos restantes países varia entre 1 e 3 anos – mas também porque, ao contrário do que acontece noutros países, é possível aplicar uma pena suspensa mesmo que o condenado já tenha beneficiado anteriormente de igual medida. Não é, portanto, sério discutir as decisões dos nossos tribunais nos crimes de violência doméstica, sem olhar para esta realidade.

Dito isto, a pergunta que se impõe é esta: onde estão agora aqueles que em 2007 defenderam a mudança da lei? Porque estão todos calados? Não estou a defender o regresso ao modelo antigo – os políticos definem o quadro legal e os juízes cumprem. Se quiserem os tribunais também podem suspender penas até 10 anos de prisão ou mais. Mas depois têm de se responsabilizar. Não podem fugir quando for preciso pagar o preço de enfrentar a crítica social.

Presidente da Direcção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses

u/camilo12287 — 18 days ago
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👋Damos-te as boas-vindas ao r/BandaDesenhada_PT — Apresenta-te e lê as normas!

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Estamos muito contentes por fazeres parte desta primeira vaga. Em conjunto, vamos tornar o r/BandaDesenhada_PT fantástico.

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u/RunningVampyre — 18 days ago

Gases de efeito de Estufa e PIB per capita em paridade de poder de compra, por países

https://preview.redd.it/wxch4zs9jrrh1.jpg?width=1694&format=pjpg&auto=webp&s=1e997118e1ba8210d3500cd476e1236584cedabc

Dividindo a quantidade de gases emitidos, pelo PIB per capita em paridade de poder de compra.

Para ter uma ideia da eficiência das economias a proporcionar um melhor ou pior nível de vida, com mais ou menos poluição.

Ideia caseira e gráfico caseiro. Só alguns países, porque o gráfico com todos os países ficou difícil de ler.

reddit.com
u/camilo12287 — 20 days ago
▲ 369 r/partilhando+1 crossposts

[OC] Hierarchical Genetic Similarity of Portugal Compared to European and Mediterranean Populations (Uniparental Lineages)

Methodology for Calculating Y-DNA (Y-chromosomal Adam) and mtDNA (Mitochondrial Eve) Similarity

The genetic similarity between Portugal (baseline: 100%) and the remaining populations was calculated using the Renkonen Similarity Index (percentage overlap), adapted via a 3-Level Hierarchical Phylogenetic Tree Model to avoid treating biologically close lineages as entirely distinct.

Level 1 — Terminal Subclades (50%): Directly compares all specific haplogroups and subclades listed in the table. Reflects more recent historical proximity. (In mtDNA, samples lacking internal resolution for H are compared at the total H level to prevent distortions).

Level 2 — Phylogenetic Families (35%): Groups sister lineages into the same family, capturing founder relationships. Y-DNA (R, I, J, E, G, LT, Q, N, Others); mtDNA (HV, JT, U+K, I, W, X, L, Others).

Level 3 — Ancestral Macro-Trunks (15%): Merges branches into deep prehistoric roots. Y-DNA (Macro-P: R+Q, Macro-IJ: I+J, Macro-K derivatives: LT+N, Trunk E, Trunk G, Others); mtDNA (Macro-R: HV+JT+U/K, Macro-N non-R: I+W+X, Macro-L, Others).

Final Similarity (Rounded to Integer) = (0,50 * Renkonen_L1) + (0,35 * Renkonen_L2) + (0,15 * Renkonen_L3)

Data Sources

Y-DNA and mtDNA haplogroup frequency data were retrieved from compilation tables on the Eupedia platform (Distribution of European Y-chromosome DNA haplogroups and Distribution of European mitochondrial DNA haplogroups). Eupedia tables aggregate findings from dozens of peer-reviewed genetic studies, population genetics publications, and reference databases (such as YHRD and EMPOP). Detailed academic references, primary study sources, and respective sample sizes are documented directly on the project's official website.

u/camilo12287 — 23 days ago
▲ 2.2k r/partilhando+2 crossposts

[OC] How many animals get slaughtered every day worldwide?

u/Rizi699 — 29 days ago
🔥 Hot ▲ 15.6k r/veganarchism+6 crossposts

This is the largest single-building pig farm in the world. At 26 storeys high, it can slaughter 1.2 million pigs per year. It was built in Ezhou, China, to help the country's exploding demand for pork. Pork is China's most popular meat, with the country consuming nearly half of global pork demand.

u/DarkStaticMatter — 1 month ago
🔥 Hot ▲ 18.1k r/EUSpace+2 crossposts

The most recent image of Western Europe from space

Among the largest urban areas visible in the image there are London, Paris and Rome; very impactful are also the highly industrialized areas of the Ruhr in Germany and of the Padania plains in Italy.

u/Hot_Efficiency4700 — 1 month ago
▲ 252 r/psychologyofsex+3 crossposts

Sexual Orientation and Parental Mental Health Problems in Childhood

Based on public data in the CDC National Survey of Family Growth, sexual orientation is related to parental mental health. Respondents were asked whether, before age 18, they had lived with a parent or guardian who was depressed, mentally ill, or suicidal. Those exposed to parental mental health problems were less likely to report straight sexual orientation. This effect was stronger for women.

u/Either_Issue_6510 — 2 months ago
🔥 Hot ▲ 11.1k r/democracy+7 crossposts

[OC] Women now outnumber men in higher education in 132 of the 155 countries and territories with recent data

u/Creaspace — 2 months ago
▲ 10 r/pronatalism+2 crossposts

[OC] Fertility rates across Western countries had been falling since 1800 — long before modern contraception. France led the decline, reaching replacement level by the mid-1800s.

Source: Gapminder, Works in Progress

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u/CanIHaveASong — 2 months ago